Caixa Alfama 2025: André Baptista encanta público com ‘Cores da Vida’ no Museu do Fado, na tarde de ontem.
Texto: Rui Lavrador
Fotografias: Carlos Pedroso
Início de festival marcado por emoção e talento
No primeiro dia do Caixa Alfama 2025, André Baptista subiu ao palco do Museu do Fado para apresentar o seu mais recente disco, ‘Cores da Vida’. O fadista contou com o acompanhamento de Mike Martins na guitarra portuguesa, Bernardo Viana na viola de fado, Kapa de Freitas no baixo e Ivo Martins na percussão.
Trajado de negro com detalhes dourados, André Baptista proporcionou um espectáculo de grande qualidade, dominando todos os momentos do concerto e envolvendo o público de forma intensa.
Voz segura e emoção no palco
Com uma voz muito segura e dicção perfeita, o jovem alentejano entregou a emoção na medida certa, valorizando cada poema cantado. Não falha, não comprometa e ainda arrebata o público, metendo-o dentro do concerto de forma ativa.
No alinhamento do concerto destacaram-se temas como ‘Cores da Vida’, seguido de ‘Estranha forma de vida’ e ‘Caso Sério’ (letra de Teresinha Landeiro e música de Jorge Fernando), com a interpretação firme de “Não mudo Não”.
Homenagens e clássicos do fado
André Baptista estruturou bem o alinhamento, incluindo ‘Jurei-te depois por nós’, ‘É ou não é’, ‘Escombros’ (da autoria de Fábia Rebordão), ‘Dizer que não’ e ‘A bem ou Mal’, antes de prestar homenagem a Maria da Fé com ‘Fado Errado’.
Na parte final, apresentou ‘Lua’, ‘A minha Buganvília’, ‘Saia Preta’ e ‘Alfama Antiga’, encerrando o concerto em festa e com o público a aplaudir.
Presenças ilustres e aclamação do público
Entre a assistência, estiveram nomes conhecidos do fado como Raquel Tavares, Beatriz Felício, Vânia Duarte e Ângelo Freire, além de muitos espectadores anónimos que não pouparam aplausos.
Se o Fado foi Rei em Alfama, André Baptista foi um príncipe aclamado.
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