Carolina Deslandes lança “Chorar no Club” e assume novo capítulo da sua carreira com ousadia e liberdade, com este trabalho.
Capa: Carlos Marta
Carolina Deslandes acaba de lançar “Chorar no Club”, o seu sétimo álbum de estúdio, já disponível em todas as plataformas digitais. Com 24 faixas, o novo projeto apresenta-se como o mais ousado e libertador da artista portuguesa, marcando uma viragem estética, emocional e criativa.
Desde já, o disco destaca-se por reunir múltiplas colaborações na produção — pela primeira vez, Carolina partilha essa responsabilidade com nomes como Feodor Bivol, MAR, Jon. e D’AY, incluindo também uma mulher na linha da frente da produção. Segundo a própria artista, esta decisão permitiu-lhe abrir espaço para novas vozes e experimentar diferentes camadas da sua identidade.
“Chorar no Club é o meu primeiro álbum com heterónimos. Cabem nele todas as minhas personalidades, e com elas as suas dúvidas, os seus desejos. É o primeiro álbum que faço desde o Casa que tem vários produtores — amo cada um deles com todas as minhas personalidades”, revelou Carolina Deslandes, numa publicação emotiva nas redes sociais.
Além disso, este álbum surge como um reencontro com partes esquecidas de si mesma. “Chorar no Club é um reencontro com a mulher que fui antes da maternidade e com a mulher que estou a descobrir — é ousado, feminista, sexual, também solitário, introspectivo, e acima de tudo, livre”, sublinhou.
O lançamento é acompanhado pelo novo single “Plot Twist”, que chega com videoclipe oficial. Antes disso, já tinham sido divulgados os temas “Pensar Em Mim”, “Tento Na Língua” (com iolanda), “Sexo Fraco” e “Eu Deixei”, que anteciparam a linguagem intensa e emocional do álbum.
Segundo a artista, este disco é também um reflexo da sua vivência noturna:
“É um álbum que fala sobre fugirmos das nossas vidas para a noite, não para fingir que somos felizes, mas para enganar a solidão e chorar a dançar, misturado na multidão. Vivi muito tempo da minha vida a trabalhar em discotecas e a escapar da minha casa”, confessou Carolina.
E acrescentou: “Costumava dizer que tive mais conversas honestas numa cabine de DJ do que numa igreja”.
Os produtores envolvidos não poupam elogios à cantora. Feodor Bivol confessou:
“Conheço a Carolina há 10 anos. Há centenas de concertos e milhares de horas de música juntos. Conheço-a há 3 filhos dela e há 1 filha minha. É uma das minhas pessoas favoritas para fazer música juntos. Antes de produtor e músico, sou muito fã da obra dela, por isso fazer este álbum e explorar esta nova vertente dela foi muito especial para mim”.
Já MAR, uma das surpresas desta jornada criativa, partilhou a sua experiência:
“Eu só sei que a placagem que fiz à Carol depois dela ter escrito o verso do ‘cara feia’ foi instinto puro, ela cuspiu tanta verdade que não deu pra ficar parada. Sinto que este disco é a Carolina por inteiro: a que todo o mundo conhece e a que ela sempre foi”.
Também Jon., colaborador habitual da cantora, elogiou o processo criativo:
“Produzir um álbum com a Carolina é tipo terapia com banda sonora — rimos, choramos e no fim ainda sai um disco. Ela tem ideias a cada cinco minutos e, incrivelmente, todas funcionam”.
D’AY, o primeiro a entrar neste ciclo musical, destacou a verdade emocional do disco:
“Trabalhar com a Carolina foi uma viagem emocional. Este disco é cru, honesto e cheio de alma, cada faixa tem verdade e intenção”.
Com “Chorar no Club”, Carolina Deslandes volta a provar que é uma das artistas mais criativas e versáteis da música portuguesa. Em 2023, tinha já surpreendido com o álbum duplo CAOS / CALMA, e agora entrega ao público um novo manifesto sonoro feito para dançar… e para sentir.
