Cláudio Ramos pesa a comida: “É uma loucura que já estou a achar normal”

Cláudio Ramos pesa a comida: “É uma loucura que já estou a achar normal”, assinalou através das redes sociais.

Este domingo à tarde, Cláudio Ramos recorreu às redes sociais para partilhar uma profunda e poética reflexão sobre si próprio, os seus pensamentos e as sensações que o verão lhe desperta. Numa publicação feita no Instagram, o apresentador da TVI revelou-se mais introspectivo e deixou aos seguidores um texto que mistura leveza com inquietação.

Desde logo, começou por pintar uma imagem veranil: “A esta hora tinha o corpo quente do sol. A propósito, agora que vejo bem, os óculos estão tortos. Não sei se gosto muito de me ver com eles. Há qualquer coisa que não encaixa, tenho que pensar nisso…”

Com a habitual frontalidade emocional, Cláudio sublinhou o impacto de pensar demasiado: “Eu sou dos que pensa muito e isso, além de lixar a cabeça, deixa-me cheio de amolgadelas, o que é uma chatice porque não sou bate-chapas e tenho que resistir. E resisti, resisto cheio de dúvidas…”

Depois, recorreu à natureza do Alentejo para metaforizar os contrastes que sente interiormente: “Se por um lado o calor que faz no Alentejo deixa florescer coisas novas, por outro mata as papoilas que não resistem aos raios de sol.”

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Cláudio continuou a refletir sobre os paradoxos do quotidiano e os pequenos detalhes que lhe despertam questões maiores: “Se me vejo ao espelho com uma camisa que me parece branca, quando olho para ela sugere-me azul claro. Se não gosto de meias pretas, porque insisto em usar? Alguma explicação terá! Eu acho que tudo tem explicação.”

Ainda no campo das referências culturais, destacou a recente leitura de uma obra nacional: “A Ana Markl lançou um livro que nos obriga a olhar para o que fomos, principalmente se forem daqueles que — como eu — escreveu a vida toda diários e caderninhos. Está um livro bonito que pode explicar muita coisa.”

Contudo, revelou uma hesitação literária com uma obra que ainda não conseguiu iniciar: “Estou há um ano para ler ‘Quando as Montanhas Cantam’, mas ainda não comecei. Há qualquer coisa que me diz que vou passar por um lugar que não quero e fico na dúvida se o leio ou não.”

Mais adiante, partilhou um gesto simbólico: levou para o Alentejo uma tela que lhe foi oferecida e que, mesmo sendo especial, não sabia onde colocar. “É bonita, merecia melhor lugar e até ontem tive dúvidas de onde a coloraria. Um dia, alguém olhará para ela e pensará alguma coisa sobre quem está ali pintado, eu sei que é uma parvoíce pensar nisso, mas penso.”

Mesmo nos momentos mais simples, como ao ponderar a sua alimentação, encontra espaço para divagar: “Pensei se batata-doce fará o mesmo efeito que os 200 gramas de arroz que tenho que comer todos os dias. Nunca achei que fosse pesar comida. É uma loucura que já estou a achar normal.”

E, como tantos outros, confessa o fascínio constante com o pôr do sol: “Acho normal ficar deslumbrado com as cores ao final da tarde cada vez que o sol se vai embora, mesmo que demore a ir.”

Por fim, termina com uma nota leve e simpática, antecipando o reencontro com os telespectadores: “Nestas últimas horas passei vários momentos entre o sol, a sombra e dentro de água que aí sou obrigado a refrescar a cabeça… que às vezes de tanto pensar fica lixada! Já nos vemos na Gala 😉”

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