Suspeito de fogo posto detido após ser apanhado em flagrante a observar incêndio ao lado dos bombeiros, segundo foi revelado.
O IRA – Intervenção e Resgate Animal – revelou esta quarta-feira, 6 de agosto, detalhes sobre a identificação e detenção de um suspeito de fogo posto. O homem terá sido apanhado no local do incêndio, disfarçado de simples curioso, observando o trabalho dos bombeiros e de populares.
Disfarçado entre bombeiros e populares
De acordo com o comunicado partilhado pelo IRA nas redes sociais, as imagens captadas pela organização foram fundamentais para a rápida intervenção das autoridades.
“As fotos que havíamos passado aos militares do NIC permitiram a sua rápida identificação, localização e detenção por suspeitas de fogo posto”, começou por destacar o grupo.
O suspeito demonstrava um comportamento inquietante enquanto acompanhava o incêndio de perto.
“Digno de um autêntico psicopata, tentou deliberadamente queimar bombeiros e civis, quase destruiu habitações e não só arrasou o habitat de milhares de animais, como dizimou vidas selvagens inocentes. Tudo isto enquanto assistia entusiasmado, lado a lado com bombeiros, IRA e populares, disfarçado de normal curioso”, denunciou o IRA.
Comportamento chamou a atenção
Segundo a mesma publicação, o homem carregava equipamento de registo visual e aproveitava para gravar o momento, aparentemente sem qualquer sentimento de culpa.
“Tinha uma máquina fotográfica cor de rosa à tira-colo, mas era com o telemóvel que ele registava o desespero dos populares, a adrenalina dos operacionais do IRA e dos bombeiros que combatiam as chamas”, indicaram.
Este comportamento suspeito levou à rápida ação por parte da equipa do IRA, que alertou imediatamente as autoridades.
Detido antes da fúria popular
A situação poderia ter escalado rapidamente, uma vez que o carro do suspeito foi cercado por populares junto à capela. O grupo reconheceu que foi por pouco que não houve consequências mais graves.
“Imediatamente fomos avisar os militares do Núcleo de Investigação Criminal da GNR, que se encontravam ali próximos, mostrando-lhe os nossos registos de imagens e enviando elementos que o identificavam. O carro dele, que estava estacionado junto à capela, havia sido cercado por populares. ‘Se a GNR não o apanha primeiro que os populares, não vai ser bonito para ele’, pensávamos nós”, revelaram.
