Robbie Williams revela diagnóstico de autismo antes de regressar a Portugal: “Explica muita coisa”, afirmou.
A poucos dias de voltar a atuar em Portugal, Robbie Williams revelou ter recebido recentemente um diagnóstico de autismo. O cantor britânico, que já tinha falado publicamente sobre a Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção (PHDA), explicou que a nova informação lhe permitiu compreender melhor algumas características que o acompanham no dia a dia.
A revelação aconteceu durante uma sessão de perguntas e respostas com fãs, em Londres, e surge numa altura em que o antigo elemento dos Take That prepara o regresso aos palcos portugueses. Robbie Williams atua no MEO Kalorama a 28 de agosto.
Em declarações citadas pela revista britânica NME, o artista falou com naturalidade sobre o diagnóstico e admitiu que encontrou nele respostas para vários comportamentos.
“Tenho PHDA [Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção] e acabei de descobrir que também tenho um pouco de autismo, o que, na verdade adoro, porque explica muita coisa.”
Robbie Williams recorre ao humor para falar do diagnóstico
Conhecido pelo sentido de humor, o cantor abordou também a forma como pretende lidar com determinadas situações sociais a partir de agora.
“É o meu passe para sair da prisão agora. Para todas as coisas estranhas que possa dizer, posso simplesmente acrescentar ‘desculpem, sou autista’. Com o PHDA podes concentrar-te numa coisa a mil por cento, mas não consegues fazê-lo com tudo o resto. Perguntem aos meus filhos.”
Robbie Williams não ficou apenas pelas dificuldades de concentração. O músico falou ainda sobre a intensidade dos pensamentos que por vezes surgem inesperadamente e deu como exemplo um episódio vivido recentemente durante uma viagem de avião.
Pensamentos intrusivos fazem parte do quotidiano do cantor
O britânico descreveu uma situação em que começou a imaginar consequências impossíveis para os próprios pensamentos, usando o episódio para explicar a necessidade que sente de direcionar a atenção para outras coisas.
“Recentemente, estava sentado num avião e pensei ‘e se eu puder ter telecinesia e os meus pensamentos intrusivos disserem ao avião para se despenhar?’. É esse o tipo de loucura com que estou a lidar. É melhor treinar o meu cérebro a fazer algo melhor do que preocupar-me com ter poderes sobrenaturais e despenhar um avião.”
As declarações surgem numa fase particularmente ativa da carreira de Robbie Williams, que continua em digressão e tem encontro marcado com o público português já no final deste mês.
O cantor sobe ao palco do MEO Kalorama no próximo dia 28 de agosto, levando a Portugal um espetáculo que acontece poucos dias depois desta partilha mais pessoal sobre a forma como compreende hoje alguns aspetos do seu próprio funcionamento.
