Sandra Felgueiras faz desabafo intenso após cobertura das tempestades e promete apurar responsabilidades

Sandra Felgueiras faz desabafo intenso após cobertura das tempestades e promete apurar responsabilidades, assinalou.

Antes de mais, Sandra Felgueiras, uma das figuras centrais da informação da TVI, recorreu às redes sociais para partilhar um testemunho marcado por emoção e sentido de missão. O desabafo surgiu após vários dias no terreno a acompanhar as intempéries que atingiram diferentes regiões do país.

Jornalismo no terreno como missão pessoal

Desde logo, a jornalista sublinhou a importância de estar junto da realidade vivida pelas populações. Longe do estúdio, assumiu que é em cenários adversos que sente a profissão com maior intensidade. “O terreno é onde melhor cumpro a missão que entreguei a mim mesma quando decidi reportar. Contar as histórias que fazem o presente e que marcam o futuro. Comunicar com palavras e imagens o que só vendo se acredita”, escreveu.

Ainda assim, a imagem transmitida ao público escondia uma vivência interior bem diferente. A repórter revelou que a serenidade visível não refletia o que sentia. “O sorriso na cara foi apenas de teste (…) Por dentro, o meu semblante não ria. Estava como sempre, sereno, perante a agrura de tudo o que nos rodeava”, confessou.

Episódio de perigo vivido pela equipa

Entretanto, Sandra Felgueiras descreveu um momento particularmente dramático vivido durante a cobertura. Em poucos instantes, a força da água alterou completamente o cenário, colocando a equipa em risco extremo.

Sobre esse episódio, a jornalista foi clara. “Não caímos numa ribeira na qual se transformou um caminho de um momento para o outro porque ainda havia luz ou simplesmente porque Deus não permitiu. Acredito que a verdade está em ambas. A fé dos homens ajuda a derrubar monstros e medos”, relatou, reconhecendo a proximidade da tragédia.

Crítica à falta de prevenção e exigência de respostas

Por outro lado, o testemunho assumiu um tom de forte crítica cívica. Para Sandra Felgueiras, não é aceitável atribuir tudo à fatalidade. A jornalista questiona a preparação do território e a execução das infraestruturas.

Nesse sentido, deixou várias interrogações diretas. “A razão que nos assiste e diferencia como humanos obriga-nos a perguntar porquê? Não chega prevenir nem avisar (…) O Mondego não deveria ceder. As margens têm de ser seguras. As autoestradas não podem ruir”, apontou.

Promessa de investigação futura

Por fim, Sandra Felgueiras garantiu que este não será um tema encerrado. Determinada em aprofundar o que falhou, deixou clara a próxima etapa do seu trabalho jornalístico. “Os planos de recuperação e contingência estavam todos feitos. Quem não os cumpriu? A próxima missão é descobrir a verdade que ainda não se vê por entre o lamaçal”.

Assim, o desabafo transforma-se também num compromisso público com a investigação e com a procura de respostas num contexto de enorme impacto social.

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