Pedro Crispim emociona-se ao falar da morte do pai: “Continua a ser a minha bússola”, disse no Passadeira Vermelha.
Pedro Crispim vive ainda uma fase de luto pela morte do pai, que faleceu em janeiro, aos 80 anos, vítima de doença prolongada. Esta quinta-feira, 14 de maio, o comentador esteve no “Passadeira Vermelha”, da SIC Caras, e falou sobre esse momento difícil.
A conversa aconteceu depois de Liliana Campos recordar a importância que o pai tinha na vida de Pedro Crispim e a aproximação que existia entre ambos.
Liliana Campos tocou no tema em direto
Durante o programa, Liliana Campos dirigiu-se ao comentador com cuidado, mas sem fugir ao assunto. A apresentadora quis perceber como Pedro Crispim tem vivido esta perda estando exposto publicamente.
“𝗘𝘀𝘁á 𝗮 𝘀𝗲𝗿 𝘂𝗺𝗮 𝗮𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗱𝗶𝗳í𝗰𝗶𝗹 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘁𝗶, 𝗽𝗲𝗿𝗱𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗼 𝘁𝗲𝘂 𝗽𝗮𝗶. 𝗘𝗿𝗮 𝘂𝗺𝗮 𝗳𝗶𝗴𝘂𝗿𝗮 𝗶𝗺𝗽𝗼𝗿𝘁𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗻𝗮 𝘁𝘂𝗮 𝘃𝗶𝗱𝗮 𝗲 𝗽𝗲𝗻𝘀𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝘁é 𝘁𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗵𝗮𝘃𝗶𝗱𝗼 𝘂𝗺𝗮 𝗮𝗽𝗿𝗼𝘅𝗶𝗺𝗮çã𝗼 𝗺𝗮𝗶𝗼𝗿 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝘃𝗼𝗰ê𝘀. 𝗖𝗼𝗺𝗼 é 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝘁á𝘀 𝗮 𝗹𝗶𝗱𝗮𝗿 𝗰𝗼𝗺 𝘁𝘂𝗱𝗼 𝗶𝘀𝘁𝗼 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗲𝘅𝗽𝗼𝘀𝘁𝗼?”
A resposta surgiu com emoção. Pedro Crispim assumiu que o processo tem sido exigente, sobretudo do ponto de vista emocional.
“𝗘𝘀𝘁á 𝗮 𝘀𝗲𝗿 𝘂𝗺𝗮 𝗳𝗮𝘀𝗲 𝗱𝗲𝘀𝗮𝗳𝗶𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗲𝗺𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲. 𝗢𝗹𝗵𝗮, 𝗾𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼… 𝗳𝗼𝗶 𝘂𝗺 𝗽𝗿𝗼𝗰𝗲𝘀𝘀𝗼, 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝘂 𝘀𝗼𝘂𝗯𝗲𝘀… 𝗼 𝗺𝗲𝘂 𝗽𝗮𝗶 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗶𝗻𝘂𝗮 𝗮 𝘀𝗲𝗿 𝗮 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗯ú𝘀𝘀𝗼𝗹𝗮, 𝗼 𝗺𝗲𝘂 𝗼𝗿𝗶𝗲𝗻𝘁𝗮𝗱𝗼𝗿.”
Sara Norte reage à emoção do comentador
O momento deixou o ambiente em estúdio mais sensível. Ao ver Pedro Crispim emocionado, Sara Norte reagiu de imediato, mostrando preocupação com o colega.
“𝗔𝗶 𝗺𝗲𝘂 𝗗𝗲𝘂𝘀, 𝗲𝘀𝘁á𝘀 𝗯𝗲𝗺? 𝗢𝘀 𝗳𝗼𝗿𝘁𝗲𝘀 𝘁𝗮𝗺𝗯é𝗺 𝘃ã𝗼 𝗮𝗯𝗮𝗶𝘅𝗼.”
Pedro Crispim acabou por explicar que manter-se ativo e rodeado de pessoas o ajudou a atravessar esta fase. O trabalho, admitiu, voltou a ter um papel essencial.
“𝗙𝗲𝘇-𝗺𝗲 𝗯𝗲𝗺 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗿 𝗰𝗼𝗺 𝗮𝘀 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀 𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗿 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲𝘁𝗶𝗱𝗼. 𝗧𝘂𝗱𝗼 𝗻𝗮 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝘃𝗶𝗱𝗮… 𝗼 𝘁𝗿𝗮𝗯𝗮𝗹𝗵𝗼 𝗮𝗰𝗮𝗯𝗼𝘂 𝗽𝗼𝗿 𝗺𝗲 𝘀𝗮𝗹𝘃𝗮𝗿 𝗲𝗺 𝗱𝗶𝗳𝗲𝗿𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗺𝗼𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼𝘀. 𝗢 𝘁𝗿𝗮𝗯𝗮𝗹𝗵𝗼 𝗳𝗼𝗶 𝘂𝗺𝗮 𝗯ó𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝘀𝗮𝗹𝘃𝗮çã𝗼 𝗻𝗼 𝗺𝗼𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗶𝗳í𝗰𝗶𝗹 𝗱𝗮 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝘃𝗶𝗱𝗮.”
O trabalho como refúgio numa fase de perda
Sem esconder a fragilidade, Pedro Crispim mostrou que o luto continua presente. A morte do pai marcou-o profundamente, mas o comentador encontrou no trabalho uma forma de continuar em movimento.
No “Passadeira Vermelha”, a emoção falou mais alto. Ainda assim, Pedro Crispim deixou claro que a memória do pai permanece como referência central na sua vida.

