‘Não deixei de ser quem sou’ junta Lina e Jules Maxwell

‘Não deixei de ser quem sou’ junta Lina e Jules Maxwell e antecipa um trabalho discográfico dos dois artistas.

Depois do lançamento do aclamado “Fado Camões” e do EP “O Fado”, este úlitmo em parceria com o pianista e compositor espanhol Marco Mezquida, a próxima viagem da carreira da multipremiada LINA_ é a parceria com Jules Maxwell, compositor e teclista irlandês dos Dead Can Dance.

“Não Deixei de Ser Quem Sou” é o primeiro single e marca o início da proposta criativa da dupla, que visa suceder “Burn”, álbum de Lisa Gerrard e Jules Maxwell, editado em 2021.

Uma colaboração entre Portugal e a Irlanda

“Não Deixei de Ser Quem Sou” é o primeiro single de LINA_ e Jules Maxwell. A letra, originalmente escrita pelo compositor irlandês, foi posteriormente adaptada para português por LINA_ e pela icónica compositora poética Amélia Muge. Com a produção do conceituado James Chapman (aka Maps), esta obra conta com arranjos musicais de Jules Maxwell, que servem como um maravilhoso e dinâmico pano de fundo para o dramatismo e a emoção patente na voz de LINA_. Esta nova canção abraça a melancolia da poesia portuguesa e da canção tradicional irlandesa.

Identidade, saudade e uma nova Terra Mãe

Portugal e a Irlanda estão unidos pelo coração da escrita de baladas, poesia essa que está patente em algumas das canções de fado. Curiosamente, “fado” também se encontra no dicionário gaélico irlandês, traduzindo-se como “há muito tempo” ou “era uma vez”. Juntos, estes estados de espírito compõem uma história perfeita de intensa saudade e perda, demonstrada em “Não Deixei de Ser Quem Sou”. Nas palavras de Jules Maxwell:

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“Há uma melancolia gloriosa em grande parte das baladas escritas na Irlanda e em Portugal. Esta canção explora esse mesmo sentido de melancolia”.

Este novo lançamento sublinha que, apesar dos esforços para mudarmos, acabamos muitas vezes por sermos as mesmas pessoas que sempre fomos.

O que leva a evocar uma sensação de desespero, mas ao mesmo tempo de aceitação. Esta luta interior une dois países cujos antepassados partilham o mesmo sacrifício ao longo do tempo: deixar a sua terra natal e navegar para Oeste em busca de sonhos mais risonhos. Jules Maxwell afirma:

“A Irlanda e Portugal situam-se no extremo Ocidental da Europa, olhando para o Atlântico, para as Américas e mais além. Há uma longa tradição, em ambos os países, de rumar a Oeste em busca de uma vida melhor. Esta canção é sobre esse sentimento de ambição, esse desejo de ser uma pessoa melhor, e a constatação de que, apesar da luta, acabamos muitas vezes por ser a pessoa que sempre fomos.”

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