Preços das casas em Portugal sobem 13,1% e atingem novo máximo histórico, revela idealista

Preços das casas em Portugal sobem 13,1% e atingem novo máximo histórico, revela idealista sobre o mês de Janeiro.

O mercado imobiliário voltou a acelerar no arranque do ano. Em janeiro, comprar casa em Portugal ficou mais caro, com os valores a atingirem um novo recorde.

Os dados constam num comunicado do idealista, que analisou a evolução dos preços de venda em todo o país.

Segundo o índice divulgado, a tendência mantém-se de subida generalizada.

Preço médio ultrapassa os 3.000 euros por metro quadrado

De acordo com o comunicado, os valores continuam a crescer de forma expressiva.

“Os preços das casas em Portugal subiram 13,1% em janeiro face ao mesmo mês de 2025. Segundo o índice de preços do idealista, comprar casa tinha um custo de 3.047 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de janeiro, tendo em conta o valor mediano, o que representa um novo máximo histórico, alcançado pelo terceiro mês consecutivo. Em termos trimestrais, os preços aumentaram 2,6%.”

Assim, o arranque de 2026 confirma uma trajetória de valorização consistente.

Capitais de distrito quase todas em alta

Além disso, a subida foi transversal às principais cidades. Em 18 das 19 capitais de distrito e regiões autónomas, os preços aumentaram.

As maiores valorizações registaram-se na Guarda, Beja e Santarém. Em sentido inverso, apenas Vila Real apresentou descida.

Lisboa continua a liderar como a cidade mais cara, seguida do Porto e do Funchal.

Subidas também nos distritos e ilhas

Por outro lado, a análise territorial mostra aumentos em todos os 26 distritos e ilhas avaliados. O destaque vai para a ilha de Porto Santo, com uma subida muito expressiva.

Ainda assim, há variações mais moderadas em zonas como Bragança, Pico ou Vila Real.

No ranking de preços por metro quadrado, Lisboa mantém a posição cimeira, seguida por Faro, Porto Santo, Madeira e Setúbal.

Regiões autónomas e Alentejo em forte valorização

Entretanto, ao olhar para as regiões, os Açores surgem com a maior subida anual. Logo depois aparecem o Alentejo, a Madeira e o Centro.

Já a Área Metropolitana de Lisboa continua a ser a mais cara para adquirir habitação. O Centro permanece como a região mais acessível.

Como é calculado o índice

Por fim, o portal explica a metodologia utilizada para apurar os resultados.

**”Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado.

Incluímos ainda a tipologia “moradias unifamiliares” e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado.”**

Dessa forma, o estudo reflete os valores pedidos pelos vendedores no mercado residencial.

Com os preços a renovarem máximos consecutivos, a habitação continua no centro das preocupações de quem procura comprar casa em Portugal.

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