Novo papa é americano: Leão XIV foi o nome que escolheu para si, enquanto líder máximo da igreja católica.
O norte americano Robert Prevost foi eleito o NOVO PAPA.
Robert Francis Prevost Martínez, nascido a 14 de setembro de 1955 em Chicago, destacou-se ao longo da sua vida como uma figura de ponte entre culturas e continentes. Membro da Ordem de Santo Agostinho, foi ordenado sacerdote em 1982, iniciando um percurso de forte entrega missionária, particularmente no Peru, onde trabalhou durante anos em comunidades carenciadas e na formação de novos sacerdotes. Esta ligação à América Latina marcaria profundamente a sua visão pastoral e o seu compromisso com a Igreja.
Em 2015, foi nomeado bispo de Chiclayo, no norte do Peru, cargo que desempenhou com dedicação até 2023. Nesse mesmo ano, o Papa Francisco confiou-lhe a liderança do Dicastério para os Bispos, um dos organismos mais relevantes da Cúria Romana, e a presidência da Pontifícia Comissão para a América Latina. Ainda em 2023, foi elevado a cardeal, consolidando a sua posição entre os principais colaboradores do Vaticano.
Com uma formação académica sólida nas áreas da teologia e do direito canónico, Prevost alia conhecimento profundo da doutrina a uma sensibilidade prática adquirida no trabalho missionário. O seu lema episcopal, In illo uno unum (“No único [Cristo], somos um só”), espelha o seu ideal de unidade na diversidade, valor esse reforçado pela sua própria vivência entre culturas distintas.
Em maio de 2025, foi eleito Papa, assumindo o nome de Leão XIV. Tornou-se o primeiro pontífice nascido nos Estados Unidos e o segundo com fortes raízes na América Latina, depois de Francisco. A sua eleição representa uma continuidade no esforço de internacionalização da Igreja, num momento em que se procura escutar vozes de diferentes realidades sociais e culturais.
A sua trajetória, marcada por serviço, diálogo e aproximação pastoral, faz de Leão XIV uma figura simbólica para uma Igreja em transformação, mais aberta ao mundo e às periferias. Deseja que o seu pontificado seja lembrado como um tempo de construção de pontes e não de muros.

