Caixa Alfama 2026 revela cartaz com Carminho, Raquel Tavares e fado em dez palcos de Lisboa, no bairro de Alfama.
Alfama volta a abrir portas ao fado em setembro. O Caixa Alfama apresentou o cartaz da nova edição, marcada para os dias 11 e 12 de setembro de 2026, em Lisboa.
Segundo o comunicado enviado à imprensa, o festival mantém a sua “𝗽𝗿𝗼𝗴𝗿𝗮𝗺𝗮çã𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘁í𝗻𝘂𝗮” e “𝘃𝗼𝗹𝘁𝗮 𝗮 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝗿 𝗼 𝗯𝗮𝗶𝗿𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝗔𝗹𝗳𝗮𝗺𝗮 𝗻𝘂𝗺 𝗽𝗲𝗿𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼 𝗺𝘂𝘀𝗶𝗰𝗮𝗹 𝗱𝗲𝗱𝗶𝗰𝗮𝗱𝗼 𝗮𝗼 𝗳𝗮𝗱𝗼”.
Promovido pela Música no Coração e pela Caixa Geral de Depósitos, o evento volta a cruzar música, património, cidade e comunidade.
Dez palcos espalhados por Alfama
A edição de 2026 vai ocupar dez palcos e espaços de Alfama. O percurso passa pelo Palco Caixa, no Terminal de Cruzeiros, e pelo Palco Ermelinda de Freitas, no rooftop do mesmo edifício.
Além disso, a programação chega ao Palco Rádio Amália, no Auditório do Museu do Fado, ao Palco Museu do Fado e ao Palco S. Boa União.
Também recebem concertos a Igreja de São Miguel, a Igreja de Santo Estevão, o espaço Fado à Janela, o Centro Cultural Dr. Magalhães Lima e o Memmo Alfama.
Em comunicado, a organização apresenta o Caixa Alfama como “𝘂𝗺𝗮 𝗲𝘅𝗽𝗲𝗿𝗶ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗽𝗿𝗼𝘅𝗶𝗺𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝗺ú𝘀𝗶𝗰𝗮, 𝗽𝗮𝘁𝗿𝗶𝗺ó𝗻𝗶𝗼 𝗲 𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲”.
Luís Montez destaca regresso ao centro histórico
Luís Montez, da Música no Coração, sublinha a ligação do festival ao bairro e à memória do fado.
“É 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝘂𝗺 𝗽𝗿𝗮𝘇𝗲𝗿 𝘃𝗼𝗹𝘁𝗮𝗿 𝗮 𝗱𝗮𝗿 𝘃𝗶𝗱𝗮 𝗮𝗼 𝗰𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗵𝗶𝘀𝘁ó𝗿𝗶𝗰𝗼 𝗱𝗲 𝗔𝗹𝗳𝗮𝗺𝗮 𝗮𝘁𝗿𝗮𝘃é𝘀 𝗱𝗼 𝗳𝗮𝗱𝗼. 𝗘𝘀𝘁𝗲 é 𝘂𝗺 𝗯𝗮𝗶𝗿𝗿𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗶𝗿𝗮 𝗺ú𝘀𝗶𝗰𝗮 𝗲 𝗺𝗲𝗺ó𝗿𝗶𝗮, 𝗲 𝗼 𝗖𝗮𝗶𝘅𝗮 𝗔𝗹𝗳𝗮𝗺𝗮 𝗲𝘅𝗶𝘀𝘁𝗲 𝗽𝗿𝗲𝗰𝗶𝘀𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗱𝗲𝘃𝗼𝗹𝘃𝗲𝗿 𝗶𝘀𝘀𝗼 à𝘀 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮𝘀: 𝗼 𝗳𝗮𝗱𝗼 𝗮 𝘀𝗼𝗮𝗿 𝗼𝗻𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗺𝗽𝗿𝗲 𝗳𝗲𝘇 𝘀𝗲𝗻𝘁𝗶𝗱𝗼 𝘀𝗼𝗮𝗿”, destaca.
Já Filipa Luís, Diretora de Comunicação e Marca da Caixa Geral de Depósitos, enquadra o apoio no investimento cultural da instituição.
