José Castelo Branco ausente no arranque do julgamento: saúde de Betty e críticas televisivas marcam o dia

José Castelo Branco ausente no arranque do julgamento: saúde de Betty e críticas televisivas marcam o dia do arranque.

O arranque do julgamento de José Castelo Branco, acusado de violência doméstica contra Betty Grafstein, marcou esta quinta-feira, 25 de junho, a actualidade televisiva.

A ausência física do arguido no tribunal gerou debate no “V+ Fama”, enquanto os advogados das duas partes falaram aos jornalistas sobre os primeiros momentos do processo. Já José Castelo Branco reagiu, em declarações ao site Dioguinho, às críticas feitas noutros programas.

Videoconferência gerou discussão no “V+ Fama”

No “V+ Fama”, António Leal e Silva explicou que a defesa de José Castelo Branco requereu a participação por videoconferência. A intenção terá sido evitar uma deslocação de Nova Iorque, uma vez que Betty Grafstein também não estaria presente.

Cláudia Jacques desvalorizou as críticas feitas noutros canais e defendeu que a lei está a ser cumprida.

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A comentadora afirmou: “O certo é que ele vai ser ouvido por videoconferência, portanto o facto de não estar fisicamente presente na audiência não impede que ele esteja efetivamente presente através de uma videoconferência.”

Além disso, Cláudia Jacques adiantou que a sessão decorre à porta fechada, por decisão do juiz, limitando o acesso da imprensa.

A comentadora acrescentou: “Hoje vai ficar tudo decidido porque são oito sessões e vão durar até ao dia 23 de outubro, portanto é um longo processo agora que inicia hoje.”

Marta Aragão Pinto pede foco no julgamento

Entretanto, Marta Aragão Pinto tentou recentrar a discussão no processo judicial. Para a comentadora, a presença física ou por videoconferência não deve desviar atenções do essencial.

Nesse sentido, defendeu: “Quer dizer, de repente o foco deixou de ser o julgamento, mas é se o José vai estar presencialmente ou não. Não é isso que interessa.”

Depois, apelou a que o tribunal trabalhe sem especulações acessórias.

Marta Aragão Pinto rematou: “Não transformem o tema do Zé não estar presente em tribunal numa coisa que não é. Quer dizer, ele vai ser ouvido e eu acho que é isto que o António está a dizer. Estão a ser recolhidas todas as testemunhas e provas para no final haver uma decisão. É esse o foco que nós todos temos que ter.”

Advogado explica silêncio de José Castelo Branco

À porta do tribunal, o advogado de José Castelo Branco justificou a decisão do arguido de não prestar declarações nesta fase inicial.

O representante legal sublinhou que essa opção é um direito processual.

Assim, explicou: “Já é um direito dele, enquanto arguido, e, portanto, prestará ou não declarações conforme o desenvolvimento do processo, conforme a prova que há de ser produzida.”

O advogado destacou ainda que Betty Grafstein não terá prestado declarações perante autoridade judiciária.

Nas suas palavras: “A verdade é que até ao dia de hoje, a vítima nunca prestou declarações perante uma autoridade judiciária. Portanto, nós não sabemos o que é que a vítima tem para dizer.”

Estado de saúde de Betty Grafstein preocupa

Durante as declarações aos jornalistas, o advogado de José Castelo Branco foi também questionado sobre o agravamento do estado de saúde de Betty Grafstein.

O representante legal admitiu que o arguido ficou afectado ao receber essa informação.

O advogado relatou: “Para já eu percebi que ele ficou preocupado, vi até o semblante dele mudar quando obteve a informação que o estado de saúde da ainda mulher se tinha agravado.”

Do lado de Betty Grafstein, a advogada explicou que a norte-americana não será ouvida de imediato por indicação médica. Ainda assim, mostrou expectativa de que venha a falar no processo.

A representante afirmou: “Nós temos mesmo expectativas que ela fale, porque será muito importante para a descoberta da verdade.”

Sobre o estado clínico da joalheira, recusou avançar pormenores.

Ainda assim, esclareceu: “Nós não vamos comentar o estado de saúde dela. Aliás, ela está a ser acompanhada pela equipa médica e foi o entendimento da equipa médica que neste momento a prestação de declarações em tribunal poderia ser prejudicial para a saúde dela.”

António Leal e Silva exalta-se em directo

No “V+ Fama”, António Leal e Silva não escondeu a indignação ao falar sobre violência doméstica. O comentador, amigo de ambas as partes há várias décadas, recusou qualquer leitura de desculpabilização.

Visivelmente incomodado, afirmou: “Vamos deixar a Justiça atuar. Se o Zé for condenado e tiver cometido o crime, é muito bem condenado. Violência doméstica não tem perdão e estou a falar neste tom porque isto enerva-me. Violência doméstica é um crime e é um crime hediondo. Leiam nos meus lábios.”

Depois, respondeu a quem o acusa de defender José Castelo Branco por amizade.

António Leal e Silva declarou: “Não defendo gente que pratica violência doméstica. É nojento. Dizem que eu defendo não sei quê, não sei quê. Quem tem de defender é o juiz.”

A fechar a intervenção, explicou a emoção com que abordou o tema.

O comentador rematou: “Custa! Quem não se sente não é filho de boa gente e eu realmente tenho bons princípios.”

José Castelo Branco reage ao site Dioguinho

Depois de entrar por videoconferência no tribunal, José Castelo Branco reagiu às críticas feitas noutros programas em declarações ao site Dioguinho.

De acordo com o mesmo site, o marchand d’art passou vários dias a antibiótico devido a uma infecção pulmonar e terá recebido autorização médica para viajar. José Castelo Branco disse que iria embarcar para Miami em trabalho e assistir ao jogo de Portugal com a Colômbia.

Sobre essa deslocação, afirmou ao Dioguinho: “Por isso, essas bichas que esperneiem, coitadas, não têm protagonismo…”

Depois, falou sobre a manhã da audiência inicial.

José Castelo Branco contou: “Ainda não eram cinco da manhã quando entrei por telemóvel no tribunal e vou agora preparar tudo para a viagem de trabalho.”

Nas mesmas declarações, explicou que viajaria para representar a clínica dentária para a qual trabalha numa série de reuniões em Miami.

Críticas de Hernâni Carvalho e da “Passadeira Vermelha” não ficaram sem resposta

José Castelo Branco reagiu ainda a declarações de Hernâni Carvalho, feitas no “Casa Feliz”, da SIC. O comentador tinha dito que o ainda marido de Betty “fazia chichi no Quénia e cocó na Conchichina”, acusando-o de estar distante da justiça portuguesa.

O marchand d’art respondeu também aos comentários de Joana Latino e David Motta no “Passadeira Vermelha”, referindo que o programa “está alinhado com o senhor Guerreiro”.

Ao site Dioguinho, José Castelo Branco rematou: “Eles querem destaque mas eu não lhes dou importância. Deixe falar essa gentuça, a ladra que aproveite estar no programa contratado para falar mal de mim.”

Assim, o primeiro dia do julgamento ficou marcado por três frentes: a ausência física de José Castelo Branco, o estado de saúde de Betty Grafstein e a forte discussão mediática em torno do caso.

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