Onda de calor de maio foi a segunda mais longa registada em Portugal continental

Onda de calor de maio foi a segunda mais longa registada em Portugal continental, revelou o IPMA.

A onda de calor que atingiu Portugal continental em maio foi uma das mais intensas desde que há registos. Segundo o boletim climatológico mensal do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, divulgado esta terça-feira, o episódio foi o segundo mais longo e o segundo com maior magnitude.

O fenómeno começou a 20 de maio e prolongou-se por 9,5 dias. Só uma onda de calor registada em 1964 teve maior duração, com 9,7 dias.

Calor começou no Alentejo e Vale do Tejo

De acordo com o resumo do boletim do IPMA, a onda de calor começou nas regiões do Alentejo e Vale do Tejo. Depois, a partir de 24 de maio, estendeu-se ao interior Norte e Centro.

Além da duração, também a intensidade colocou este episódio entre os mais relevantes dos registos climatológicos nacionais.

Segundo o IPMA, a onda de calor de maio atingiu uma magnitude de 77,3ºC. Esse valor só foi superado por uma onda registada em 1965, cuja magnitude chegou aos 81,5ºC.

Mora chegou aos 40,3ºC

O mês de maio ficou ainda marcado por novos extremos de temperatura máxima do ar. Ao todo, foram registados 25 novos máximos.

O valor mais expressivo ocorreu em Mora, no dia 27 de maio. Nesse dia, os termómetros chegaram aos 40,3ºC, estabelecendo um novo extremo absoluto para este mês em Portugal.

Ainda assim, o boletim do IPMA coloca maio de 2026 como o 10.º maio mais quente desde 2000. A temperatura média do ar foi de 17,85ºC, ou seja, 1ºC acima do valor normal no período de referência de 1991 a 2020.

Mês quente e seco agravou falta de água no solo

Além do calor, maio foi classificado pelo IPMA como um mês quente e seco. Os valores de precipitação ficaram abaixo do normal em grande parte dos distritos.

Também a água disponível no solo diminuiu na camada até aos 100 centímetros.

𝗡𝗼 𝗯𝗼𝗹𝗲𝘁𝗶𝗺, 𝗼 𝗜𝗣𝗠𝗔 𝗮𝗽𝗼𝗻𝘁𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘂𝗺𝗮 “𝗱𝗶𝗺𝗶𝗻𝘂𝗶çã𝗼 𝗴𝗲𝗻𝗲𝗿𝗮𝗹𝗶𝘇𝗮𝗱𝗮” 𝗱𝗮 á𝗴𝘂𝗮 𝗱𝗶𝘀𝗽𝗼𝗻í𝘃𝗲𝗹 𝗻𝗼 𝘀𝗼𝗹𝗼.

A redução foi mais acentuada no interior Centro e Sul.

𝗦𝗲𝗴𝘂𝗻𝗱𝗼 𝗼 𝗜𝗣𝗠𝗔, 𝗲𝘀𝘀𝗮 𝗱𝗶𝗺𝗶𝗻𝘂𝗶çã𝗼 𝗳𝗼𝗶 𝘀𝗲𝗻𝘁𝗶𝗱𝗮 “𝗲𝗺 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗶𝗰𝘂𝗹𝗮𝗿 𝗻𝗼 𝗔𝗹𝗲𝗻𝘁𝗲𝗷𝗼 𝗲 𝗔𝗹𝗴𝗮𝗿𝘃𝗲, 𝗼𝗻𝗱𝗲 𝗮𝘂𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮𝗿𝗮𝗺 𝗮𝘀 á𝗿𝗲𝗮𝘀 𝗰𝗼𝗺 𝗺𝗲𝗻𝗼𝗿𝗲𝘀 𝘃𝗮𝗹𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗵𝘂𝗺𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗼 𝘀𝗼𝗹𝗼”.

Dados ainda são preliminares

A magnitude de uma onda de calor corresponde à soma dos desvios da temperatura máxima do ar face à média diária do período de referência.

Por agora, os dados divulgados pelo IPMA resultam de uma análise preliminar. A versão final do boletim climatológico de maio deverá ser publicada em meados de junho.

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