“𝗢 𝗮𝗽𝗼𝗶𝗼 𝗮𝗼 𝗖𝗮𝗶𝘅𝗮 𝗔𝗹𝗳𝗮𝗺𝗮 𝗿𝗲𝗳𝗹𝗲𝘁𝗲 𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗶𝗻𝘂𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗼 𝗶𝗻𝘃𝗲𝘀𝘁𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗮 𝗖𝗮𝗶𝘅𝗮 𝗻𝗮 𝗰𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗱𝗶𝗺𝗲𝗻𝘀ã𝗼 𝗲𝘀𝘀𝗲𝗻𝗰𝗶𝗮𝗹 𝗱𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝗿𝗲𝗹𝗮çã𝗼 𝗰𝗼𝗺 𝗮 𝘀𝗼𝗰𝗶𝗲𝗱𝗮𝗱𝗲, 𝗽𝗿𝗼𝗺𝗼𝘃𝗲𝗻𝗱𝗼 𝗽𝗿𝗼𝗷𝗲𝘁𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝘃𝗮𝗹𝗼𝗿𝗶𝘇𝗮𝗺 𝗮 𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗰𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮𝗹 𝗽𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲𝘀𝗮 𝗲 𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝗲𝘅𝗽𝗿𝗲𝘀𝘀ã𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼𝗿â𝗻𝗲𝗮. 𝗢 𝗖𝗮𝗶𝘅𝗮 𝗔𝗹𝗳𝗮𝗺𝗮 𝗮𝗳𝗶𝗿𝗺𝗮-𝘀𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘂𝗺 𝗲𝘀𝗽𝗮ç𝗼 𝗱𝗲 𝗲𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗲 𝘁𝗿𝗮𝗱𝗶çã𝗼 𝗲 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗲𝗺𝗽𝗼𝗿𝗮𝗻𝗲𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲, 𝗹𝗲𝘃𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗼 𝗳𝗮𝗱𝗼 𝗮 𝗱𝗶𝗳𝗲𝗿𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗽ú𝗯𝗹𝗶𝗰𝗼𝘀 𝗲 𝗿𝗲𝗳𝗼𝗿ç𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝗿𝗲𝗹𝗲𝘃â𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗻𝗼 𝗽𝗮𝗻𝗼𝗿𝗮𝗺𝗮 𝗰𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮𝗹 𝗻𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹”, salienta.
Raquel Tavares e homenagem a Rodrigo no primeiro dia
No dia 11 de setembro, o Palco Caixa, no Terminal de Cruzeiros, recebe Em Casa d’Amália ao Vivo. A sessão junta José Gonçalez, Rodrigo, Ricardo Ribeiro e Katia Guerreiro, numa homenagem a Rodrigo.
No mesmo palco atuam ainda Raquel Tavares e a dupla Miguel Moura & Carolina Varela Ribeiro.
No Palco Ermelinda de Freitas, no rooftop do Terminal de Cruzeiros, estará António Pinto Basto.
Já o Palco Rádio Amália, no Auditório do Museu do Fado, recebe Marco Oliveira e Ana Rita Prada. No Palco Museu do Fado atuam Peu Madureira e Flávia Pereira.
Além disso, o Palco S. Boa União apresenta Conceição Ribeiro e Luís Carlos. A Igreja de São Miguel recebe Luís Caeiro e André Batista.
No Fado à Janela, no Largo São Miguel, passam Jorge Silva, Miguel Monteiro e Gonçalo Cercas. O Centro Cultural Dr. Magalhães Lima recebe Helder Moutinho e Sara Paixão.
Na Igreja de Santo Estevão, o programa inclui Alvorada – Homenagem a Artur e Carlos Paredes e Guitarras de Coimbra. No Memmo Alfama, a programação está ainda por confirmar.
Carminho, Filipa Cardoso e Beatriz Felício no segundo dia
A 12 de setembro, o Palco Caixa recebe três nomes de forte projeção: Carminho, Filipa Cardoso e Beatriz Felício.
No Palco Ermelinda de Freitas, o cartaz anuncia Gonçalo Salgueiro. Já no Palco Rádio Amália atuam Miguel Ramos e Maria Ramos.
O Palco Museu do Fado recebe Miguel Dias e Valéria. No Palco S. Boa União, estão confirmados Ana Marta e Vítor Miranda.
Entretanto, a Igreja de São Miguel acolhe José Geadas e Jorge Batista da Silva.
No Fado à Janela, voltam a atuar Jorge Silva, Miguel Monteiro e Gonçalo Cercas. O Centro Cultural Dr. Magalhães Lima recebe Aldina Duarte e Tiago Correia.
Na Igreja de Santo Estevão, o segundo dia conta com Luís Matos e João Nunes. No Memmo Alfama, a programação permanece a confirmar.
Fado entre tradição e novas gerações
Segundo o comunicado, a programação junta “𝗱𝗶𝗳𝗲𝗿𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗴𝗲𝗿𝗮çõ𝗲𝘀 𝗱𝗼 𝗳𝗮𝗱𝗼”, cruzando vozes consagradas com nomes que têm marcado a nova geração.
Desta forma, o Caixa Alfama 2026 mantém a identidade do festival: levar o fado para dentro do bairro, entre igrejas, museus, largos e espaços culturais.
Durante dois dias, Alfama volta a ser mais do que cenário. Passa a ser palco, memória e caminho para uma das maiores celebrações do fado em Lisboa.

