Que bonito: Veja o poema que Kasha escreveu a Cristina Ferreira, referiu.

Cristina Ferreira leu o poema que o amigo escreve, no Cristina Talks.
O texto foi recuperado pela revista Nova Gente.
“Há um para sempre em cada agora. Dois pés em cada passo. Há anos sem sentir nada. E eternidade no abraço. Minutos que parecem horas e pesadelos em que te demoras porque queres. Há sorrisos que te ficam, como a voz da minha mãe a chamar-me à cozinha para lamber uma colher. Tenho sede de aventura e domingos no sofá. Vou brindar até com água à bênção de estarmos cá. E de nos termos uns aos outros debaixo do mesmo sol prometendo à mesma lua, porque somos filhos de um só sopro.
Deixem as âncoras no passado e faço figas de futuro. Mas quantos de nós já se acanharam pela culpa de não merecer ser sortudos? Foram umas quantas vezes até à última. Até que o orgulho nas cicatrizes deu outra luz à minha luta. Fui eu, contra mim, e uns quantos filhos da truta. A quem também agradeço neste presente que me desembrulha. O ter chegado a hoje e ser mais minha do que nunca.“

