Vasco Sacramento promete novidades sobre o Festival F

Vasco Sacramento promete novidades sobre o Festival F, que a seu tempo serão dadas a conhecer ao público.

Fotografia: Vasco Sacramento – Instagram

Vasco Sacramento, da SET – Sons em Trânsito, falou ao Infocul.pt sobre o novo projeto de Bárbara Bandeira, mas também sobre a forma como olha para a música portuguesa, a gestão de artistas de diferentes gerações e os próximos passos da empresa.

Numa conversa que passou por “Lusa”, o projeto de Bárbara Bandeira, pela relação da artista com a lusofonia, pelos desafios de trabalhar com músicos jovens e com nomes já consolidados, o agente deixou uma ideia clara: a música continua a ser um território em permanente movimento.

“Lusa” como ponte entre Portugal e a lusofonia

A propósito do novo projeto de Bárbara Bandeira, Vasco Sacramento começou por enquadrar a dimensão conceptual de “Lusa”. Segundo explicou ao Infocul.pt, trata-se de um trabalho dividido em quatro atos, com uma forte ligação à lusofonia.

No caso deste novo capítulo, a Portugalidade assume especial destaque.

“𝐄𝐬𝐭𝐞 𝐩𝐫𝐨𝐣𝐞𝐭𝐨 é 𝐮𝐦 𝐩𝐫𝐨𝐣𝐞𝐭𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐪𝐮𝐚𝐭𝐫𝐨 𝐚𝐭𝐨𝐬 𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐯𝐢𝐬𝐚 𝐚𝐛𝐨𝐫𝐝𝐚𝐫 𝐭𝐨𝐝𝐚 𝐚 𝐥𝐮𝐬𝐨𝐟𝐨𝐧𝐢𝐚 𝐞 𝐭𝐨𝐝𝐚 𝐚 𝐫𝐞𝐥𝐚çã𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐚 𝐁á𝐫𝐛𝐚𝐫𝐚 𝐭𝐞𝐦 𝐜𝐨𝐦 𝐚 𝐥𝐮𝐬𝐨𝐟𝐨𝐧𝐢𝐚, 𝐩𝐫𝐢𝐧𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐨 𝐁𝐫𝐚𝐬𝐢𝐥, 𝐩𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐥𝐚 𝐭𝐞𝐦 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐚 𝐟𝐚𝐦í𝐥𝐢𝐚 𝐧𝐨 𝐁𝐫𝐚𝐬𝐢𝐥, 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐩𝐞𝐧𝐬𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐚𝐛𝐞𝐬, 𝐚 𝐟𝐚𝐦í𝐥𝐢𝐚 𝐦𝐚𝐭𝐞𝐫𝐧𝐚 𝐝𝐞𝐥𝐚 é 𝐛𝐫𝐚𝐬𝐢𝐥𝐞𝐢𝐫𝐚. 𝐄𝐬𝐭𝐞 𝐚𝐭𝐨 é 𝐮𝐦 𝐚𝐭𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐦𝐢𝐦 é 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐜𝐢𝐚𝐥, 𝐞𝐱𝐚𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐩𝐨𝐫 𝐬𝐞𝐫 𝐥𝐢𝐠𝐚𝐝𝐨 à 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐞 𝐞𝐮 𝐚𝐜𝐡𝐨 𝐪𝐮𝐞 é 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐞𝐬𝐬𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐧𝐮𝐦 𝐦𝐮𝐧𝐝𝐨 𝐜𝐚𝐝𝐚 𝐯𝐞𝐳 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐠𝐥𝐨𝐛𝐚𝐥𝐢𝐳𝐚𝐝𝐨 𝐞 𝐨𝐧𝐝𝐞 é 𝐜𝐚𝐝𝐚 𝐯𝐞𝐳 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐢𝐟í𝐜𝐢𝐥 𝐚𝐟𝐢𝐫𝐦𝐚𝐫 𝐮𝐦𝐚 𝐜𝐞𝐫𝐭𝐚 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐧𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐞𝐱𝐭𝐨 𝐠𝐥𝐨𝐛𝐚𝐥 