1ª Companhia: Comandante destaca emoções do Instrutor Joaquim, numa dinâmica com os recrutas.
A noite de quarta-feira, 18 de fevereiro, ficou marcada por um dos momentos mais intensos da ‘1ª Companhia’. Os recrutas foram surpreendidos pelo Estado-Maior e convidados a reunir-se com os instrutores e o comandante junto a uma fogueira.
O objetivo era claro: refletir sobre a experiência vivida ao longo das últimas oito semanas e partilhar sentimentos num ambiente de maior proximidade.
Recrutas desafiados a “abrir o coração”
Desde logo, o encontro ganhou um tom emotivo. À volta da fogueira, os participantes foram incentivados a falar de medos, aprendizagens e mudanças pessoais.
Foi nesse contexto que Filipe Delgado assumiu as dificuldades que sentia em expor o lado mais vulnerável. O cantor reconheceu que a experiência trouxe uma nova perspetiva sobre as emoções.
“Nunca gostei muito de mostrar esse lado mais frágil, mas que eu aqui aprendi que talvez não seja o lado mais frágil, são as emoções e um militar também tem emoções”, afirmou.
Anteriormente, já tinha partilhado o receio de demonstrar sentimentos. Ao longo do programa, explicou, aprendeu a não esconder aquilo que sente.
Comandante reage: “Chorar é normal”
Perante o testemunho, o Comandante José Moutinho interveio de imediato. A resposta foi direta e sem hesitações.
“Chorar é normal, é mostrar emoções. Quando há que mostrar, mostra-se”, declarou.
Assim, a intervenção reforçou a ideia de que a expressão emocional não é sinal de fraqueza. Pelo contrário, integra o percurso de qualquer militar.
Emoções também no comando
Entretanto, o comandante decidiu alargar a reflexão. Referiu-se às emoções do Instrutor Chefe Joaquim, que se encontrava ao seu lado.
“A pessoa que eu conheço aqui que contém mais as emoções, mas que tem tantas ou mais emoções que nós, é aqui o instrutor-chefe. Mas, acreditem, tem tantas ou mais que nós, mas é uma pessoa que…”, explicou, enquanto o chefe permanecia em silêncio.
O momento gerou cumplicidade entre os presentes. Além disso, abriu espaço para novas reações.
“Mas nós já falámos no assunto, nós já falámos disso”, reagiu Filipe Delgado.
Por sua vez, Noélia Pereira destacou a exigência do exercício emocional: “É um exercício que é muito difícil de fazer”.
Um dos momentos mais marcantes da experiência
Por fim, a iniciativa do Estado-Maior transformou a noite num espaço de partilha genuína. A fogueira serviu de cenário a confissões e aprendizagens.
Em suma, o episódio evidenciou que disciplina e emoções podem coexistir. E mostrou que, mesmo num contexto exigente, há espaço para vulnerabilidade e crescimento pessoal.
Veja este momento AQUI.
