Trovante enchem MEO Arena e confirmam força de um repertório que atravessa gerações

Trovante enchem MEO Arena e confirmam força de um repertório que atravessa gerações, na noite de ontem.

Fotografias: Carlos Pedroso

Trovante enchem MEO Arena e confirmam força de um repertório que atravessa gerações

Concerto em Lisboa reuniu milhares e devolveu ao palco um dos nomes maiores da música portuguesa

A MEO Arena voltou a encher para receber os Trovante. E não foi apenas um regresso simbólico.

Foi, acima de tudo, a confirmação de que há repertórios que não dependem do tempo para fazer sentido.

Ontem, em Lisboa, isso ficou evidente logo nos primeiros minutos. A sala respondeu de imediato. Sem aquecimento, sem distância.

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Um alinhamento construído sobre clássicos

O concerto arrancou com Comboio e Noites de Verão, dois temas que abriram caminho para uma viagem clara pelo universo da banda.

Depois, Xácara, Ribeirinho e Namoro II ajudaram a consolidar o ambiente. Não houve desvios. O foco esteve sempre nas canções.

E isso bastou.

Mais à frente, Esplanada, Travessa e Peter’s trouxeram outras texturas ao espetáculo. Já Memórias e Sete Saias reforçaram a ligação ao público.

Sem surpresa, foram dos momentos mais cantados da noite.

Canções que continuam a ser de todos

À medida que o concerto avançava, tornava-se evidente que estas músicas já não pertencem apenas à banda.

Fizeram os Dias, Caso Mais e Sorriso surgiram com uma resposta imediata da plateia.

E não foi apenas entusiasmo. Foi reconhecimento.

Também Perdidamente, Chão Nosso e Procissão mantiveram essa linha. Um repertório que não precisa de ser explicado.

Final com encore à altura do percurso

Na reta final, Prima da Chula e Saudade fecharam o alinhamento principal.

Depois, os encores confirmaram o que já se sentia na sala.

Primeiro, com Fim, Linha das Fronteiras e Timor. Três momentos que reforçam a identidade do grupo.

E, por fim, Molinera e 125 Azul encerraram o concerto sem necessidade de artifícios.

Um regresso que não vive apenas de memória

Este concerto não se limitou a revisitar o passado. Mostrou, acima de tudo, a atualidade das canções. Há uma diferença importante aí.

Não foi nostalgia. Foi permanência.

E isso explica porque a MEO Arena respondeu como respondeu. Sem esforço, sem filtros — apenas música que continua a encontrar lugar.

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