Tânia Laranjo: “É mais importante não estarmos maquilhados, mas estarmos no temporal, porque as pessoas estão em casa e querem saber o que está a acontecer”, disse.
A jornalista Tânia Laranjo concedeu uma entrevista à TV Guia e deixou clara a sua visão sobre o papel do jornalista no terreno.
Reconhecida pelo trabalho em cenários de risco, a repórter destacou que a imagem nunca deve sobrepor-se à missão de informar.
A informação acima da imagem
Desde logo, Tânia Laranjo afastou a ideia de que a aparência seja determinante no exercício da profissão.
“Não acho que o boneco seja tão importante. É mais importante não estarmos maquilhados, mas estarmos no temporal, porque as pessoas estão em casa e querem saber o que está a acontecer. E não temos de estar maquilhados, vestidos de grife nem preocupados com isso. Eu saí de casa para uma noite, fiquei 18 dias fora, tive de comprar roupa e não fui a nenhuma loja de marca“, frisou.
Assim, a jornalista reforça que o essencial é estar onde os acontecimentos decorrem, independentemente das condições.
Desafios no terreno e o medo assumido
Ao longo da carreira, Tânia Laranjo enfrentou cenários exigentes. Foram noites longas no meio de incêndios e situações marcadas por perigo iminente.
Ainda assim, admite que o receio faz parte da profissão. A jornalista reconhece que “o medo existe”, mas sempre considerou prioritário levar informação ao público.
Desta forma, sublinha que o compromisso com quem acompanha as notícias supera qualquer hesitação pessoal.
A emoção de ver a filha seguir o mesmo caminho
Por outro lado, nenhuma cobertura a preparou para um desafio particular: assistir à própria filha a trilhar o mesmo percurso.
Francisca Laranjo, conhecida por Kika, cresceu rodeada pelo universo televisivo. Entre estúdios e reportagens, acabou por escolher a mesma profissão da mãe.
Apesar das tentativas para a demover, decidiu seguir o jornalismo. Atualmente, partilham o mesmo ecrã e a mesma paixão pela informação.
Contudo, Tânia Laranjo admite que nunca se habituará a ver a filha enfrentar situações de risco.
Em suma, a entrevista revela uma profissional que coloca a missão jornalística acima de tudo, mesmo quando o perigo é real — e ainda mais quando envolve quem mais ama.

