Anjos sobre possível recurso em tribunal: “vai ser discutida pela nossa equipa jurídica”

Anjos sobre possível recurso em tribunal: “vai ser discutida pela nossa equipa jurídica”, referiram ontem na TVI.

O tribunal deu razão a Joana Marques no processo movido pelos Anjos, que exigiam mais de um milhão de euros pela sátira ao vídeo onde interpretavam o hino nacional.


Anjos comentam decisão em direto na TVI

Em entrevista ao Jornal Nacional da TVI, os irmãos abordaram a polémica e refletiram sobre o impacto do episódio. Nelson começou por afirmar: “Valeu a pena, valeu, porque voltaremos a fazer exatamente aquilo que fizemos, por várias razões.”

O músico sublinhou ainda que nunca sentiram qualquer intenção de limitar o humor ou condicionar críticas: “Nós nunca nos sentimos ofendidos por qualquer tipo de piada. Aliás, seria piada sentirmo-nos ofendidos por uma piada. Não fizemos nenhum ataque ou condicionámos sequer a liberdade de expressão, porque nós somos liberdade de expressão.”


Vídeo manipulado e impacto real

Os Anjos referiram que o problema surgiu devido a um vídeo editado: “O que nós ficámos, efetivamente, foi prejudicados por um vídeo que foi editado. Isso é factual. Aliás, na sentença, naquilo que me comunicaram, esteve lá plasmado.”

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No entanto, a juíza rejeitou os pedidos da dupla e afirmou que impor “auto-censura preventiva” a Joana Marques seria “fatal para a liberdade de expressão”.

Sérgio Rosado acrescentou: “Isto nunca foi um ataque à liberdade de expressão, como o Nelson disse. Quem nos conhece há mais de 26 anos sabe que ninguém queria estar neste local, a falar sobre este processo. Queríamos, sim, estar aqui a falar do futuro dos Anjos, daquilo que queremos fazer, e não do que aconteceu.”


Danos concretos e possíveis desdobramentos

Apesar da absolvição, os músicos admitiram que o episódio teve consequências: “Esse vídeo provocou danos a nós, e não só a nós. A uma equipa de 28 pessoas, que também foram afetadas, perderam contratos, perderam patrocínios. Isto não é abstrato, não são só palavras.”

Sobre a possibilidade de recorrer da decisão, Nelson deixou a porta aberta: “Isto tem que ser analisado entre nós, a nossa família, as nossas equipas e as outras duas empresas que também são autoras do processo. Houve cancelamento de contratos de trabalho, de patrocínios, e isso foi dito em tribunal. Essa decisão [do recurso] vai ser discutida pela nossa equipa jurídica. Se decidirmos que sim, estaremos a exercer um direito que nos compete e que nos assiste.”

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