20 anos depois da ‘1.ª Companhia’: Telmo Ferreira recorda vitória inesperada e Romana fala em experiência “duríssima”

20 anos depois da ‘1.ª Companhia’: Telmo Ferreira recorda vitória inesperada e Romana fala em experiência “duríssima” no programa.

A primeira edição da ‘1.ª Companhia’, transmitida em 2005, marcou a história dos reality shows em Portugal. Duas décadas depois, os protagonistas continuam a recordar a experiência como um dos capítulos mais intensos da televisão nacional.

O vencedor dessa edição foi Telmo Ferreira, antigo paraquedista e ex-concorrente do Big Brother. Em declarações à TV Guia, o bombeiro de Leiria assumiu que não esperava sair triunfador.

Vitória inesperada em 2005

Apesar da preparação militar, Telmo Ferreira acreditava que o prémio iria para outro concorrente.

“Achava que ia ganhar uma pessoa que não tinha nada a ver com a vida militar, como era o meu caso. Embora eu estivesse bem preparado, tinha a certeza de que a Diana (Chaves) era quem levava o prémio (25 mil euros). Ou a Valentina (Torres). Mas, inesperadamente, fui eu”, confessou.

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Assim, o ex-concorrente admite que a decisão final o surpreendeu.

Ainda assim, o balanço mantém-se positivo: “Recordo a Primeira Companhia com carinho aqueles dias. Foi divertido, embora eu acredite que tenha sido duro para outros”, acrescentou.

Romana: “Sofri imenso. Foi muito duro”

Entre os que sentiram o peso da disciplina esteve Romana. Com 24 anos na altura, a artista revelou que o choque com o regime militar foi intenso.

“Sofri imenso. Foi muito duro. Tinha 24 anos, era uma miúda e, de repente, ter de me sacrificar pelos outros e viver naquele regime, eu que desafiava a autoridade por tudo e por nada, foi duro. Tanto é que só lá aguentei um mês”, recordou.

Deste modo, Romana assumiu que a adaptação à exigência foi particularmente difícil.

Figuras “fora da caixa” marcaram a edição

Por outro lado, a edição ficou também marcada por momentos de entretenimento protagonizados por José Castelo Branco e Alexandre Frota.

Romana descreveu essa convivência como um “show diário”. Telmo Ferreira concordou e destacou a importância dessas figuras no formato.

“O Zé quebrava a paciência a qualquer um. Mas era divertido com aquilo tudo… Um bocadinho como o Filipe Delgado. E a verdade é que os programas de televisão precisam mesmo disso. De momentos divertidos, de figuras fora da caixa”, afirmou.

Assim, sublinhou que o entretenimento também faz parte da essência destes programas.

Rigor militar “mais leve” na nova versão?

Atualmente, ao acompanharem a nova edição do formato, ambos consideram que o grau de exigência poderá ter diminuído.

Telmo Ferreira foi direto: “Desta vez aquilo é mais fácil. Se calhar é porque não estou lá. Mas parece-me que os instrutores não são tão rigorosos como eram connosco”, afirmou.

Romana concordou e recordou a dureza da primeira edição: “Ele tem toda a razão. Aquilo era duríssimo. Agora acho que não tem nada a ver. Eu bastava errar coisa básica e lá vinham as flexões”, concluiu.

Dessa forma, 20 anos depois, a ‘1.ª Companhia’ continua a gerar comparação entre passado e presente, mantendo-se como uma das experiências mais marcantes da televisão portuguesa.

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