Tânia Laranjo despede-se da Madeira rendida à ilha: “Vamos embora a ponderar vender tudo”, assinalou.
Foto: Tânia Laranjo – Facebook
Tânia Laranjo recorreu às redes sociais para deixar uma despedida bem-humorada da Madeira. A publicação, escrita em tom de carta, mistura gastronomia, clima imprevisível, música tradicional e o carinho recebido durante a estadia.
No texto, a autora assume que partiu emocionalmente tocada pela ilha. E fá-lo com humor, entre referências ao bolo do caco, ao peixe espada, às lapas e ao bailinho da Madeira.
Uma despedida com vontade de ficar
Na publicação feita nas redes sociais, Tânia Laranjo começou por assumir que a passagem pela Madeira deixou marca. A vontade de regressar aparece logo nas primeiras linhas, mas também a tentação de mudar de vida.
“𝗣𝗮𝗿𝘁𝗶𝗺𝗼𝘀 𝗲𝗺 𝗯𝗿𝗲𝘃𝗲, 𝗺𝗮𝘀 𝗻ã𝗼 𝘀𝗲𝗺 𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗱𝗲𝗶𝘅𝗮𝗿 𝗲𝘀𝘁𝗮 𝗰𝗮𝗿𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗱𝗲𝘀𝗽𝗲𝗱𝗶𝗱𝗮 𝗲𝘀𝗰𝗿𝗶𝘁𝗮 𝗽𝗼𝗿 𝘂𝗺𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗶𝗻𝗲𝗻𝘁𝗮𝗹 𝗲𝗺𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗮𝗯𝗮𝗹𝗮𝗱𝗮. 𝗩𝗶𝗲𝗺𝗼𝘀 𝘂𝗻𝘀 𝗱𝗶𝗮𝘀 𝗲 𝘃𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗲𝗺𝗯𝗼𝗿𝗮 𝗮 𝗽𝗼𝗻𝗱𝗲𝗿𝗮𝗿 𝘃𝗲𝗻𝗱𝗲𝗿 𝘁𝘂𝗱𝗼 𝗲 𝗮𝗯𝗿𝗶𝗿 𝘂𝗺𝗮 𝗿𝗼𝘂𝗹𝗼𝘁𝗲 𝗱𝗲 𝗯𝗼𝗹𝗼 𝗻𝗼 𝗰𝗮𝗰𝗼 𝗷𝘂𝗻𝘁𝗼 𝗮𝗼 𝗺𝗮𝗿.”
A imagem é clara: uma visita curta, mas suficiente para deixar saudades antes mesmo da partida.
Espetada, peixe espada e bolo do caco no centro da memória
A gastronomia madeirense ocupa boa parte da partilha. Tânia Laranjo brincou com as escolhas à mesa e com a forma como alguns sabores se tornaram quase inevitáveis durante a viagem.
“𝗢 𝗔𝗳𝗼𝗻𝘀𝗼 𝗺𝗮𝗻𝘁𝗲𝘃𝗲-𝘀𝗲 𝗳𝗶𝗲𝗹 à 𝗲𝘀𝗽𝗲𝘁𝗮𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗾𝘂𝗲𝗺 𝗰𝘂𝗺𝗽𝗿𝗲 𝘂𝗺𝗮 𝗽𝗿𝗼𝗺𝗲𝘀𝘀𝗮 𝗱𝗲 𝘃𝗶𝗱𝗮. 𝗘𝘂, 𝗻𝗮𝘁𝘂𝗿𝗮𝗹𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲, 𝗶𝗻𝘀𝗶𝘀𝘁𝗶 𝗻𝗼 𝗺𝗲𝘂 𝗽𝗿𝗮𝘁𝗼 𝗽𝗿𝗲𝗱𝗶𝗹𝗲𝗰𝘁𝗼: 𝗽𝗲𝗶𝘅𝗲 𝗲𝘀𝗽𝗮𝗱𝗮. 𝗝á 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮𝗿𝗮𝗺 𝗾𝘂𝗮𝘀𝗲 𝟮𝟰 𝗵𝗼𝗿𝗮𝘀 𝗱𝗲𝘀𝗱𝗲 𝗼 ú𝗹𝘁𝗶𝗺𝗼 𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗲ç𝗼 𝗮 𝗼𝗹𝗵𝗮𝗿 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼𝘀 𝗴𝘂𝗮𝗿𝗱𝗮-𝗰𝗵𝘂𝘃𝗮𝘀 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘀𝗲 𝗳𝗼𝘀𝘀𝗲𝗺 𝗮𝗰𝗼𝗺𝗽𝗮𝗻𝗵𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗯𝗮𝗻𝗮𝗻𝗮.”
Depois, vieram as lapas e o bolo do caco, descrito com o exagero afectivo de quem já não o vê apenas como comida.
“𝗔𝘀 𝗹𝗮𝗽𝗮𝘀 𝗮𝗽𝗮𝗿𝗲𝗰𝗲𝗿𝗮𝗺 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝘃𝗲𝘇𝗲𝘀 𝗻𝗮 𝗺𝗲𝘀𝗮 𝗱𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗹𝗴𝘂𝗺𝗮 𝘃𝗲𝘇 𝗮𝗽𝗮𝗿𝗲𝗰𝗶 𝗻𝗼 𝗴𝗶𝗻á𝘀𝗶𝗼. 𝗘 𝗼 𝗯𝗼𝗹𝗼 𝗻𝗼 𝗰𝗮𝗰𝗼… 𝗲𝗻𝗳𝗶𝗺… 𝗷á 𝗻ã𝗼 é 𝗽ã𝗼, é 𝗽𝗮𝘁𝗿𝗶𝗺ó𝗻𝗶𝗼 𝗲𝗺𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹.”
