Tribunal de Loures condena quatro jovens influencers a penas entre sete e oito anos de prisão, por filmarem violação.
O Tribunal de Loures condenou, esta sexta-feira, 12 de junho de 2026, quatro jovens influencers acusados de violar e filmar uma adolescente.
Segundo avança o CM, as penas de prisão efetiva variam entre sete e oito anos.
Em causa estão crimes de violação agravada, pornografia de menores e ofensa à integridade física.
Penas variam entre sete e oito anos
Leonardo Saraiva foi condenado a sete anos e seis meses de prisão.
Já Hugo Ribeiro recebeu uma pena de sete anos de prisão efetiva.
Ambos foram condenados por dois crimes de violação agravada e 27 crimes de pornografia de menores.
Francisco Martins e Gabriel Malta foram sentenciados a oito anos de prisão.
No caso de Francisco Martins, foram considerados dois crimes de violação agravada, 27 de pornografia de menores e três de ofensa à integridade física.
Gabriel Malta foi condenado pelos mesmos dois primeiros crimes e ainda por um crime de ofensa à integridade física.
Três condenados seguem para prisão preventiva
Depois da decisão, Leonardo Saraiva, Francisco Martins e Gabriel Malta seguem de imediato para prisão preventiva.
Os três aguardam agora um eventual recurso no Tribunal da Relação de Lisboa.
O coletivo de juízes entendeu que existe perigo de fuga, por os arguidos terem familiares no estrangeiro.
Já Hugo Ribeiro vai aguardar em liberdade a decisão de um possível recurso.
Ainda assim, viu as medidas de coação agravadas.
Fica proibido de frequentar ou aceder a ambientes digitais, “𝗾𝘂𝗲𝗿 𝗮𝘁𝗿𝗮𝘃é𝘀 𝗱𝗮𝘀 𝘀𝘂𝗮𝘀 𝗽𝗿ó𝗽𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗰𝗿𝗲𝗱𝗲𝗻𝗰𝗶𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗲 𝗮𝗰𝗲𝘀𝘀𝗼, 𝗾𝘂𝗲𝗿 𝗿𝗲𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲𝗻𝗱𝗼 𝗮 𝘁𝗲𝗿𝗰𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀”.
Além disso, está impedido de contactar a vítima e de se aproximar da sua residência ou escola.
Caso remonta a fevereiro de 2025
O crime aconteceu em fevereiro de 2025, em Loures.
Segundo o texto-base, a vítima, então com 16 anos, era seguidora dos jovens.
A adolescente encontrou-se com um deles na rua e foi depois encaminhada para um local mais reservado.
De acordo com a Polícia Judiciária, os jovens, que tinham entre 17 e 19 anos na altura dos factos, “𝗰𝗼𝗻𝘀𝘁𝗿𝗮𝗻𝗴𝗲𝗿𝗮𝗺 𝗮 𝘃í𝘁𝗶𝗺𝗮 𝗮 𝗽𝗿á𝘁𝗶𝗰𝗮𝘀 𝘀𝗲𝘅𝘂𝗮𝗶𝘀 𝗲 𝗳𝗶𝗹𝗺𝗮𝗿𝗮𝗺 𝗼𝘀 𝗮𝘁𝗼𝘀, 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝘃𝗼𝗻𝘁𝗮𝗱𝗲, 𝗱𝗶𝘃𝘂𝗹𝗴𝗮𝗻𝗱𝗼-𝗼𝘀 𝗻𝗮𝘀 𝗿𝗲𝗱𝗲𝘀 𝘀𝗼𝗰𝗶𝗮𝗶𝘀”.
Um dos vídeos chegou a ter 32 mil visualizações no TikTok.
Julgamento decorreu à porta fechada
O alerta inicial para o caso foi dado pelo Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, onde a jovem foi assistida.
Depois, a Polícia Judiciária deteve os suspeitos entre março e junho de 2025.
No entanto, os jovens foram inicialmente libertados pelo Tribunal de Instrução Criminal de Loures, decisão que gerou forte contestação.
O julgamento decorreu à porta fechada, devido à idade da vítima e à natureza dos crimes.
A adolescente prestou declarações para memória futura em abril de 2025, para evitar depor novamente.
Entretanto, a Polícia Judiciária mantém o empenho para que o vídeo deixe de circular nas redes sociais.

