Declaração de Cristina Ferreira no Sri Lanka gera polémica sobre legado colonial português

Declaração de Cristina Ferreira no Sri Lanka gera polémica sobre legado colonial português, com fortes críticas.

Publicação junto a forte histórico provoca críticas nas redes sociais

Durante uma viagem de férias ao Sri Lanka, Cristina Ferreira voltou a estar no centro da polémica. A diretora da estação de Queluz de Baixo encontra-se no país asiático acompanhada pelo namorado, João Monteiro.

No entanto, uma publicação feita nas redes sociais, durante uma visita ao Forte de Galle, rapidamente gerou contestação. O local foi construído no século XVI, durante a presença portuguesa no então Ceilão.

Elogio à presença portuguesa desencadeia reação negativa

Na referida ‘story’, Cristina Ferreira destacou o papel histórico de Portugal na região. Contudo, a mensagem foi interpretada por muitos como uma leitura favorável do período colonial.

A apresentadora escreveu:

“Só para avisar que foram os portugueses que construíram isto. A presença portuguesa está em todo lado. É incrível como durante centenas de anos fomos realmente um povo que fez história. Éramos ousados, atrevidos, curiosos. Gostava de saber onde se perdeu essa ‘herança'”

Rapidamente, a publicação passou a ser alvo de críticas, sobretudo pela forma como o passado colonial foi enaltecido.

Críticas multiplicam-se nas redes sociais

Entretanto, na rede social X, vários utilizadores reagiram de forma contundente. Um internauta apelidou a apresentadora de “rainha do colonialismo”, enquanto outra publicação afirmava:

“A pior coisa que a Cristina diz é sempre a próxima.”

Também no Instagram, a contestação se fez sentir. Numa outra partilha, onde Cristina Ferreira referiu apreciar a “arquitetura colonial”, surgiram comentários a alertar para os impactos negativos da ocupação portuguesa nas populações locais.

Bruno Almeida junta-se às críticas públicas

Além disso, Bruno Almeida, ex-participante do Big Brother 2021, foi uma das vozes mais duras contra a postura da apresentadora. O comentador associou a polémica a críticas mais amplas sobre a realidade da TVI.

Na sua reação, escreveu:

“Também considero que trabalho escravo é, no mínimo, de muita ousadia, mas os ordenados e as contrapartidas que se praticam na TVI com o comum dos mortais, não estão muito longe disso.”

Pouco depois, acrescentou ainda:

“Portanto, não estou a perceber onde é que está a diferença. Sempre se pode meter os concorrentes de ‘reality’ a construir fortes e castelos para ficar mais igual… Fica a ideia!”

Debate sobre memória histórica volta à agenda pública

Por fim, a polémica reacendeu o debate em torno da forma como o passado colonial é abordado no espaço público. A publicação de Cristina Ferreira, feita em contexto de lazer, acabou por gerar uma discussão mais ampla sobre memória histórica, responsabilidade social e comunicação pública.

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