Domingo, Setembro 19, 2021

Rodrigo: O alentejano que começou a gostar de música através de Metallica e Guns N’Roses

Rodrigo: O alentejano que começou a gostar de música através de Metallica e Guns N'Roses
Fotografia: Rute Nunes e Carlos Pedroso

Rodrigo: O alentejano que começou a gostar de música através de Metallica e Guns N’Roses, em entrevista ao Infocul.pt.

O Alentejo tem sido extraordinária incubadora de talentos e Rodrigo é uma imagem disso mesmo, como mostra o seu primeiro single, ‘Eu Vou’.

Natural de Évora, Rodrigo desde cedo que teve ligação à música, até devido à família que o colocou a ouvir alguns dos nomes maiores da cena musical mundial.

Desde muito pequeno que tenho a música na minha vida, influenciado pela família, pelos pais, pela minha irmã, que me introduziram ao mundo da música e acabaram por influenciar o meu gosto“, disse-nos.

Até certa idade, nunca experimentei cantar. Comecei a cantar por volta dos 12 anos, por brincadeira, até que há uma altura em que começam a dizer “tu cantas bem”. E eu, “epá, obrigado”. E foi assim, continuei a cantar, sem o propósito de mostrar a alguém sequer, mas cantava porque gostava“, recordou.

Aos 15/16 anos convenceram-me a gravar um cover para o Youtube, as pessoas gostaram e a partir daí começaram a convidar-me para concertos locais“, explicou.

Mas desengane-se quem acha que, por ser do Alentejo, o gosto começou pelo Cante Alentejano.

“O meu gosto musical começou pelo rock, metal, rap, por influência da minha irmã. Foi através de Metallica, Guns N’Roses, por aí, que comecei a gostar de música“, afirmou.

A possibilidade de gravação do primeiro single, surgiu após ser descoberto no Youtube.

Eu comecei a fazer vários covers para o Youtube, até que o Rogério [Caixinha] me encontrou na internet e propôs-me vir aqui conhecer o espaço e gravar o primeiro single aqui, com ele e com o Ivo Lucas, que depois ajudou a escrever a música“, referiu.

O primeiro single é a mensagem de que no amor nada é impossível se as duas pessoas fizerem um sacrifício, partindo daí: “eu vou onde tu quiseres…”, explicou, acrescentando que “eu acho que sou um romântico”.

Todas as pessoas adoraram e acham que para primeiro single está muito bom. Não é propriamente biográfico, mas há bocado dos dois, biográfico e ficcionado“, disse sobre a reacção do público.

No futuro, é claro no caminho que quer: “Gosto de pop“, assumindo que “quero continuar a cantar até não poder cantar mais“.

Sobre os dias de gravação, revelou que “tive dias em que saí daqui completamente estourado, mas gostei muito e valeu a pena“.

Nos cuidados com a voz, destaca o aquecimento antes de cantar, até porque “acho muito importante e aprendi em aulas de canto. É importante fazer exercícios de aquecimento da voz, quando vamos gravar ou cantar ao vivo“.

Para o primeiro disco, que será lançado, revelou que “podem esperar o mesmo caminho do ‘Eu vou’, mas com um tom mais suave. Eu acho que o disco será menos intenso do que este primeiro single“.

Sobre o caminho na música e as dificuldades que ele apresenta, foi pronto na resposta: “Acho que muitas vezes o segredo é não desistir e ter os contactos certos, neste caso o Rogério acabou por me encontrar. Se não fosse ele, nada disto estava a acontecer“, disse, elogiando o seu manager e produtor.

Dos tempos em que era criança, “mantenho a timidez. Sempre fui uma criança tímida, mesmo em jantares de família pouco falava. Acho que a honestidade e uma grande vontade em fazer o que gosto também mantenho desde criança“.

Em termos de redes sociais, tem sido acarinhado, mas revela que não recebeu nenhum piropo que o deixasse corado: “Por acaso nunca recebi assim nenhuma mensagem nem nenhum piropo assim que me tivesse deixado…pelo menos que me lembre“.

Pode ver e ouvir a entrevista completa, no link abaixo:

Entrevista: Rui Lavrador
Vídeo: Rute Nunes e Carlos Pedroso
Fotografia: Rute Nunes e Carlos Pedroso
Agradecimentos: HitMotion, Underground Studios, Rogério Caixinha e Ana Rita Caixinha.

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