A Madeira entre sol, chuva e bailinho
Além da comida, houve também o retrato do tempo madeirense. Num só dia, Tânia Laranjo encontrou sol, chuva e novamente sol, até desistir de tentar perceber a previsão.
“𝗛𝗼𝗷𝗲 𝘁𝗶𝘃𝗲𝗺𝗼𝘀 𝗼 𝗽𝗮𝗰𝗼𝘁𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗹𝗲𝘁𝗼 𝗱𝗮 𝗠𝗮𝗱𝗲𝗶𝗿𝗮: 𝘀𝗼𝗹, 𝗰𝗵𝘂𝘃𝗮, 𝘀𝗼𝗹 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗮 𝘃𝗲𝘇, 𝗰𝗵𝘂𝘃𝗮 𝗻𝗼𝘃𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗲, 𝗽𝗲𝗹𝗼 𝗺𝗲𝗶𝗼, 𝗮𝗾𝘂𝗲𝗹𝗲 𝗺𝗼𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗰𝗹á𝘀𝘀𝗶𝗰𝗼 𝗲𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗲𝘀𝗶𝘀𝘁𝗶𝗺𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗽𝗲𝗿𝗰𝗲𝗯𝗲𝗿 𝗼 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗱𝗼 𝗱𝗼 𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼 𝗲 𝗮𝗰𝗲𝗶𝘁𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗮𝗽𝗲𝗻𝗮𝘀 𝗼 𝗰𝗼𝗻𝗰𝗲𝗶𝘁𝗼. 𝗧𝗲𝗿𝗺𝗶𝗻á𝗺𝗼𝘀 𝗮 𝗻𝗼𝗶𝘁𝗲 𝗰𝗼𝗺 𝗺ú𝘀𝗶𝗰𝗮 𝗺𝗮𝗱𝗲𝗶𝗿𝗲𝗻𝘀𝗲 𝗮𝗼 𝘃𝗶𝘃𝗼, 𝘁𝗿𝗮𝗷𝗲𝘀 𝘁í𝗽𝗶𝗰𝗼𝘀 𝗲, 𝗰𝗹𝗮𝗿𝗼, 𝗼𝘂𝘃𝗶𝗺𝗼𝘀 𝗼 𝗯𝗮𝗶𝗹𝗶𝗻𝗵𝗼 𝗱𝗮 𝗠𝗮𝗱𝗲𝗶𝗿𝗮 – 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗽𝗮𝗿𝗲𝗻𝘁𝗲𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗮 𝗶𝗹𝗵𝗮 𝗻ã𝗼 𝗳𝗮𝗹𝗵𝗮 𝘂𝗺 ú𝗻𝗶𝗰𝗼 𝗲𝗹𝗲𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗼 𝗶𝗺𝗮𝗴𝗶𝗻á𝗿𝗶𝗼 𝗰𝗼𝗹𝗲𝘁𝗶𝘃𝗼.”
A descrição junta humor e reconhecimento. A ilha aparece quase como personagem, fiel àquilo que muitos esperam encontrar.
O carinho recebido foi o que mais ficou
No final da partilha, Tânia Laranjo deixou de lado a ironia e destacou o acolhimento. Segundo a própria, foi esse carinho que mais marcou a passagem pela Madeira.
“𝗠𝗮𝘀 𝗼 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗺𝗮𝗿𝗰𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗳𝗼𝗶 𝗼 𝗰𝗮𝗿𝗶𝗻𝗵𝗼 𝗰𝗼𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗼𝗺𝗼𝘀 𝗿𝗲𝗰𝗲𝗯𝗶𝗱𝗼𝘀. 𝗢𝘀 𝗮𝗯𝗿𝗮ç𝗼𝘀, 𝗮 𝘀𝗶𝗺𝗽𝗮𝘁𝗶𝗮, 𝗼 𝗼𝗿𝗴𝘂𝗹𝗵𝗼 𝗯𝗼𝗻𝗶𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗾𝘂𝗲𝗺 𝗮𝗺𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗮 𝗶𝗹𝗵𝗮 𝗲 𝗴𝗼𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗮 𝘃𝗲𝗿 𝗮𝗽𝗿𝗲𝗰𝗶𝗮𝗱𝗮.”
A promessa de regresso ficou também escrita. Nem que seja, como brincou, para confirmar se o peixe espada continua à altura da memória.
“𝗩𝗼𝗹𝘁𝗮𝗿𝗲𝗺𝗼𝘀 𝘀𝗲𝗴𝘂𝗿𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲. 𝗡𝗲𝗺 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗲𝗷𝗮 𝘀ó 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗰𝗼𝗻𝗳𝗶𝗿𝗺𝗮𝗿 𝘀𝗲 𝗼 𝗽𝗲𝗶𝘅𝗲 𝗲𝘀𝗽𝗮𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗶𝗻𝘂𝗮 𝘁ã𝗼 𝗯𝗼𝗺 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗷á 𝗲𝘀𝗽𝗲𝗿𝗼 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗿 𝗮 𝗿𝗼𝗺𝗮𝗻𝘁𝗶𝘇𝗮-𝗹𝗼 𝗻𝗼 𝗮𝗲𝗿𝗼𝗽𝗼𝗿𝘁𝗼.”
Entre a vontade de ficar, a comida, o humor e a gratidão, Tânia Laranjo deixou uma declaração de afeto à Madeira. Uma despedida com sabor a regresso.
Veja a publicação AQUI.

