Joaquim Monchique relata momento em que sofreu AVC após espetáculo em Bragança, em conversa com Júlia Pinheiro.
Ator quebra silêncio e descreve sinais sentidos nos bastidores
Entretanto, Joaquim Monchique falou pela primeira vez em televisão sobre o AVC que sofreu a 20 de dezembro, minutos após o espetáculo Lar Doce Lar, no Teatro Municipal de Bragança.
O ator esteve no programa Júlia, onde explicou com detalhe o que sentiu antes e depois de subir ao palco.
Mal-estar começou antes do espetáculo
Antes de mais, Joaquim Monchique revelou que já não se sentia bem ainda antes da atuação, embora tenha conseguido completar o espetáculo. O artista contou:
“Eu vim para o camarim e eu senti-me mal. Eu não sei explicar, é um sentir mal… até me levantei e fiz uns alongamentos.”
Apesar do desconforto inicial, decidiu avançar:
“Passei. Eu fiz o espetáculo nesse ritmo alucinante.”
Durante a peça, contracenada apenas com Maria Rueff, surgiram sinais que hoje reconhece como alertas.
Dificuldade na fala gerou alarme imediato
Já depois da sessão, o ator percebeu que algo não estava bem. Joaquim Monchique descreveu o momento em que tentou pedir ajuda:
“Tento chamar o meu produtor e não conseguia articular, fiz um som, assustei-me.”
De seguida, percebeu uma limitação física clara:
“Pego numa garrafa de água e a água escorre toda pela boca porque o músculo não aciona, aí é que eu me assustei.”
Foi Maria Rueff quem deu o alerta imediato:
“A Maria passa, olha para mim, e ela conhece-me muito bem, aí ela disse logo ‘estás a enfartar’.”
Resposta rápida foi decisiva
Após o pedido de ajuda, o socorro foi acionado de imediato. O ator destacou a eficácia do apoio recebido:
“Chamaram o INEM. Foi uma rapidez incrível.”
Já no hospital, Joaquim Monchique recordou o acompanhamento médico:
“Em Bragança, apanhei uma médica espanhola maravilhosa, fiquei lá essa noite, no outro dia de manhã já falava bem.”
Diagnóstico e agradecimento à equipa médica
Mais tarde, os médicos esclareceram a situação clínica. O ator explicou:
“Foi mesmo um AVC, só que foi pequenino.”
Apesar do susto, reconheceu a sorte que teve:
“Foi um susto grande que eu tive (…), eu tive uma sorte extraordinária.”
Assim, Joaquim Monchique deixou também uma palavra de gratidão a todos os profissionais de saúde envolvidos, sublinhando que a rapidez de intervenção foi determinante para a sua recuperação.
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