Lina agradece nomeação nos Play: “Acho que me fazia falta este reconhecimento aqui no nosso país”, assinalou.
A nomeação de Lina para os prémios Play, na categoria de Melhor Álbum de Fado, com “Fado Camões”, surge como um marco importante na sua carreira.
Nesse sentido, em declarações ao Infocul, a fadista revela: “Tem muito mais importância do que aquilo que eu achava, de facto“.
Lina tem vindo a ser reconhecida internacionalmente, com alguns prémios e nomeações no seu percurso, mas confessa que fazia falta este reconhecimento no seu país natal.
“Acho que me fazia falta este reconhecimento aqui no nosso país“, assumiu.
O álbum “Fado Camões” é, sem dúvida, um dos projetos mais especiais de Lina. “Principalmente para um álbum tão conceptual como o Fado Camões, que aborda a poesia e lírica de Camões com fados tradicionais“, destaca.
Para a artista, trabalhar com outros músicos de renome, como Justin Adams e John Baggott, acrescentou uma dimensão única ao seu trabalho. “Isto além de poder trabalhar com outras pessoas que têm formas diferentes de ver a música, como o Justin Adams, John Baggott, que fazem parte de um legado enorme da música, como Led Zeppelin, Portishead, entre tantas outras referências“, revela.
Ou seja, destacou a importância de partilhar conhecimento com esses ícones.
Contudo, a nomeação vai além de uma colaboração musical: “Para mim, isto é muito importante, porque é reconhecimento. É trabalho. É muito trabalho“, declara.
Assim, lembrou o esforço contínuo desde o seu primeiro álbum, em 2014, sob o nome de Carolina.
Lina: “O caminho é sempre para a frente e o meu foco está nos projetos que tenho já planeados.”
A fadista também faz uma reflexão sobre o seu percurso na música e o apoio que tem recebido. “Tem sido desde 2014, data do primeiro álbum como Carolina, são onze anos em que tenho sido bastante persistente“, afirma, destacando a sua trajetória de constante dedicação e evolução.
Lina não esconde que o percurso com a Sony Music não correu como esperava: “O percurso com a Sony Music não correu tão bem como eu gostaria que tivesse corrido“, confessa. No entanto, a sua atitude perante a carreira é sempre positiva e otimista: “O caminho é sempre para a frente e o meu foco está nos projetos que tenho já planeados.”
Quando questionada sobre a necessidade de reconhecimento em Portugal, Lina recorda o trabalho com Raul Refree, quando receberam o Prémio Carlos do Carmo pela SPA. “Quando eu fiz o álbum com o Raul Refree, nós recebemos o Prémio Carlos do Carmo pela SPA“, diz.
No entanto, ela reconhece que esse prémio deixou de existir, tornando-se, assim, uma raridade: “Entretanto, esse prémio deixou de existir, portanto acho que fomos os únicos a recebê-lo [risos].”
A artista sublinha ainda o contexto internacional do seu trabalho, especialmente o carácter experimental do projeto com Raul Refree: “Foi um projeto tão experimental, tão virado para festivais onde o Fado nunca existiu“, explica.
Assim, confessa que se sentiu mais reconhecida lá fora do que em Portugal, uma realidade comum para muitos artistas: “Acabei por me sentir, não é conformada, mas aceitei ser reconhecida mais lá fora do que em Portugal. Aliás, isso acontece com a maioria dos nossos artistas em que primeiro são reconhecidos lá fora e só depois são cá.”
Contudo, Lina deixa claro que isso não a incomoda: “Não é algo que me tire o sono.“
Novidades para muito breve de Lina
Ainda assim, a nomeação para os Prémios Play, especialmente nesta categoria de Melhor Álbum de Fado, representa uma validação significativa. “Mas, falando desta nomeação, dos Prémios Play, que é aquilo que estamos a falar agora, é uma grande validação para mim, para a minha manager Carmo Cruz e para a minha agência Uguru“, revela, reconhecendo o esforço da sua equipa.
Lina expressa a sua gratidão por todo o trabalho da sua manager e da agência: “Que têm feito de tudo e mais alguma coisa para que a minha carreira possa ter um bom futuro.”
Por fim, a fadista deixa a promessa de novidades para 2025. “Tenho algumas. Estejam atentos mais ou menos daqui a quinze dias. Quinze dias, máximo dos máximos um mês“, adianta.
Com esta nomeação, Lina demonstra que a sua persistência e dedicação à música têm sido fundamentais para o seu sucesso.
O futuro promete ser ainda mais brilhante.
Quanto a novidades, teremos mesmo de aguardar para saber quais serão!