𝐞 𝐭𝐞𝐧𝐝𝐨 𝐚 𝐁á𝐫𝐛𝐚𝐫𝐚 𝐭𝐚𝐧𝐭𝐨 𝐩ú𝐛𝐥𝐢𝐜𝐨, 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐣𝐨𝐯𝐞𝐦, 𝐝𝐢𝐠𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐚𝐬𝐬𝐢𝐦, 𝐚𝐜𝐡𝐨 𝐪𝐮𝐞 é 𝐢𝐦𝐩𝐨𝐫𝐭𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐥𝐚 𝐝𝐞𝐝𝐢𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐞 𝐚𝐭𝐨 à 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐩𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐢𝐬𝐬𝐨 𝐩𝐨𝐝𝐞 𝐚𝐣𝐮𝐝𝐚𝐫 𝐚 𝐚𝐩𝐫𝐨𝐱𝐢𝐦𝐚𝐫 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐚 𝐠𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐚𝐬 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐚𝐬 𝐫𝐚í𝐳𝐞𝐬 𝐞 𝐞𝐮 𝐚𝐜𝐡𝐨 𝐢𝐬𝐬𝐨 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐛𝐨𝐧𝐢𝐭𝐨 𝐝𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞 𝐝𝐞𝐥𝐚 𝐞 𝐚𝐜𝐡𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐨 𝐩𝐫𝐨𝐣𝐞𝐭𝐨 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐞𝐠𝐮𝐞 𝐫𝐞𝐟𝐥𝐞𝐭𝐢𝐫 𝐢𝐬𝐬𝐨 𝐝𝐞 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐦𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚 𝐚𝐭é 𝐩𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐟𝐚𝐳 𝐮𝐦 𝐚𝐩𝐚𝐧𝐡𝐚𝐝𝐨 𝐝𝐚𝐬 𝐯á𝐫𝐢𝐚𝐬 𝐯𝐞𝐫𝐭𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐢𝐠𝐧𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚 𝐬𝐞𝐫 𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮ê𝐬, 𝐡á 𝐮𝐦𝐚 𝐢𝐧𝐯𝐨𝐜𝐚çã𝐨 𝐚𝐨 𝐌𝐢𝐧𝐡𝐨, 𝐡á 𝐮𝐦𝐚 𝐢𝐧𝐯𝐨𝐜𝐚çã𝐨 𝐚𝐨 𝐀𝐥𝐞𝐧𝐭𝐞𝐣𝐨, 𝐡á 𝐮𝐦 𝐟𝐚𝐝𝐨, 𝐞𝐧𝐟𝐢𝐦, 𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚𝐥é𝐦 𝐝𝐚 𝐦ú𝐬𝐢𝐜𝐚 𝐝𝐞𝐩𝐨𝐢𝐬 𝐡á 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐨𝐮𝐭𝐫𝐨𝐬 𝐞𝐥𝐞𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐯𝐢𝐬𝐮𝐚𝐢𝐬, 𝐯𝐞𝐬𝐭𝐮á𝐫𝐢𝐨, 𝐞𝐭𝐜. 𝐪𝐮𝐞 𝐚𝐣𝐮𝐝𝐚𝐦 𝐚 𝐝𝐞𝐟𝐢𝐧𝐢𝐫 𝐮𝐦𝐚 𝐜𝐞𝐫𝐭𝐚 𝐢𝐝𝐞𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐮𝐦𝐚 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐞 𝐮𝐦𝐚 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨𝐫â𝐧𝐞𝐚 𝐞 𝐞𝐮 𝐚𝐜𝐡𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐢𝐬𝐬𝐨 é 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐞𝐬𝐬𝐚𝐧𝐭𝐞.”

Há aqui uma leitura que vai além da carreira de Bárbara Bandeira. Vasco Sacramento olha para este projeto como uma forma de levar símbolos portugueses a um público que, muitas vezes, se relaciona com a tradição através de novas linguagens.

A urgência dos artistas jovens

Com vários nomes jovens no catálogo, Vasco Sacramento conhece bem a velocidade com que a nova geração quer construir caminho. Ao Infocul.pt, admitiu que essa energia é estimulante, mas também obriga a uma gestão muito atenta.

