Tatanka no Teatro Tivoli BBVA: uma noite de canções, voz firme e dois encontros especiais, ontem, em Lisboa.
Fotografias: Carlos Pedroso

Tatanka subiu ontem ao palco do Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, para um concerto muito centrado nas canções.
A partir de um alinhamento que percorreu vários momentos do seu repertório, o músico apresentou-se perante uma sala que acompanhou a viagem com atenção. A noite contou ainda com dois convidados: Janeiro e Marisa Liz.

Um concerto assente na voz e nas canções
O início do espetáculo colocou logo Tatanka no centro daquilo que melhor o define em palco: a presença vocal e a ligação direta às palavras.
Temas como “Tudo é Pussyvel”, “Alma Despida” e “Adoro Quando Sorris” abriram caminho para uma primeira parte onde a relação com o público se foi construindo sem pressa.

Depois, o concerto avançou por “Alfaiate”, “Dina Turner” e “Fado.”, mantendo uma linha onde a interpretação teve mais peso do que qualquer excesso cénico.
Nesse percurso, Tatanka mostrou conforto em palco. Não precisou de forçar momentos. Preferiu deixar que as músicas ocupassem o espaço.

Janeiro junta-se a Tatanka no Tivoli
Um dos momentos especiais da noite aconteceu com a entrada de Janeiro.
O músico foi um dos convidados do concerto no Teatro Tivoli BBVA e surgiu num ponto em que o alinhamento já seguia por uma zona mais recolhida.

A sua presença trouxe outro tom à noite, sem desviar o foco principal. Antes disso, Tatanka tinha passado por “Solo” e “Estrelas”. Depois, o concerto seguiu com “Imune ao Ruído” e “Barco.”, temas que reforçaram a dimensão mais narrativa do espetáculo.
Foi uma participação medida, integrada na lógica do concerto e sem transformar o momento num número à parte.

Marisa Liz marca presença na reta final
Mais à frente, Marisa Liz entrou também em palco.
A cantora juntou-se a Tatanka numa fase em que o concerto já caminhava para o seu fecho, trazendo uma energia diferente ao espetáculo. A presença de Marisa Liz, pela força vocal e pela cumplicidade artística, deu outro recorte à noite.

No alinhamento, essa zona incluiu “Virar a Cara” e “Só Tu”, antes de Tatanka seguir para “Será” e “Aldeia.”.
Ainda assim, o concerto nunca perdeu a sobriedade. Mesmo nos momentos com convidados, a estrutura manteve-se fiel ao essencial: as canções, a voz e a relação com quem estava na sala.

Uma noite sem excesso, mas com identidade
O concerto de Tatanka no Teatro Tivoli BBVA viveu sobretudo da consistência.
Um espetáculo de afirmação artística, onde cada tema ajudou a compor uma narrativa própria.

Além disso, o Tivoli ofereceu o enquadramento certo para essa proposta. A sala permitiu que os momentos mais íntimos respirassem e que os temas mais diretos ganhassem corpo.
Tatanka mostrou-se seguro, apoiado num alinhamento que lhe permitiu alternar registos, sem quebrar o fio do concerto. Janeiro e Marisa Liz acrescentaram presença, mas sem retirar protagonismo à identidade da noite.

Alinhamento
Tudo é Pussyvel
Alma Despida
Adoro Quando Sorris
Alfaiate
Dina Turner
Fado.
Solo
Estrelas
Imune ao Ruído
Barco.
Império
Virar a Cara
Só Tu
Será
Aldeia.


