Processo sobre a morte de Sara Carreira volta a sofrer retrocesso

Processo sobre a morte de Sara Carreira volta a sofrer retrocesso, arrastando-se há quase dois anos.

Processo sobre a morte de Sara Carreira volta a sofrer retrocesso

Quase dois anos de investigação ao acidente e de muitas diligências judiciais, a Relação de Évora rejeitou o recurso do Ministério Público e mandou refazer a acusação do processo do acidente que conduziu à morte de Sara Carreira.

Ou seja, o processo voltou a sofrer uma reviravolta, sobre um acidente que ocorreu a 5 de Dezembro de 2020, há quase dois anos.

“O MP recusou corrigir o despacho e recorreu da nulidade para Relação. O processo volta agora para trás. Em causa está o despacho no qual a juíza de instrução considera que o MP não explicou, na acusação deduzida em dezembro, se os arguidos Cristina Branco e Ivo Lucas são acusados de homicídio por negligência simples (punido com pena de prisão até três anos ou com pena de multa) ou negligência grosseira (até cinco anos de cadeia)”, noticia o Correio da Manhã.

Na decisão, a que o Correio da Manhã teve acesso, os juízes desembargadores criticam a procuradora: “Não tem razão, nem numa coisa, nem noutra. (…)”.

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No recurso, o Ministério Público alega que “a instrução visa a comprovação judicial da decisão de deduzir acusação ou de arquivar o inquérito e não sindicar a linha investigatória do Ministério Público durante o Inquérito”.

Assim, os juízes da Relação de Évora consideram que “no despacho recorrido também não se “dá ordens” para que o Ministério Público proceda a qualquer diligência investigatória”.

André Matias de Almeida, advogado da família Carreira, falou ao Correio da Manhã: “Não quero comentar este tema mas naturalmente aquilo que seria desejável é que tivesse imperado a economia processual e, por essa via, recurso e decisão teriam sido evitados.”

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