V+ Fama arrasa polémica envolvendo Mariana Bossy e Mafalda Creative: críticas duras e pedidos de consequências, esta manhã.
Comentadores condenam mentira sobre Gustavo Santos e alertam para impacto negativo nas redes sociais
Antes de mais, o V+ Fama desta terça-feira, 10 de fevereiro, ficou marcado por um dos debates mais intensos dos últimos tempos. Em causa esteve a falsa alegação de que Gustavo Santos teria oferecido seis mil euros às influenciadoras Mariana Bossy e Mafalda Creative para removerem um vídeo crítico.
A história acabou por cair por terra depois de o escritor ameaçar avançar com um processo-crime, expondo a falsidade do relato.
Adriano Silva Martins admite falha da imprensa
Logo na abertura do segmento, Adriano Silva Martins assumiu um mea culpa em direto. O apresentador reconheceu que o programa e outros órgãos de comunicação foram enganados.
Nesse sentido, afirmou: “Toda a imprensa, incluídos nós, caímos que nem os patinhos (…) Eu falei ontem com o Gustavo Santos (…) e ai de nós pensarmos que alguém vai para um podcast dizer mentiras.”
De seguida, acrescentou: “Acho que somos, se calhar, demasiado boas pessoas.”
Cláudia Jacques não poupa críticas às influenciadoras
A reação mais contundente surgiu da parte de Cláudia Jacques, que se mostrou visivelmente indignada. Sem rodeios, classificou as jovens como “duas grandes mentirosas” e “duas idiotas perfeitas”.
Além disso, alertou para o impacto junto do público mais novo: “Tenho muita pena que haja tantos jovens a seguir isto, porque chamar a isto influencers é influenciar muito negativamente.”
A socialite criticou ainda as marcas que se associam a este tipo de figuras: “É pena que estas marcas apostem nestas miúdas parvas (…) de influências não têm nada de positivo.”
Pedido de desculpas visto como reação ao medo legal
Quanto à retratação pública feita pelas influenciadoras, Cláudia Jacques foi perentória. Para a comentadora, o pedido surgiu apenas após a ameaça judicial.
Sobre isso, explicou: “Só vieram se retratar (…) porque o Gustavo fez um vídeo a dizer que tinha oito dias para mostrar as provas.”
Criticou ainda o tom do vídeo de desculpas: “Agarradas à mão uma da outra, a rirem-se muito. E acharam o máximo que toda a gente acreditou na mentira delas.”
Marta Aragão Pinto fala em golpe à credibilidade
Mais tarde, Marta Aragão Pinto reforçou a gravidade do caso. Para a comentadora, o episódio vai muito além de uma simples mentira.
Nesse contexto, afirmou: “Isto em nada dignifica as influenciadoras. Não dignifica a imprensa. Põem em causa os podcasts.”
Quando Adriano Silva Martins tentou relativizar, Marta foi clara: “Essas parvas são crescidas.”
E acrescentou: “Que não tinham noção da proporção que isto podia tomar. E tomou.”
“Não se pode mentir sobre ninguém”
Para Marta Aragão Pinto, o mais preocupante foi a atitude e o gozo demonstrado pelas jovens. Sobre isso, criticou: “Não é só a mentira, é a atitude, a brincadeira. É o gozo.”
De forma categórica, sublinhou: “Goste-se ou não do Gustavo Santos. Não se pode mentir sobre ninguém.”
Defendeu ainda a credibilidade dos podcasts: “As pessoas ouvem e acham que estão a ouvir a verdade.”
António Leal e Silva pede ação das marcas
A encerrar o debate, António Leal e Silva fez uma intervenção igualmente dura. O comentador recordou que sempre desconfiou da história.
Sobre isso, confessou: “Achei aquilo estranhíssimo (…) Acho um horror estar a falar de dinheiro.”
Criticou também a obsessão pela fama digital: “Esta sede desalmada pelos likes está a tornar-se uma coisa gravíssima.”
“As empresas têm de cancelar contratos”
Por fim, António Leal e Silva deixou um apelo direto às marcas. Depois de analisar o vídeo de retratação, concluiu: “Os objetivos delas foram atingidos. Fez burburinho.”
Ainda assim, defendeu consequências claras: “As empresas têm que ter estratégia (…) têm que cancelar os contratos a estas miúdas.”
Quando questionado, não recuou: “Não é nada ser muito mau.”
Assim, o debate no V+ Fama deixou claro um consenso raro entre os comentadores: a mentira teve impacto sério e exige responsabilidade, tanto de criadores como de marcas.

