Sandra Felgueiras responde às críticas sobre protestos e atuação policial: “Não escolhe lados. Escolhe os factos”

Sandra Felgueiras respondeu às críticas que recebeu após comentar as manifestações e a atuação policial. Numa publicação no Facebook, a jornalista rejeitou estar a defender Luís Neves e reafirmou a importância da independência jornalística.

“A liberdade não pode depender do lado em que estamos sobretudo quando não estamos de lado nenhum”, começou por escrever.

Na mesma publicação, recordou a posição que tinha assumido sobre os protestos. Na sua perspetiva, as manifestações por causas justas perdem o propósito quando são instrumentalizadas por agendas políticas alheias às reivindicações.

“Mantenho o que disse”, sublinhou Sandra Felgueiras.

Sandra Felgueiras defende investigação de excessos policiais

A jornalista partilhou um artigo de opinião de João Miguel Tavares, publicado no Público, sobre as reações às intervenções policiais. A propósito desse texto, criticou a associação ao fascismo consoante quem está no poder.

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Ainda assim, defendeu a investigação de eventuais excessos e o apuramento de responsabilidades, independentemente da orientação política do Governo.

“Os excessos devem ser investigados e as responsabilidades apuradas. Sempre. Independentemente de quem governa”, escreveu no Facebook.

Perante as críticas que lhe foram dirigidas, Sandra Felgueiras salientou também aquilo que considera ser a missão de um jornalista: “Um jornalista é, e será sempre, um vigilante da democracia. Não escolhe lados. Escolhe os factos.”

“Relatar não é defender. Investigar não é perseguir”

Na publicação, Sandra Felgueiras recordou ter investigado Luís Neves quando existiam razões jornalísticas para o fazer. Rejeitou, por isso, a leitura de que os seus comentários atuais representam uma defesa do ministro.

“Agora, porque descrevi aquilo que vi, há quem ache que o estou a defender”, afirmou, antes de responder: “Não estou.”

A jornalista distinguiu depois o trabalho de informação de uma tomada de posição a favor ou contra os protagonistas das notícias.

“Relatar não é defender. Investigar não é perseguir. Questionar não é atacar. E discordar não é ser inimigo”, declarou.

No mesmo texto, reafirmou a defesa do direito à manifestação, do escrutínio da atuação policial e da liberdade de expressão, sem conveniências políticas.

“Não aceito que a liberdade seja invocada apenas quando serve determinada narrativa”, acrescentou.

A terminar, deixou um apelo ao respeito por opiniões diferentes: “Quem exige liberdade para si tem de saber respeitá-la nos outros. Mesmo quando não gosta do que ouve.”

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