
Ana Rita e António Prates em destaque na praça de Touros de Granja, no festival taurino realizado este sábado.
Texto e Fotografias: Roberto Pingas Rodrigues
A Praça de Touros de Granja, agora gerida pela Casa do Toureio, no concelho de Mourão, recebeu esta tarde um festival taurino. Compuseram o cartel, os cavaleiros Sónia Matias, Ana Batista, Ana Rita, António Prates, o praticante António Núncio e o amador Francisco Maldonado Cortes, os grupos de forcados amadores de São Manços, Póvoa de S. Miguel e Monsaraz frente a touros da Ganadaria Silva Herculano.
Abriu praça, a experiente cavaleira Sónia Matias frente ao número 54 da Ganadaria Silva Herculano com quatro anos de idade, negro de pelagem, com mobilidade e algum adiantamento, que atrapalhou o inicio da lide de Sónia. Sónia chegou mesmo a falhar a cravagem do primeiro ferro curto, mas corrigiu rapidamente, culminando numa agradável lide, do agrado do público.
O touro, com córnea um pouco fechada, tinha querença em tábuas, mas Sónia soube dar a volta escolhendo bem os terrenos para a cravagem. Cravou três ferros compridos em sortes à tira e cinco ferros curtos em sortes de frente com batidas ao piton contrário rematadas à meia volta.
Para a primeira pega da tarde, João Fortunato, cabo do Grupo de Forcados Amadores de São Manços, escolheu, para a cara do touro, o forcado João Amador que consumou a pega à terceira tentativa já com o grupo a carregar mais em cima.
[Best_Wordpress_Gallery id=”2500″ gal_title=”Granja-12 de Fevereiro-2022″]Ana Batista, também cavaleira experiente, teve uma bonita passagem por terras alentejanas. Enfrentou o número 62 da Ganadaria Silva Herculano, com quase quatro anos de idade, pelagem negra, bem entroncado, e com preferência pelos terrenos médios. Ana optou por esses mesmos terrenos para realizar as cravagens, dois ferros compridos em sortes à tira e cinco ferros curtos em sortes de frente com ligeira batida ao piton contrário rematadas à meia volta.
Para realizar a pega deste número 62 o cabo do Grupo da Póvoa de S. Miguel, André Batista, escolheu, para a cara, o forcado Rui Miguel que consumou uma boa pega à primeira tentativa aguentando dois violentos derrotes até o restante grupo se fechar.
Ana Rita que já há algum tempo não toureava em Portugal, mostrou esta tarde que está pronta para tourear mais vezes por cá. Toureou empolgantemente o número 58 da Ganadaria Silva Herculano,com quase quatro anos também que se mostrou bastante móvel, com bravura, bem entrocado, negro de pelagem. O público ainda contestou a decisão do diretor de corrida que teimava em não conceder música à cavaleira. Ana Rita teve facilidade na escolha dos terrenos pelo facto do touro arrancar de qualquer lado, cravou dois ferros compridos em sortes à tira, quatro compridos em sortes bem rematadas à meia volta e terminou a lide com três ferros de palmo à meia volta.
Pelo Grupo de Forcados de Monsaraz, Ricardo Cardoso elegeu Hugo Beato que consumou a pega à segunda tentativa.
[Best_Wordpress_Gallery id=”2501″ gal_title=”Granja- 12 de Fevereiro- 2022-1″]Durante o intervalo do espetáculo houve lugar para os jovens do grupo de Sevilhanas “Al Compás Del Camino” que dançaram para mostrar o que tão bem sabem fazer.
[Best_Wordpress_Gallery id=”2502″ gal_title=”Granja- 12 de Fevereiro- 2022-2″]Após o intervalo, António Prates teve em sorte o número 53, o melhor da tarde, bravo de ponta a ponta, com quase quatro anos como os outros, bem encorpado, córnea fechada, cara robusta, curto de patas e morrilho bem desenvolvido. António esteve ao nível do touro que lhe calhou, escolhendo bons terrenos, cravando de forma acertada e com uma brega de grande valor. Cravou dois ferros compridos em sortes à tira, quatro em sorte com batida ao piton contrário e rematou a lide com um palmito de boa nota.
Consumou a pega Alexandre Rocha, pelos Amadores de São Manços, à segunda tentativa com uma boa ajuda do grupo. Volta autorizada para o ganadeiro de Silva Herculano.
[Best_Wordpress_Gallery id=”2503″ gal_title=”Granja- 12 de Fevereiro- 2022-3″]No quinto touro do festival, António Núncio não teve sorte com o touro que saiu dos curros, com o número 51, três anos e meio, com toques de mansidão que pouco investia parando-se em terrenos médios, esperando que fossem ter com ele, bem desenvolvido, córnea também ligeiramente fechada, cara robusta e pelagem de cor negra. Ainda assim, permitiu a Núncio realizar a cravagem da ordem com sortes à tira em todas as cravagens.
António Banha, pelos Amadores da Póvoa de S. Miguel, consumou a pega à terceira tentativa depois de ter saído da cara do touro quando o grupo fechava nas anteriores.
A última atuação do festival foi de Francisco Cortes frente ao número 60, com quatros anos de idade, malhado, bem rematado de carnes, córnea também fechada e cara pequena. Francisco não teve muita opção de escolha no que toca a terrenos, o touro com querenças em tábuas, fechou-se e obrigou Francisco a realizar sortes a sesgo em três ferros curtos. Nos compridos Francisco cravou à tira, sendo que no primeiro curto o touro ainda permitiu que o cavaleiro cravasse com sorte de frente. O ginete mostrou que está pronto para a prova de praticante. Fechou a lide com dois ferros de palmo de boa nota.
Miguel Valadas, dos amadores de Monsaraz, concretizou à segunda tentativa a última pega do festival.
[Best_Wordpress_Gallery id=”2504″ gal_title=”Granja- 12 de Fevereiro- 2022-4″]O Festival Taurino da Granja teve uma boa afluência de público, ocupando todos os lugares disponíveis.
Dirigiu este festival, Domingos Jeremias, assessorado por Matias Guilherme e no cornetim esteve Ricardo Fernandes.

