Pipadouro lança iate vintage Alma e leva turismo fluvial de luxo até à foz do Douro, revelou em comunicado.
Foto: Catarina Cunha – Pipadouro
A Pipadouro reforçou a sua frota com a Alma, um iate vintage de origem inglesa, construído em 1964, que já está em operação na Região Demarcada do Douro. Segundo comunicado de imprensa, a nova embarcação surge depois de três anos consecutivos de recordes de ocupação e responde à crescente procura por experiências exclusivas no rio.
A novidade marca também um passo importante na expansão da operadora para a frente ribeirinha do Porto e Vila Nova de Gaia, com programas a partir do Cais da Afurada.
Um iate clássico com alma contemporânea
A Alma, anteriormente denominada S. Januário, foi construída em Inglaterra, pela Hallet, modelo Halmatic 1712. A embarcação tem 17,12 metros de comprimento e capacidade para 14 passageiros, além de dois tripulantes.
Depois de ter pertencido à família Espírito Santo, foi adquirida pela Pipadouro em 2017. O restauro prolongou-se durante vários anos e foi realizado pela BBDouro Boat Services.
A intervenção preservou o caráter vintage da embarcação, mas trouxe novas condições de conforto e sofisticação. Entre os principais destaques estão a master suite presidencial, uma área de refeições para 12 pessoas, uma sala de estar, uma proa mais confortável e uma cozinha totalmente renovada.
Douro ganha mais uma experiência premium
Com esta entrada em operação, a Alma junta-se ao Friendship I e ao Pipadouro II. A operadora consolida, assim, uma frota marcada por embarcações clássicas das décadas de 50 e 60.
No comunicado, Gonçalo Correia dos Santos, sócio fundador da Pipadouro, enquadra a nova embarcação no percurso da empresa.
O responsável afirma: “Criámos uma abordagem pioneira no Douro, transportando para o rio a atmosfera das grandes quintas dos séculos XVIII e XIX, com barcos de época, mantendo a autenticidade dos barcos clássicos e elevando o serviço. A Alma é o culminar desse caminho”.
A frase resume a identidade que a Pipadouro tem procurado afirmar desde 2007: turismo fluvial de luxo, experiências vínicas e um serviço desenhado à medida.
Quinta do Crasto destaca aposta ultra premium
A nova embarcação é também vista como um reforço da estratégia da empresa no segmento ultra premium.
Tomás Roquette, representante da Quinta do Crasto na estrutura acionista, sublinha a exigência desse posicionamento: “Sabemos o trabalho que este posicionamento ultra premium exige, mas também o valor que cria”.
Depois, deixa uma afirmação forte sobre a frota: “Digo sem pretensiosismo que, com a Alma a juntar-se ao Friendship I e ao Pipadouro II, temos os três melhores barcos a navegar no Douro.”
A aposta reforça a ligação entre hospitalidade vínica, território e experiências exclusivas no rio.
Porto e Gaia entram na rota da Pipadouro
Até aqui muito associada ao Pinhão e à Região Demarcada do Douro, a Pipadouro prepara agora uma presença mais forte junto à foz do rio.
A entrada da Alma na frota permite criar programas também a partir do Cais da Afurada, num ambiente urbano, mas com a privacidade e contemplação que caracterizam a marca.
Justino Soares, também representante da Quinta do Crasto, destaca esse novo momento: “Este é um momento marcante para a evolução da Pipadouro”.
E acrescenta: “A Alma complementa a operação existente e permite-nos desenvolver experiências também a partir do Porto, com maior proximidade ao cliente internacional.”
Turismo de qualidade como valorização do território
A expansão da Pipadouro é também apresentada como uma forma de valorizar o Porto e o Douro através de turismo qualificado.
Pedro Silva Reis, representante da Real Companhia Velha na empresa, defende que o projeto encaixa na necessidade de reforçar a qualidade da oferta turística.
O responsável afirma: “Precisamos de turismo de qualidade e, para tal, precisamos de ter uma oferta de qualidade. Esse desígnio encaixa perfeitamente na nossa filosofia.”
Também Fernando Pereira, da sociedade de investimento GLD, sublinha a dimensão estratégica da aposta.
Segundo o investidor: “Sempre acreditámos neste segmento e na sua evolução. A Alma é a materialização desse percurso e será um marco na oferta turística do Porto e do Douro.”
“Tem o nosso ADN”
A Diretora-Geral da Pipadouro, Ana Clara Silva, destaca o lado emocional e identitário da embarcação. Para a empresa, a Alma não é apenas mais um barco na frota.
Depois de um restauro prolongado e exigente, a embarcação surge como extensão do conceito criado pela marca.
Ana Clara Silva explica: “Este foi um projeto longo e extremamente desafiante. O Friendship I sempre foi uma extensão daquilo que somos e quisemos trazer a Alma para junto dessa identidade. Escolhemos este nome porque esta embarcação representa verdadeiramente a alma da Pipadouro e tudo aquilo que colocamos neste projeto. Tem o nosso ADN”.
Procura internacional continua a crescer
A chegada da Alma acontece num momento de forte consolidação da Pipadouro junto do mercado premium internacional.
Segundo o comunicado, em 2025, 90% dos clientes da empresa foram internacionais. No mesmo ano, a operadora registou um crescimento de 14% na taxa de ocupação.
Além disso, a Pipadouro foi distinguida com o People’s Choice Award nos Best of Wine Tourism Awards, promovidos pela Great Wine Capitals Global Network. Recebeu ainda o Prémio Nacional de Enoturismo da APENO, na categoria de Melhor Empresa de Turismo.
Experiências feitas à medida no Douro
Fundada em 2007, a Pipadouro introduziu no Douro o conceito Vintage Wine Travel, assente em turismo fluvial de luxo a bordo de embarcações clássicas.
A empresa distingue-se por experiências tailor-made, adaptadas a cada cliente, mas mantém também programas clássicos como “Um Dia no Douro”, “Almoço Vintage” e “Wine with a View”.
A oferta é complementada pelo pacote Pipadouro Excellence, que pode incluir serviços como butler, babysitter, massagens, música ao vivo, chef à la carte, driver privado, fotógrafo, guia local certificado e wine educator.
Com a Alma, a operadora reforça essa proposta e abre uma nova etapa. O Douro continua no centro da experiência, mas a foz do rio passa agora a ter um papel mais visível na estratégia de luxo da marca.

