Portugal sofre… mas vence a Irlanda nos descontos com golo de Rúben Neves, já em tempo de compensação.
Fotografias: Diogo Nora
Seleção nacional domina, mas sofre até ao fim
Numa noite de grande expectativa em Alvalade, a seleção portuguesa regressou aos triunfos, mas teve de suar até ao último minuto para vencer a República da Irlanda por 1-0, em jogo da fase de grupos da qualificação para o Mundial 2026 (UEFA).
Com 70% de posse de bola e 28 remates, a equipa de Roberto Martínez mostrou domínio total, mas faltou eficácia durante a maior parte do encontro. A vitória só chegou já em tempo de compensação, para alívio dos adeptos que encheram o estádio.
Primeira parte de desperdício e frustração
Desde o apito inicial, Portugal procurou impor o seu ritmo e assumiu o controlo da partida. Ainda assim, a Irlanda mostrou-se compacta e disciplinada defensivamente, travando as investidas lusas com sucesso.
Cristiano Ronaldo esteve perto de abrir o marcador aos 17 minutos, com um remate ao poste que arrancou um suspiro coletivo das bancadas. Também Vitinha e Gonçalo Inácio criaram perigo, mas a bola teimava em não entrar.
Apesar da insistência, a primeira parte terminou sem golos, deixando o público visivelmente impaciente.
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Irlanda segura e Portugal sem inspiração
Na segunda metade, o cenário pouco mudou. A seleção manteve o controlo e circulou a bola com paciência, mas faltou criatividade no último terço e a equipa revelou dificuldades em transformar posse em perigo real.
A Irlanda apostou no contra-ataque, mas raramente conseguiu assustar a defesa portuguesa. A cada minuto que passava, crescia a sensação de que o jogo terminaria num empate frustrante — até surgir o momento que mudaria tudo.
Rúben Neves herói improvável nos descontos
Quando já poucos acreditavam, aos 90+1 minutos, surgiu o golo da redenção. Francisco Trincão, que entrou na segunda parte, fez um cruzamento perfeito para a área, e Rúben Neves, com um cabeceamento certeiro e cheio de classe, fez o 1-0.
O golo não só garantiu os três pontos fundamentais como representou um momento especial para o médio: o seu primeiro golo pela seleção nacional, em 60 jogos disputados.
Vitória sofrida, mas importante
Apesar da exibição aquém das expectativas, Portugal garantiu o essencial: a vitória e a liderança no grupo.
A equipa de Roberto Martínez mostrou determinação e capacidade de reação, mesmo num jogo em que a inspiração ofensiva esteve longe de ser a habitual.
No final, o Estádio José Alvalade explodiu em festa. A seleção continua assim na rota do Mundial 2026, com a lição clara de que, mesmo sem brilho, vencer também é uma arte.
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