Tânia Laranjo confessa: “Sou um caso perdido na arte de guardar coisas”, destacou, através de uma publicação nas redes sociais.
Um par de óculos encontrado numa gaveta da sala de maquilhagem deu origem a uma publicação bem-humorada da jornalista. Entre objetos desaparecidos e tarefas esquecidas a meio, Tânia Laranjo contou como procura não deixar que as pequenas distrações lhe estraguem o dia.
A reflexão foi partilhada no Facebook esta quinta-feira, 15 de outubro, acompanhada de uma fotografia. O ponto de partida foi uma descoberta que resolveu apenas parte do problema: recuperou uns óculos, mas continua sem saber onde estão outros.
“Sou um caso perdido na arte de guardar coisas. Vou deixando aqui e ali, algumas voltam, outras devem ter emigrado. Hoje encontrei uns óculos numa gaveta da sala de maquilhagem. Um dos pares. Os outros andam por aí, a viver a sua vida, sem pagar renda e sem dar notícias”, escreveu.
“Não vou deixar que um par de óculos me estrague o dia”
Tânia Laranjo descreveu depois, com ironia, a explicação que encontra para lidar com os seus esquecimentos. Em vez de se zangar com cada objeto que perde de vista, prefere desvalorizar os contratempos.
“O nosso cérebro é fascinante. O meu, para me proteger, inventa teorias. Digo a mim mesma que isto é uma estratégia para a sanidade mental. Se me chateasse com cada objecto que desaparece, já tinha sido internada por causa de uns óculos de sol”, brincou.
A jornalista prosseguiu no mesmo registo, relativizando a importância daquilo que desaparece.
“Afinal, são coisas. Objectos. Não vou deixar que um par de óculos me estrague o dia. Nem dois, nem três”, acrescentou.
Das chaves à carteira e ao motivo de ter ido à cozinha
Quando anunciou que tinha assuntos mais importantes em que pensar, a publicação voltou ao ponto de partida: os objetos que faltam e os pequenos lapsos do quotidiano.
“Tenho mais que fazer, coisas muito mais importantes em que pensar. Onde estão as chaves, por exemplo. E a carteira. E aquilo que vim buscar à cozinha e de que já não me lembro”, escreveu.
A conclusão manteve o humor com que abriu o relato, reconhecendo a distância entre aquilo que gostaria de fazer e o tempo que acaba por dedicar às buscas.
“A vida é demasiado curta para andar à procura de coisas. Embora, pensando bem, eu passe uma parte considerável da vida à procura delas. Mas isso é outra questão”, rematou.
