“Tanta Pena”: André Viamonte e Janeiro lançam tema no Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, já disponível.
No Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, André Viamonte e Janeiro juntam-se para lançar o emotivo tema “Tanta Pena”, uma canção que apela à empatia e à aceitação da diferença. A música, já disponível em todas as plataformas digitais, procura dar voz a quem tantas vezes é silenciado — inclusive dentro da própria família.
Desde logo, a composição destaca a dor da rejeição e a hipocrisia camuflada de falsa aceitação. “É inquietante o comportamento mesquinho de quem, no fundo, se sente incomodado com aquilo que não compreende ou não consegue sustentar em si mesmo”, afirma André Viamonte, numa reflexão que toca o coração de quem já se sentiu excluído.
Além disso, o artista sublinha o impacto profundo da rejeição familiar. “Às vezes, até dentro da própria família, o desdém camuflado e o fingimento de aceitação revelam uma cortesia dissimulada que encobre o desprezo, a alienação e o silenciamento. Dói mais quando a rejeição vem justamente de quem deveria acolher”, confessa. E conclui com um lamento: “Sentimos pena. Uma imensa pena da pobreza de afeto, da incapacidade de suportar a autenticidade e de reconhecer a grandeza que não se sabe amar.”
“Tanta Pena” é, por isso, mais do que uma música. É um manifesto pela liberdade de ser. A canção defende que viver com autenticidade é um ato de coragem. A diversidade, longe de ser ruído, é celebrada como harmonia, como algo que nos torna verdadeiramente completos.
Com metáforas simbólicas, os artistas recordam frutas tropicais da infância — líchias e bananas — como expressão da singularidade e da beleza do que é pouco convencional. “Toda a fruta que cresce à luz do sol tem o direito ao seu lugar. Cada existência tem o seu brilho e cada diferença o seu valor”, pode ler-se na apresentação do tema.
Importa referir que parte das receitas obtidas com a música será doada à ILGA Portugal. A associação luta diariamente para que todas as pessoas possam, como descreve o comunicado, “crescer no mesmo sol”, com liberdade, amor e dignidade.