“𝐒𝐢𝐦, é 𝐮𝐦𝐚 𝐩𝐞𝐫𝐠𝐮𝐧𝐭𝐚 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐞𝐬𝐬𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐩𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐝𝐞 𝐟𝐚𝐜𝐭𝐨 é 𝐞𝐱𝐚𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐢𝐬𝐬𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐚𝐜𝐨𝐧𝐭𝐞𝐜𝐞. 𝐇á 𝐮𝐦𝐚 𝐮𝐫𝐠ê𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐚 𝐣𝐮𝐯𝐞𝐧𝐭𝐮𝐝𝐞 𝐭𝐫𝐚𝐳 𝐪𝐮𝐞 𝐝𝐞𝐩𝐨𝐢𝐬 𝐜𝐨𝐦 𝐚 𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞, 𝐜𝐨𝐦 𝐮𝐦𝐚 𝐜𝐞𝐫𝐭𝐚 𝐦𝐚𝐭𝐮𝐫𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐬𝐞 𝐫𝐞𝐥𝐚𝐭𝐢𝐯𝐢𝐳𝐚 𝐝𝐞 𝐨𝐮𝐭𝐫𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚 𝐞 à𝐬 𝐯𝐞𝐳𝐞𝐬 𝐚 𝐮𝐫𝐠ê𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐚𝐩𝐚𝐫𝐞𝐜𝐞 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐢𝐧𝐢𝐦𝐢𝐠𝐚 𝐝𝐚 𝐩𝐞𝐫𝐟𝐞𝐢çã𝐨 𝐞 𝐢𝐬𝐬𝐨 𝐨𝐛𝐯𝐢𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 é 𝐮𝐦 𝐝𝐞𝐬𝐚𝐟𝐢𝐨 𝐞 𝐨𝐛𝐯𝐢𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐭𝐚𝐦𝐛é𝐦 é 𝐮𝐦 𝐝𝐞𝐬𝐚𝐟𝐢𝐨 𝐪𝐮𝐞 é 𝐢𝐧𝐞𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞 à 𝐩𝐫ó𝐩𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐢𝐟𝐞𝐫𝐞𝐧ç𝐚 𝐝𝐞 𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬. 𝐄𝐮 𝐭𝐞𝐧𝐡𝐨 𝟒𝟖 𝐞 𝐚 𝐁á𝐫𝐛𝐚𝐫𝐚 𝐭𝐞𝐦 𝐦𝐞𝐭𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐚 𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞, 𝐥𝐢𝐭𝐞𝐫𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐦𝐞𝐭𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐚 𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞. 𝐄 𝐜𝐨𝐦𝐨 é 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐮 𝐠𝐢𝐫𝐨 𝐢𝐬𝐬𝐨? 𝐄𝐦 𝐩𝐫𝐢𝐦𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐥𝐮𝐠𝐚𝐫, 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐦𝐢𝐦 é 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐝𝐞𝐬𝐚𝐟𝐢𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐞 é 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐞𝐬𝐬𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐞𝐱𝐚𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐞𝐬𝐬𝐞 𝐝𝐞𝐬𝐚𝐟𝐢𝐨 𝐩𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐦𝐞 𝐨𝐛𝐫𝐢𝐠𝐚 𝐚 𝐦𝐢𝐦 𝐚 𝐩𝐞𝐫𝐦𝐚𝐧𝐞𝐜𝐞𝐫 𝐨 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐚𝐭𝐮𝐚𝐥𝐢𝐳𝐚𝐝𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐮 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐢𝐠𝐨, 𝐨 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐩𝐞𝐫𝐭𝐢𝐧𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐮 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐢𝐠𝐨 𝐞 𝐨 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐚𝐭𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐚𝐨𝐬 𝐧𝐨𝐯𝐨𝐬 𝐟𝐞𝐧ó𝐦𝐞𝐧𝐨𝐬 𝐞 à𝐬 𝐧𝐨𝐯𝐚𝐬 𝐭𝐞𝐧𝐝ê𝐧𝐜𝐢𝐚𝐬, 𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬 𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬, 𝐝𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐚𝐪𝐮𝐢𝐥𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐚 𝐦𝐢𝐦 é 𝐩𝐨𝐬𝐬í𝐯𝐞𝐥. 𝐄 𝐝𝐞𝐩𝐨𝐢𝐬 𝐩𝐨𝐫 𝐨𝐮𝐭𝐫𝐨 𝐥𝐚𝐝𝐨, 𝐫𝐞𝐜𝐨𝐫𝐫𝐨 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐞𝐪𝐮𝐢𝐩𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐮 𝐝𝐢𝐫𝐢𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐪𝐮𝐚𝐬𝐞 𝐦𝐞𝐭𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐚 𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐞𝐪𝐮𝐢𝐩𝐚 𝐞𝐬𝐭á 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐨𝐮 𝐦𝐞𝐧𝐨𝐬 𝐧𝐚 𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐟𝐚𝐢𝐱𝐚 𝐞𝐭á𝐫𝐢𝐚, 𝐬ã𝐨 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐣á 𝐞𝐬𝐭ã𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐢𝐠𝐨 𝐡á 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐞 𝐚 𝐨𝐮𝐭𝐫𝐚 𝐦𝐞𝐭𝐚𝐝𝐞 𝐬ã𝐨 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐬ã𝐨 𝐛𝐚𝐬𝐭𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐧𝐨𝐯𝐚𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐮 𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐨𝐛𝐯𝐢𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐦𝐞 𝐚𝐣𝐮𝐝𝐚𝐦 𝐚 𝐠𝐞𝐫𝐢𝐫 𝐞𝐬𝐬𝐚𝐬 𝐜𝐚𝐫𝐫𝐞𝐢𝐫𝐚𝐬 𝐝𝐨𝐬 𝐚𝐫𝐭𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐧𝐨𝐯𝐨𝐬.”

