Francisco Pinto Balsemão falou sobre a morte em 2021: ‘Penso que há de chegar, é inevitável’, assinalou na SIC.
Uma entrevista marcante no “Alta Definição”
Em 2021, Francisco Pinto Balsemão concedeu uma entrevista íntima e reveladora a Daniel Oliveira, no programa “Alta Definição”, transmitido pela SIC. A conversa, que se tornou um registo emocional e agora ganha novo significado após a sua morte, mostrou o lado mais humano e ponderado do fundador da estação e do semanário Expresso.
Durante o diálogo, Daniel Oliveira perguntou-lhe se pensava com frequência na morte — e a resposta de Balsemão ficou na memória dos espectadores.
“[Morte?] Penso que há de chegar, é inevitável. Mas não vivo apavorado com isso,” afirmou com serenidade.
Um olhar tranquilo sobre a finitude
Mais à frente na entrevista, o jornalista e empresário foi novamente questionado sobre se o pensamento da morte se tornava mais presente quando algum amigo partia. A resposta revelou a sua forma pragmática e emocionalmente equilibrada de encarar a vida.
“Quando os amigos vão partindo, alimento a falta que me vão fazer e os momentos que vivemos juntos, mas não digo que sou o próximo. Não sou muito trágico nessas coisas,” assegurou.
Estas palavras, ditas há três anos, refletem a lucidez e a tranquilidade com que Balsemão enfrentava temas delicados — mesmo aqueles que muitos preferem evitar.
Um homem de várias dimensões
Além de ser uma das figuras mais marcantes da comunicação social portuguesa, Francisco Pinto Balsemão foi também advogado, jornalista e fundador do PPD-PSD. Ao longo da vida, destacou-se como um dos grandes impulsionadores da liberdade de imprensa e da televisão privada em Portugal.
O seu percurso notável deixou uma marca profunda no país — não apenas pela carreira política e empresarial, mas também pela forma ética e ponderada com que viveu.
Um legado que permanece
As palavras de Francisco Pinto Balsemão no “Alta Definição” revelam um homem que aceitou a inevitabilidade da vida com serenidade e consciência. O seu contributo para o jornalismo, para a política e para a cultura portuguesa ficará gravado na história.
Hoje, essas declarações ecoam com ainda maior significado, simbolizando a postura de um homem que, até ao fim, manteve a clareza e o equilíbrio que sempre o definiram.
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