Helena Sacadura Cabral presta sentida homenagem a Francisco Pinto Balsemão: “Deixou uma marca indelével na democracia portuguesa”, disse.
Escritora recorda o fundador da SIC e do Expresso com emoção e gratidão
A morte de Francisco Pinto Balsemão, aos 88 anos, no passado 21 de outubro de 2025, gerou várias reações públicas de figuras marcantes da vida portuguesa. Entre elas, destacou-se a de Helena Sacadura Cabral, que partilhou nas redes sociais uma mensagem emocionada de despedida ao fundador da SIC e do Expresso.
“A notícia da sua morte deixou-me muito triste”
Num texto intitulado A Dor e o Luto, Helena Sacadura Cabral começou por expressar a sua tristeza pela perda do antigo primeiro-ministro. “A notícia da morte de Francisco Pinto Balsemão, aos 88 anos, em Lisboa, no dia 21 de outubro de 2025, deixou-me muito triste.”
A escritora recordou ainda o papel decisivo de Balsemão na sua própria carreira televisiva. “Para mim, que me estreei no programa Segredos, seis dias após a abertura da nova televisão, este será o mais direto e tocante aspeto da sua vida.”
“O lançamento da SIC abriu novas vias para a televisão em Portugal”
Helena sublinhou o impacto que o empresário teve no panorama audiovisual português. “De facto, o lançamento do canal em 1992 abriria novas vias para a televisão, desta vez privada, em Portugal.”
Recordando a trajetória multifacetada de Balsemão, destacou-o como “uma figura central na política portuguesa”, lembrando o seu percurso como deputado da Ala Liberal, fundador do PPD e primeiro-ministro entre 1981 e 1983.
Além disso, sublinhou o seu contributo duradouro no mundo dos media: “Tornar-se-ia ainda mais influente na área dos media, quando decidiu fundar o jornal Expresso e o canal privado SIC.”
“Deixou uma marca indelével nos media e na democracia portuguesa”
Apesar de reconhecer que nem sempre concordou com algumas opções editoriais, Helena Sacadura Cabral fez questão de valorizar o legado do empresário e político. “Embora nem sempre tivesse apreciado facetas do entretenimento e da informação prestadas até hoje, é inegável o seu legado que, aliás, se deixa ver nos muitos momentos de televisão e de cultura popular em Portugal.”
Por fim, a escritora prestou uma homenagem sentida: “Neste momento a minha tristeza é uma forma de homenagem a um homem que deixou uma marca indelével nos media, na democracia portuguesa e nos muitos que, como eu, trabalharam ou se estrearam sob o seu impulso.”
“Que descanse em paz”
Helena encerrou a mensagem com um agradecimento pessoal dirigido à família de Francisco Pinto Balsemão: “À viúva e aos seus filhos, as últimas palavras de agradecimento, pelo que, em vida, pessoal e profissionalmente, Francisco Balsemão me proporcionou. Que descanse em paz.”
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