Preço das casas em Portugal atinge novo recorde: comprar habitação custa agora 3.142 euros por metro quadrado, revelou o idealista.
Comprar casa em Portugal voltou a ficar mais caro. Segundo o relatório anual de preços de venda divulgado pelo idealista, os preços das casas subiram 10,2% em maio, face ao mesmo mês de 2025.
De acordo com o comunicado, o valor mediano nacional chegou aos 3.142 euros por metro quadrado. Trata-se de um “novo máximo histórico”, alcançado pelo sétimo mês consecutivo.
Além disso, os dados mostram que a subida já não está concentrada apenas nos grandes centros urbanos. Santarém, Portalegre e Beja lideram as maiores valorizações entre capitais de distrito e regiões autónomas.
Casas continuam a valorizar em todo o país
O mercado de venda voltou a mostrar força em maio. Em termos trimestrais, os preços aumentaram 2,2%, segundo o índice de preços do idealista.
No entanto, é a variação anual que mais pesa na leitura do relatório. A subida de 10,2% confirma a pressão sobre quem procura comprar habitação em Portugal.
O comunicado indica que todas as 19 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas registaram aumentos no último ano. Nenhuma ficou de fora da valorização.
Santarém, Portalegre e Beja lideram subidas nas capitais
Entre as capitais de distrito e regiões autónomas, Santarém surge no topo da lista. A cidade registou uma subida anual de 30,9%.
Logo depois aparecem Portalegre, com 28,2%, e Beja, com 23,6%. Também Bragança, Coimbra e Viseu tiveram aumentos superiores a 20%.
Ainda assim, o movimento não se ficou pelo interior. Viana do Castelo subiu 20%, Castelo Branco 17,5%, Leiria 16,8% e Faro 15,3%.
Depois, Aveiro, Setúbal, Ponta Delgada e Braga também apresentaram aumentos expressivos. Já Évora, Funchal, Porto, Lisboa e Vila Real tiveram subidas mais moderadas.
Lisboa continua a ser a cidade mais cara
Apesar de outras cidades registarem subidas mais acentuadas, Lisboa mantém-se como a mais cara para comprar casa. O preço mediano na capital chegou aos 6.124 euros por metro quadrado.
A seguir surgem o Porto, com 4.064 euros por metro quadrado, o Funchal, com 3.863 euros, e Faro, com 3.792 euros.
Setúbal ocupa o quinto lugar, com 3.108 euros por metro quadrado. Depois surgem Aveiro, Évora, Coimbra, Ponta Delgada, Viana do Castelo e Braga.
Por outro lado, há capitais onde os valores continuam abaixo dos 2.000 euros por metro quadrado. Leiria, Santarém, Viseu, Beja, Vila Real, Bragança, Portalegre e Castelo Branco integram esse grupo.
Castelo Branco apresenta o valor mais baixo entre estas cidades, com 1.050 euros por metro quadrado.
Porto Santo tem a maior valorização entre distritos e ilhas
Quando a análise passa para distritos e ilhas, o retrato mantém a tendência de subida. Segundo o idealista, os preços aumentaram em 24 dos 25 territórios analisados.
A única exceção foi a ilha do Faial, onde os preços recuaram 3,7%.
No extremo oposto, a ilha de Porto Santo registou a maior valorização anual, com 26,8%. Seguiram-se a ilha Terceira, com 26,3%, Santarém, com 25,6%, e Coimbra, com 22,8%.
Também Castelo Branco, Portalegre, Viana do Castelo, Leiria, Setúbal, São Jorge, Beja e Viseu tiveram aumentos significativos.
Já Faro, Madeira, Lisboa, São Miguel, Porto, Bragança e Vila Real registaram subidas mais moderadas.
Lisboa e Algarve mantêm preços mais elevados
No ranking por distrito e ilha, Lisboa continua a liderar. O preço mediano no distrito chegou aos 4.709 euros por metro quadrado.
Faro surge logo depois, com 4.057 euros por metro quadrado. Madeira e Porto Santo apresentam ambos 3.647 euros, enquanto Setúbal atinge 3.328 euros.
Também o Porto se mantém entre os territórios mais caros, com 3.080 euros por metro quadrado.
Na parte mais baixa da tabela aparecem Vila Real, Castelo Branco, Portalegre, Bragança e Guarda. Esta última regista o valor mais acessível, com 865 euros por metro quadrado.
Alentejo lidera valorização regional
A nível regional, todas as zonas do país registaram aumentos nos últimos 12 meses. O Alentejo teve a maior subida anual, com 19,9%.
Depois surgem o Centro, com 15,4%, e a Região Autónoma dos Açores, com 12,7%. O Algarve subiu 10,7%, enquanto a Área Metropolitana de Lisboa avançou 9,2%.
A Madeira registou uma subida de 9,1%. Já o Norte apresentou a valorização mais moderada, com 8,2%.
Ainda assim, a Área Metropolitana de Lisboa continua a ser a região mais cara do país. Comprar casa nesta zona custa, em média, 4.391 euros por metro quadrado.
O Algarve aparece em segundo lugar, com 4.057 euros por metro quadrado. Segue-se a Região Autónoma da Madeira, com 3.647 euros.
No lado oposto, o Centro mantém-se como a região mais barata para comprar habitação, com 1.794 euros por metro quadrado.
Índice analisa preços de oferta
Segundo o comunicado, o índice de preços imobiliários do idealista é calculado com base nos preços de oferta publicados pelos anunciantes na plataforma.
A análise tem em conta os metros quadrados construídos e elimina anúncios considerados atípicos ou com preços fora de mercado.
Além disso, o idealista inclui a tipologia “moradias unifamiliares” e descarta anúncios sem interação durante algum tempo.
O resultado final é obtido através da mediana dos anúncios válidos em cada mercado. Assim, o relatório mostra um mercado de venda ainda em alta, com novos máximos e valorizações espalhadas por praticamente todo o país.

