Sara Norte: “se calhar a mim me faltaram umas boas palmadas neste rabo”, assinalou a comentadora no programa.
Influenciadora fala sobre limites na parentalidade e gera debate nas redes sociais
A tragédia que abalou o país — o caso do jovem de 14 anos que matou a mãe, em Vagos — levou Cristiana Jesus a partilhar uma profunda reflexão nas redes sociais. A empresária e criadora de conteúdos digitais usou a sua conta de Instagram para abordar o tema da educação das crianças nos dias de hoje, num vídeo que rapidamente se tornou viral.
“Tudo o que uma mãe e um pai faz é julgado”
No desabafo, Cristiana começou por admitir ter ficado “chocada” com o crime e aproveitou o momento para refletir sobre o papel dos pais na atualidade.
“Tudo o que uma mãe e um pai faz é julgado”, lamentou, antes de acrescentar:
“Não se pode levantar a voz, não se pode dizer ‘não’ e Deus nos livre de levantar a mão para dar uma palmadinha no rabiosque quando é necessário, porque vem logo alguém dizer que é violência. Mas sim, eu já dei uma palmadinha no rabiosque do meu filho.”
A revelação dividiu opiniões e abriu um debate nas redes sociais sobre os limites entre disciplina e violência, com muitos seguidores a elogiar a sinceridade da ex-concorrente da “Casa dos Segredos”, enquanto outros defenderam métodos educativos mais brandos.
Catarina Gouveia responde e defende a educação pelo amor
Entre os muitos comentários recebidos, destacou-se o de Catarina Gouveia, que decidiu reagir publicamente à publicação de Cristiana. A influenciadora sublinhou a importância de educar “com amor e empatia”, rejeitando qualquer forma de punição física.
A resposta de Catarina Gouveia trouxe uma nova dimensão à discussão, que acabou por ser comentada no programa “Passadeira Vermelha”, da SIC Caras, emitido esta quinta-feira, 30 de outubro.
Sara Norte dá a sua opinião: “Se calhar, a mim faltaram-me umas boas palmadas”
Durante o debate, Sara Norte mostrou-se compreensiva com o ponto de vista de Cristiana Jesus, assumindo a sua própria experiência como filha.
“Claro que eu não sou a favor da violência física nem verbal (…), mas como filha, digo-te, que se calhar a mim me faltaram umas boas palmadas neste rabo, faltaram-me (…). Se calhar, se os meus pais me tivessem baixado um bocadinho a garimpa, acho que foram permissivos em muita coisa.”, afirmou a comentadora.
No entanto, Sara Norte não deixou de apontar o que considera ser uma visão privilegiada de Catarina Gouveia sobre o tema.
“Acho que a Catarina Gouveia tem a conversa de uma mãe altamente privilegiada e está tudo bem (…). Este discurso é de uma mãe privilegiada que não sabe o que é a vida e está tudo bem porque ninguém é obrigado a ter dificuldades. (…) Isto é a realidade dela, eu gosto muito dela, ela é assim, mas a mim enerva-me um pouco porque, apesar da vida ser cor-de-rosa, eu conheço outras que são cinzentas.”, rematou.
