Reportagem do Now expõe promoção de casinos ilegais por influenciadores e ex-concorrentes de reality shows

Reportagem do Now expõe promoção de casinos ilegais por influenciadores e ex-concorrentes de reality shows e causa polémica nas redes sociais.

Investigação do ‘Repórter Sábado’ levanta suspeitas sobre plataformas não licenciadas em Portugal

No passado sábado, 28 de fevereiro, o canal Now exibiu a primeira parte de uma reportagem que está a gerar forte polémica. A investigação, transmitida no programa ‘Repórter Sábado’ e assinada por Cláudia Rosenbusch, coloca o foco na promoção de casinos ilegais por influenciadores digitais e antigos participantes de reality shows.

Desde logo, o trabalho televisivo aponta nomes conhecidos do público. Entre os influenciadores mencionados estão Numeiro e Alexandre Santos. Já no universo dos reality shows surgem Catarina Miranda, Francisco Monteiro, Bernardina Brito, Liliana Oliveira, Fábio Pereira, Sandrina Pratas e Bruno Savate.

“Um mercado sem controlo” e acessível a menores

De acordo com o Now, o cenário descrito é preocupante. A reportagem caracteriza estas plataformas como “um mercado sem controlo”. Além disso, é referido que até “uma criança pode abrir facilmente uma conta”.

Por outro lado, um dos problemas apontados prende-se com a dificuldade em levantar prémios. Segundo o canal, há situações em que os clientes não conseguem aceder aos valores ganhos.

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Entretanto, o advogado Pedro Proença comentou o caso após a emissão da reportagem. O jurista sublinhou que os casinos divulgados são ilegais e que esta prática configura um “crime”.

Importa recordar que as plataformas devidamente autorizadas podem ser consultadas junto do Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ), entidade responsável por licenciar a exploração de jogos e apostas online em Portugal.

Liliana Oliveira reage e responde a críticas

Paralelamente à exibição da reportagem, o tema incendiou as redes sociais. Liliana Oliveira, mencionada na investigação, utilizou o Instagram para reagir a uma publicação de Pedro Jorge.

O vencedor do ‘Secret Story 9’ escreveu nos stories: “Vamos lá hoje ver se estes artistas comentam também esta situação… estou curioso para ver qual a opinião”.

Perante a provocação, Liliana respondeu através de vários vídeos. Num deles afirmou: “Vi agora a história do Pedro e eu acho mesmo muito engraçado. O Pedro já na casa tinha era muito paleio e incoerência era a palavra do meio do nome dele”.

Além disso, deixou uma acusação direta: “A realidade é que ele só não aparece na [reportagem] porque o valor que ele pediu era tão alto, mas tão alto, por ser tão ganancioso, que foi recusado pelos próprios. Acho muita piada”.

A finalista do ‘Secret Story 9’ revelou ainda alegados “gostos” de Pedro Jorge em fotografias antigas e partilhou prints. Por fim, insinuou existirem “coisas que aconteceram depois da casa”, sem adiantar detalhes.

Ex-concorrentes aplaudem investigação

Entretanto, a jornalista Ana Leal também anunciou a investigação nas redes sociais, o que motivou várias reações públicas.

Bruna Basto foi uma das vozes a manifestar apoio. Escreveu: “Os ‘valores e princípios’ não são atributos que dizemos que temos, são demonstrados através de ações e também não são negociáveis quando nos abanam dinheiro, são intrínsecos!”.

Já Joana Pinheiro destacou o impacto das escolhas individuais: “Porque a felicidade de uns não tem de ser a tristeza de outros. Partilhas que podem acabar com vidas de pessoas que gostam de nós! Obrigada pela partilha de informação hoje e sempre, basta de burlas”.

Também Dylan Fonte reagiu à promoção da reportagem, afirmando: “Finalmente alguém que vai expor esta situação vergonhosa”.

Um caso que promete novos desenvolvimentos

Assim, a reportagem do Now abriu um debate sobre a responsabilidade de figuras públicas na promoção de plataformas online. Sobretudo, trouxe para o centro da discussão a legalidade dos casinos divulgados e o impacto dessa divulgação junto do público.

Durante o fim de semana, o tema promete continuar a marcar a atualidade. E, à medida que novas partes da investigação forem emitidas, o escrutínio público deverá intensificar-se.

As plataformas licenciadas em portugal podem ser consultadas AQUI.

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