
Lourenço Ortigão justifica saída: “A direção da TVI também não me cativou”, disse em grande entrevista à Lux.
Lourenço Ortigão trocou a TVI pela SIC e foi apresentado na estação de Paço de Arcos na passada segunda-feira.
Foram 12 anos na TVI e agora o actor explicou os motivos da saída.
“Não que tenha alguma coisa contra a direção da TVI, de todo, mas as opções hoje em dia são opções com as quais deixei de me identificar tanto, o próprio ADN [do canal]… Mas digo isto sem criticar, de forma nenhuma“, destacou Lourenço Ortigão.
“Não nego que a direção da TVI também não me cativou de alguma forma. E volto a reforçar, não a administração mas a direção. Seja como for, isso não me traz mágoa nenhuma, as opções que são tomadas são as que têm de ser tomadas e respeito as pessoas que estão nos seus cargos“, acrescentou.
“Nunca me desviei do meu caminho para criticar uma opção de um diretor nem nunca o farei, muito menos em praça pública falarei mal de alguém que trabalhou comigo ou mesmo que não tenha trabalhado. O que tinha a dizer internamente disse e isso deixa-me de consciência tranquila. Fiz o meu caminho e achei que era altura de sair“, ressalvou.
O actor mostrou ainda cansado de apenas fazer novelas: “Não digo que me tenha cansado porque acho que posso voltar a fazer novelas, mas só fazer isso já me desmotivava. Já não entrava numa novela com o espírito de começar um projeto do zero. Entrava e parecia que já levava alguma continuidade dos últimos projetos que fazia“.
Na SIC, o ator conta com uma “oferta mais alargada”, algo que o agradou. “Falamos de novelas, as séries na Opto, eventualmente telefilmes, coisas que sei que vão acontecer e que estão na calha. A SP Televisão também já produziu uma série para a Netflix – FBI – e é toda uma rede que me cativou mais”, elogiou.
“Nestas coisas temos de ter a cabeça fria, não ter tanta ligação emocional quando o que nós queremos é ter uma carreira sólida e desafiante para crescer e sentirmo-nos sempre motivados. Existe um bocadinho essa rivalidade, eu chamo-lhe clubismo. Na TVI e na SIC não deveria existir esse clubismo, quando estamos a ver televisão ou pomos no canal 4 ou no 3. Acho que devíamos ver aquilo de que gostamos“, disse sobre a guerra de audiências.