Ou seja, há uma consciência clara de que gerir carreiras jovens não é apenas acompanhar lançamentos. É também perceber ritmos, linguagens, plataformas e ambições que mudam depressa.

Entre artistas jovens e nomes consagrados

No catálogo da SET convivem artistas em fases muito diferentes. Há nomes emergentes, há figuras populares junto do público mais jovem e há também artistas com percursos já consolidados.

Questionado sobre essa gestão, Vasco Sacramento rejeita a ideia de que uns exijam mais atenção do que outros. Para o agente, os desafios são apenas diferentes.

“𝐍ã𝐨, 𝐧ã𝐨 𝐚𝐜𝐡𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞𝐣𝐚 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐢𝐦𝐩𝐨𝐫𝐭𝐚𝐧𝐭𝐞, 𝐚𝐜𝐡𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐬ã𝐨 𝐝𝐞𝐬𝐚𝐟𝐢𝐨𝐬 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐝𝐢𝐟𝐞𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐩𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐝𝐞 𝐟𝐚𝐜𝐭𝐨 𝐨𝐬 𝐨𝐛𝐣𝐞𝐭𝐢𝐯𝐨𝐬 𝐞 𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚 𝐝𝐞 𝐩𝐞𝐧𝐬𝐚𝐫 𝐞 𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚 𝐝𝐞 𝐚𝐭𝐮𝐚𝐫 𝐝𝐨𝐬 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐯𝐞𝐥𝐡𝐨𝐬 é 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐝𝐢𝐟𝐞𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐨𝐬 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐧𝐨𝐯𝐨𝐬. 𝐎𝐛𝐯𝐢𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐨𝐬 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐧𝐨𝐯𝐨𝐬 𝐭ê𝐦 𝐮𝐦𝐚 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐨𝐧𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐧𝐨𝐫𝐦𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐯𝐢𝐬𝐮𝐚𝐥, 𝐞𝐬𝐭é𝐭𝐢𝐜𝐚 𝐪𝐮𝐞 é 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐬𝐮𝐩𝐞𝐫𝐢𝐨𝐫, 𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐧𝐨𝐬 𝐝𝐢𝐬𝐜𝐨𝐬, 𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐧𝐚𝐬 𝐟𝐞𝐫𝐫𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐚𝐜𝐨𝐦𝐩𝐚𝐧𝐡𝐚𝐦 𝐨𝐬 𝐝𝐢𝐬𝐜𝐨𝐬 𝐨𝐮 𝐬𝐞𝐣𝐚 𝐟𝐨𝐭𝐨𝐬, 𝐯í𝐝𝐞𝐨𝐬, 𝐞𝐭𝐜. 𝐐𝐮𝐞𝐫 𝐭𝐚𝐦𝐛é𝐦 𝐧𝐨𝐬 𝐩𝐫ó𝐩𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐭á𝐜𝐮𝐥𝐨𝐬 𝐚𝐨 𝐯𝐢𝐯𝐨. 𝐎𝐬 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐯𝐞𝐥𝐡𝐨𝐬 𝐭ê𝐦 𝐨𝐮𝐭𝐫𝐨 𝐭𝐢𝐩𝐨 𝐝𝐞 𝐚𝐛𝐨𝐫𝐝𝐚𝐠𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞 é 𝐮𝐦𝐚 𝐚𝐛𝐨𝐫𝐝𝐚𝐠𝐞𝐦 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐭𝐫𝐚𝐝𝐢𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐢𝐠𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐚𝐬𝐬𝐢𝐦 𝐞 𝐪𝐮𝐞 é 𝐛𝐚𝐬𝐭𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐢𝐟𝐞𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞. 