Surto de hantavírus no MV Hondius preocupa figuras públicas: “Este assunto tem-me deixado colada ao ecrã”

Surto de hantavírus no MV Hondius preocupa figuras públicas: “Este assunto tem-me deixado colada ao ecrã”, foi referido.

O surto de hantavírus detetado a bordo do navio MV Hondius tem sido acompanhado com atenção por várias caras conhecidas. Sem alimentar alarmismos, algumas figuras públicas admitem preocupação com as informações que chegam diariamente sobre o estado de saúde dos passageiros.

Segundo a NOVA GENTE, há quem procure notícias ao minuto, tanto na imprensa nacional como internacional. Mas também há quem prefira manter distância do tema, para não sofrer por antecipação.

Luísa Castel-Branco acompanha o caso de perto

Luísa Castel-Branco é uma das figuras que tem seguido o assunto com maior atenção. A escritora contou à NOVA GENTE que procura atualizações logo pela manhã e que a situação a deixa particularmente alerta.

“Este assunto tem-me deixado colada ao ecrã. Deixa-me alerta, sem dúvida nenhuma. É assustador porque é realmente grave o que está a acontecer àquelas pessoas que estiveram no cruzeiro. Eu já trabalhei num cruzeiro e sei bem como é a vida a bordo e as interações que há. Elas realmente estiveram muito próximas. Além disso, nem quero imaginar aquelas pessoas ali sequestradas, mesmo antes de saberem que era o vírus…”

Além disso, Luísa sublinhou a preocupação com os passageiros que saíram primeiro do navio e com os contactos que entretanto terão feito.

“No fim de contas, hoje em dia, somos uma aldeia”.

Escritora recorda caso próximo ligado ao mesmo vírus

Entretanto, este tema toca Luísa Castel-Branco de forma mais pessoal. A escritora revelou que acompanhou de perto um caso de hantavírus, vivido por alguém próximo do seu círculo familiar.

A recordação continua a emocioná-la.

“Já foi há uns anos e foi uma coisa terrível. Era irmão de uma amiga minha… morreu muito rapidamente. Ele estava na província e andou a mexer em batatas e outras coisas que estavam na despensa [o vírus é transmitido através de roedores]. Na altura, não descobriram logo a causa da morte. Aquilo marcou-me mesmo”.

Por isso, a inquietação da escritora não nasce apenas das notícias. Vem também de uma memória concreta, dura e difícil de esquecer.

Inês Castel-Branco prefere afastar-se das notícias

Já Inês Castel-Branco encara o tema de outra forma. A atriz admitiu que prefere não mergulhar demasiado nas notícias sobre o surto, sobretudo para se proteger emocionalmente.

Ainda assim, não esconde que a possibilidade de uma nova pandemia lhe causa desconforto.

“Não me apetece nada passar por outra pandemia. Pensar nisso é, sem dúvida, assustador. Estou a tentar não ver muitas notícias sobre o assunto porque não quero estar a sofrer por antecipação. Consigo desligar-me, até porque se vem aí uma pandemia tenho de aproveitar. Não posso estar a olhar para o telefone ou para os jornais, tenho de curtir a vida até me mandarem para casa outra vez”.

A frase terminou em tom de brincadeira, mas deixou claro o cansaço que o simples fantasma de uma nova crise sanitária ainda provoca.

Simone de Oliveira pede calma: “Não vamos estar a alarmar antes do tempo”

Também Simone de Oliveira comentou o surto de hantavírus no MV Hondius. A artista defendeu prudência, mas criticou aquilo que vê como uma tendência nacional para o dramatismo.

“Aparece uma notícia destas e fica toda a gente aos ‘ais Jesus’. Claro que este vírus deve ser uma coisa complicada, mas não vamos estar a alarmar antes do tempo, que é um hábito que temos em Portugal. Isto são aquelas coisas que só Deus sabe porque é que acontecem. Agora, espero que este assunto seja resolvido para boa saúde de todos e para toda a gente se acalmar”.

Depois, Simone deixou ainda uma nota sobre o momento que vive atualmente.

“Eu, neste momento, estou na Casa do Artista, estou maravilhosa. Tenho 88 anos e a minha cabeça está completamente no sítio”.

Assim, entre a preocupação de Luísa Castel-Branco, a distância escolhida por Inês e o apelo à calma de Simone de Oliveira, o caso do MV Hondius continua a mexer com memórias, receios e formas muito diferentes de lidar com a incerteza.

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