Tânia Laranjo despede-se da Madeira com humor: “Chegámos vivos. E felizes”, assinalou nas redes sociais.
A passagem de Tânia Laranjo pela Madeira terminou com uma das experiências mais emblemáticas da ilha: os carros de cesto do Monte.
Nas redes sociais, a jornalista partilhou o momento com humor, algum susto e uma boa dose de ironia. Entre a descida até ao Funchal, a tradição madeirense e a aventura vivida com Afonso, Tânia Laranjo transformou a experiência numa crónica leve sobre turismo, coragem e sobrevivência.
Uma despedida da Madeira feita em velocidade
A jornalista começou por enquadrar o fim da viagem com o tom bem-humorado que marcou a publicação. Para Tânia Laranjo, a Madeira terminou “como devia acabar”: com adrenalina.
“A Madeira acabou como devia acabar: com velocidade, ligeiro pânico e um cesto gigante a servir de meio de transporte.”
A experiência aconteceu nos conhecidos carros de cesto do Monte, uma das imagens mais associadas ao turismo madeirense.
Ainda assim, a jornalista não escondeu o receio sentido durante a descida.
“Dizem que os carros de cesto do Monte são um dos sete trajetos mais fixes do mundo. Não vou discutir. Sobretudo porque passei metade da viagem agarrada às laterais a tentar perceber se aquilo era tradição centenária ou uma maneira muito criativa da ilha se livrar dos turistas.”
Do Monte ao Funchal num carrinho de verga
Na publicação, Tânia Laranjo descreveu também o percurso, feito do Monte em direcção ao Funchal.
A jornalista destacou a serenidade dos homens que conduzem os carros de cesto, em contraste com a sua própria falta de confiança.
“Descemos do Monte em direção ao Funchal num carrinho de verga empurrado por dois senhores vestidos de azul e chapéu de palha, que aparentam calma absoluta enquanto conduzem aquilo como quem vai buscar pão.”
Depois, acrescentou:
“O mais impressionante é a confiança deles. A minha não apareceu em momento nenhum da descida.”
A imagem é simples, mas eficaz. De um lado, a tradição e a perícia de quem faz aquele percurso com naturalidade. Do outro, o espanto de quem vive a experiência pela primeira vez.
A tradição vista com ironia
Entretanto, Tânia Laranjo olhou para a origem dos carros de cesto com o mesmo humor. Segundo escreveu, aquele meio de transporte era usado, noutros tempos, pela população local para descer as ladeiras.
“Em tempos idos, este era o transporte usado pela população para descer as ladeiras da Madeira.”
A partir daí, a jornalista puxou pela ironia e imaginou a lógica por trás da tradição.
“E percebe-se porquê: depois de uma subida daquelas, qualquer pessoa olhava para um cesto com rodas e dizia ‘parece seguro’.”
Logo depois, deixou uma das frases mais fortes da publicação:
“A humanidade foi construída muito à base de decisões duvidosas tomadas por gente cansada.”
Afonso quis experimentar e Tânia Laranjo aceitou
Além da tradição, houve também um motivo afectivo para a aventura. Afonso queria experimentar os carros de cesto e Tânia Laranjo acabou por alinhar.
“O Afonso tinha de experimentar. E eu, claro, não o queria deixar triste.”
A jornalista brincou ainda com a forma como os adultos se deixam envolver em situações inesperadas, sobretudo quando há uma criança entusiasmada pelo meio.
“É incrível como os colegas-adultos aceitam entrar em situações absurdas apenas para ouvir um ‘foi bué fixe’ no final.”
Porém, durante a descida, o entusiasmo deu lugar a outro pensamento.
“O problema é que, a meio da descida, enquanto ultrapassávamos carros e curvas apertadas, comecei a achar que talvez educar para a resiliência também fosse válido.”
“Chegámos vivos. E felizes”
Apesar do susto, a experiência terminou bem. E a jornalista fechou a publicação com uma declaração de encanto pela Madeira.
“Mas pronto. Chegámos vivos. E felizes.”
Para Tânia Laranjo, a ilha ficou associada a paisagens marcantes, estradas inclinadas e uma forma muito própria de transformar risco em atracção turística.
“A Madeira fecha assim, com chave de ouro: entre paisagens absurdamente bonitas, estradas inclinadas e a sensação constante de que nesta ilha alguém olhou para um precipício e pensou: ‘isto dava uma atividade turística incrível’.”
E, no fim, a conclusão foi curta:
“E dava.”
A jornalista deixou ainda uma nota final de agradecimento:
“PS: obrigada ao Vinha e ao Viangre!!!!”
Veja a publicação AQUI.
Leia também: Tânia Laranjo defende Fanny e deixa crítica dura a Gustavo Santos: “Gente vazia”