𝐀 𝐦𝐢𝐦 𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐦𝐞 𝐞𝐧𝐜𝐚𝐧𝐭𝐚 𝐩𝐫𝐢𝐧𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 é 𝐞𝐱𝐚𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐞𝐬𝐬𝐚 𝐩𝐨𝐬𝐬𝐢𝐛𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐚 𝐦ú𝐬𝐢𝐜𝐚 𝐦𝐞 𝐝á 𝐝𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐫 𝐞𝐦 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐚𝐜𝐭𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐚𝐬 𝐝𝐢𝐟𝐞𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐫𝐞𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬. 𝐈𝐬𝐬𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐦𝐢𝐦 é 𝐨 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐞𝐬𝐬𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐩𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐮 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐢𝐠𝐨 𝐞𝐧𝐜𝐚𝐧𝐭𝐚𝐫 𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐢𝐠𝐨 𝐦𝐞 𝐞𝐧𝐭𝐮𝐬𝐢𝐚𝐬𝐦𝐚𝐫 𝐜𝐨𝐦 𝐨 𝐀𝐧𝐭ó𝐧𝐢𝐨 𝐙𝐚𝐦𝐛𝐮𝐣𝐨 𝐨𝐮 𝐜𝐨𝐦 𝐚 𝐁á𝐫𝐛𝐚𝐫𝐚 𝐁𝐚𝐧𝐝𝐞𝐢𝐫𝐚. 𝐒ã𝐨 𝐜𝐨𝐢𝐬𝐚𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐥𝐞𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐢𝐬𝐭𝐢𝐧𝐭𝐚𝐬 𝐦𝐚𝐬 𝐞𝐮 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐢𝐠𝐨 𝐞𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚𝐫 𝐝𝐞𝐬𝐚𝐟𝐢𝐨, 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐞𝐬𝐬𝐞, 𝐩𝐞𝐫𝐭𝐢𝐧ê𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐞𝐦 𝐭𝐨𝐝𝐨𝐬 𝐨𝐬 𝐜𝐚𝐬𝐨𝐬 𝐞 𝐢𝐬𝐬𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐦𝐢𝐦 é 𝐨 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐞𝐬𝐬𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐞 é 𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐦𝐞 𝐚𝐣𝐮𝐝𝐚 𝐚pesar 𝐝𝐞𝐬𝐭𝐞𝐬 𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐭𝐨𝐝𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐦ú𝐬𝐢𝐜𝐚 𝐚 𝐦𝐚𝐧𝐭𝐞𝐫-𝐦𝐞 𝐯𝐢𝐯𝐨 𝐞 𝐚 𝐦𝐚𝐧𝐭𝐞𝐫-𝐦𝐞 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐞𝐬𝐬𝐚𝐝𝐨 𝐞𝐦 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐮𝐚𝐫 𝐧𝐞𝐬𝐭𝐚 á𝐫𝐞𝐚.”

Neste ponto, a entrevista revela muito do que é hoje a SET. Mais do que uma agência focada num só tipo de artista, é uma estrutura que vive do contraste entre universos.

Carolina Deslandes continua em digressão

Durante a conversa, houve também espaço para falar de Carolina Deslandes. A artista tem vivido uma fase marcada pela maternidade, mas Vasco Sacramento garantiu que a cantora continua ativa nos palcos.

“𝐒𝐢𝐦, 𝐚 𝐂𝐚𝐫𝐨𝐥𝐢𝐧𝐚 𝐯𝐚𝐢 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐫 𝐞𝐦 𝐝𝐢𝐠𝐫𝐞𝐬𝐬ã𝐨 𝐞𝐬𝐭𝐞 𝐚𝐧𝐨. 𝐉á 𝐞𝐬𝐭á 𝐞𝐦 𝐝𝐢𝐠𝐫𝐞𝐬𝐬ã𝐨, 𝐣á 𝐭𝐞𝐦 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐭á𝐜𝐮𝐥𝐨𝐬 𝐦𝐚𝐫𝐜𝐚𝐝𝐨𝐬, 𝐣á 𝐟𝐞𝐳 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐧𝐬 𝐞 𝐯𝐚𝐢 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐫 𝐞𝐦 𝐝𝐢𝐠𝐫𝐞𝐬𝐬ã𝐨 𝐞 𝐨𝐛𝐯𝐢𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐟𝐞𝐳 𝐮𝐦𝐚 𝐩𝐚𝐮𝐬𝐚 𝐩𝐨𝐫 𝐭𝐞𝐫 𝐬𝐚í𝐝𝐨 mãe 𝐫𝐞𝐜𝐞𝐧𝐭𝐞𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐦𝐚𝐬 𝐣á 𝐞𝐬𝐭á 𝐞𝐦 𝐩𝐚𝐥𝐜𝐨 𝐞 𝐚𝐬𝐬𝐢𝐦 𝐯𝐚𝐢 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐮𝐚𝐫.”

