Pedro Chagas Freitas surpreende seguidores e confessa: ‘Nunca terei uma mansão — preciso de casas pequenas’, disse.
Escritor reflete sobre intimidade, empatia e o verdadeiro significado de “ter uma casa”
Pedro Chagas Freitas voltou a emocionar e a fazer pensar com uma das reflexões partilhadas nas suas redes sociais. O autor, conhecido pelo estilo poético e profundamente humano, falou sobre a relação entre o espaço onde se vive e a forma como se vive — e deixou claro que luxo, para ele, não é sinónimo de metros quadrados.
Logo no início da publicação, assumiu de forma desarmante:
“Acho que nunca terei uma mansão, acho que nunca viverei numa casa gigante. Posso ter todo o dinheiro do mundo, mas parece-me que nunca viverei numa casa gigante.”
“A casa pequena junta”
Ao longo do texto, Pedro Chagas Freitas explicou porque este tipo de casa — simples, próxima e reduzida — faz mais sentido na sua vida e no seu modo de estar:
“Gosto de casas pequenas. Preciso de casas pequenas. A casa pequena junta, ensina a partilhar, permite o espaço pessoal sem permitir a frieza.”
Segundo o escritor, viver num local compacto é uma aprendizagem diária, uma espécie de exercício permanente de empatia e humanidade:
“A casa pequena é uma lição todos os dias, dá-nos o respeito pela intimidade do outro, dá-nos a capacidade de sentir as necessidades do outro no meio das nossas, a individualidade do outro no meio da minha.”
A proximidade com o filho reforça a escolha
Depois, num dos momentos mais pessoais da reflexão, o autor revelou como esta forma de viver se manifesta na relação com o filho:
“Sinto-o com o meu filho, todos os dias. Quer sentir-me perto, quer o escritório perto da sala, dentro da sala, se possível. Não quer a distância, os metros por fora que ajudam a cavar metros por dentro.”
Para Pedro Chagas Freitas, as casas grandes criam barreiras invisíveis e alimentam distâncias emocionais:
“As casas grandes criam espaços vazios a mais, caminhadas grandes de mais entre as palavras de um e as palavras do outro.”
“A casa grande desobriga, afasta”
Numa crítica direta ao estilo de vida que valoriza o excesso de espaço, o escritor destacou:
“A casa grande permite mais individualismo; no limite, a casa grande permite mais egoísmo: vemo-nos sozinhos vezes a mais, vamo-nos acomodando no espaço solitário de nós mesmos.”
E completou com uma frase que resume o seu pensamento:
“A casa grande não obriga a adaptação, não obriga a desenvolver empatia, não obriga a humanidade permanente. A casa grande desobriga, afasta.”
“Quero um perímetro de amor”
A reflexão termina exatamente como começa: reafirmando convicções. Só que desta vez com ainda mais profundidade e intenção:
“Acho que nunca terei uma mansão, acho que nunca viverei numa casa gigante. A proximidade precisa de um lado prático, medido em metros. Não quero um perímetro de segurança; quero um perímetro de amor.”
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