Catarina Miranda responde a nova acusação de Afonso Leitão sobre uso de cartão bancário, feita recentemente.
A guerra entre Catarina Miranda e Afonso Leitão continua longe de terminar.
Depois da participação criminal avançada pelo ex-militar e pela mãe, Rita Leitão, há agora um novo aditamento enviado para o DIAP do Montijo. Em causa estará o uso do cartão bancário de Afonso durante o período em que este participou no Secret Story – Desafio Final.
Segundo a TV 7 Dias, Afonso Leitão alega que Catarina Miranda terá gasto mais de mil euros com o seu cartão, sem autorização para o fazer na sua ausência.
Afonso Leitão e Rita Leitão avançaram para tribunal
A queixa apresentada por Afonso Leitão e pela mãe, Rita Leitão, coloca Catarina Miranda no centro de várias acusações.
De acordo com a revista, estão em causa alegados crimes de acesso ilegítimo, devassa da vida privada, violação de correspondência ou telecomunicações, violação de segredo, difamação agravada, injúria agravada e coação.
Além disso, foi também pedido ao Ministério Público que avalie uma eventual situação de perseguição.
Agora, o novo aditamento foca-se na utilização do cartão bancário de Afonso Leitão enquanto este esteve dentro da casa mais vigiada do país.
Catarina Miranda nega uso indevido e diz ter provas
Confrontada pela TV 7 Dias, Catarina Miranda reagiu à nova acusação e explicou a sua versão dos acontecimentos.
A ribatejana garantiu que Afonso Leitão lhe deixou o cartão e os documentos. Segundo a própria, as despesas feitas estavam relacionadas com necessidades do ex-concorrente e com a equipa de marketing.
“A única coisa que posso dizer é que Afonso deixou-me o cartão dele e os documentos dele, como ele próprio já disse, e tudo o que foi maços de tabaco para o Afonso, roupa para o Afonso, pagamentos à equipa de marketing eu tive que pagar do cartão do Afonso. E foi isso que aconteceu. Acho mesmo muito grave isso que ele me está a acusar. Mas como tenho provas de tudo o que estou a dizer, estou mega tranquila”.
Assim, Catarina Miranda rejeita a ideia de utilização ilegítima e garante estar preparada para responder em sede própria.
“Estão a tentar denegrir a minha imagem publicamente”
Além da explicação sobre o cartão bancário, Catarina Miranda deixou críticas à forma como o caso tem evoluído.
A ex-concorrente considera que as acusações podem ter impacto na sua vida profissional e revelou que a sua equipa jurídica já está a acompanhar o processo.
“A minha postura vai ser a mesma desde sempre, tranquila, serena. Não me afeta, eu estou pronta para ir responder. Acho que estão a tentar denegrir a minha imagem publicamente. Isto escalou para um nível bastante grave, eu não sei se eles têm noção daquilo que estão a dizer, na minha perspetiva estão a ser mal aconselhados e eu estou cá para me defender. São acusações que poderiam vir a prejudicar-me a nível profissional. Como é mais que óbvio, a minha equipa de advogados já está a trabalhar”.
Desta forma, Catarina Miranda mantém uma postura de defesa e promete responder às acusações.
Advogado de Afonso e Rita fala em “facto particularmente grave”
Por outro lado, José Paulo Pinho, advogado de Afonso Leitão e Rita Leitão, também falou à TV 7 Dias.
O mandatário rejeitou a ideia de uma participação sem fundamento e explicou que o processo não se limita a um único episódio.
“O que tenho dito desde o início é que a participação criminal apresentada não se resume a um único facto nem a uma única situação. Foram participados inicialmente sete crimes e foi ainda solicitado ao Ministério Público que averiguasse a eventual prática de um oitavo crime, o de perseguição, caso entenda que os respetivos pressupostos se verificam. Ao contrário da ideia que algumas pessoas tentam transmitir, não se trata de uma participação sem fundamento. Trata-se de uma participação suportada em diversos elementos de prova, cuja confirmação e aprofundamento caberão naturalmente ao inquérito. Relativamente ao mais recente aditamento, a situação é distinta. Na minha perspetiva, estamos perante um facto particularmente grave porque a prova associada a esse ilícito não depende tanto de diligências futuras de investigação, existindo já elementos objetivos que o sustentam. Naturalmente, caberá sempre às autoridades judiciárias fazer a respetiva avaliação. Quanto ao número de participações ou aditamentos, isso dependerá exclusivamente do surgimento de novos factos que justifiquem intervenção judicial. O meu objetivo nunca foi acumular queixas, mas sim comunicar às autoridades aquilo que entendo poder configurar a prática de crimes”
Caso segue nas autoridades
Para já, o novo aditamento junta mais um capítulo ao conflito entre Catarina Miranda e Afonso Leitão.
De um lado, Afonso e Rita Leitão sustentam a participação criminal e apontam novos factos às autoridades. Do outro, Catarina Miranda nega qualquer actuação indevida e garante ter provas da sua versão.
Agora, caberá ao Ministério Público avaliar os elementos apresentados e decidir os próximos passos do processo.