Festival F continua, mas com alterações

Sobre a SET – Sons em Trânsito, Vasco Sacramento falou ainda das novidades previstas e da evolução da própria estrutura. Questionado sobre o Festival F, admitiu que o projeto vai continuar, embora com mudanças.

“𝐎 𝐅𝐞𝐬𝐭𝐢𝐯𝐚𝐥 𝐅 é 𝐮𝐦 𝐚𝐬𝐬𝐮𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐞𝐥𝐢𝐜𝐚𝐝𝐨, 𝐨𝐮 𝐬𝐞𝐣𝐚, 𝐨 𝐅𝐞𝐬𝐭𝐢𝐯𝐚𝐥 𝐅 𝐯𝐚𝐢 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐮𝐚𝐫 𝐦𝐚𝐬 𝐯𝐚𝐢 𝐡𝐚𝐯𝐞𝐫 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐦𝐚𝐬 𝐚𝐥𝐭𝐞𝐫𝐚çõ𝐞𝐬 𝐦𝐚𝐬 𝐚 𝐬𝐞𝐮 𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨 𝐬𝐞𝐫ã𝐨 𝐝𝐢𝐯𝐮𝐥𝐠𝐚𝐝𝐚𝐬. 𝐌𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐬𝐭𝐨, 𝐚 𝐚𝐭𝐢𝐯𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐯𝐚𝐢 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐮𝐚𝐫 𝐚𝐧𝐮𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞, 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐚 𝐚𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚𝐫 𝐞𝐦 𝐜𝐚𝐝𝐚 𝐯𝐞𝐳 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐜𝐨𝐢𝐬𝐚𝐬. 𝐍ó𝐬 𝐜𝐚𝐝𝐚 𝐯𝐞𝐳 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐬𝐨𝐦𝐨𝐬 𝐧ã𝐨 𝐚𝐩𝐞𝐧𝐚𝐬 𝐮𝐦𝐚 𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞𝐬𝐚 𝐦𝐚𝐬 𝐮𝐦 𝐠𝐫𝐮𝐩𝐨, 𝐧𝐨 𝐬𝐞𝐧𝐭𝐢𝐝𝐨 𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐭𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐣á 𝐭𝐫ê𝐬 𝐦𝐚𝐫𝐜𝐚𝐬 𝐥𝐚𝐧ç𝐚𝐝𝐚𝐬, 𝐚 SET, 𝐚 Oitto 𝐞 𝐚 Quinze 𝐞 𝐞𝐬𝐬𝐞 é 𝐨 𝐨𝐛𝐣𝐞𝐭𝐢𝐯𝐨, é 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐮𝐚𝐫 𝐚 𝐝𝐢𝐯𝐞𝐫𝐬𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚𝐫 𝐚 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐚 𝐨𝐟𝐞𝐫𝐭𝐚, 𝐚𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚𝐫 𝐞𝐦 𝐜𝐨𝐢𝐬𝐚𝐬 𝐝𝐢𝐟𝐞𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐞 𝐚𝐬𝐬𝐢𝐦 𝐩𝐞𝐫𝐦𝐚𝐧𝐞𝐜𝐞𝐫𝐦𝐨𝐬 𝐨 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐚𝐜𝐮𝐭𝐢𝐥𝐚𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐞 𝐨 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐢𝐧â𝐦𝐢𝐜𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞𝐣𝐚 𝐩𝐨𝐬𝐬í𝐯𝐞𝐥.”

Portanto, a SET prepara-se para continuar a crescer como grupo, diversificando áreas e marcas. Sem fechar já todas as novidades, Vasco Sacramento deixa perceber uma estratégia de expansão sustentada.

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Rui Lavrador
Rui Lavradorhttp://www.infocul.pt
Jornalista e Director Infocul.pt

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