Zé Lopes fala da saudade de Felgueiras: “sinto-me um emigrante no meu país”, referiu o apresentador nas redes sociais.
Apresentador partilhou um desabafo nas redes sociais
Zé Lopes abriu o coração esta segunda-feira, 29 de junho, através da sua conta de Instagram. O apresentador do ‘Bom Dia Alegria’, no V+ TVI, regressou a Felgueiras nos últimos dias e deixou uma reflexão sobre a distância, a família e o peso da saudade.
Depois de voltar ao lugar onde cresceu, o comunicador assumiu que as despedidas se tornam cada vez mais difíceis. No texto que publicou, a memória das ruas, dos rostos e das pessoas próximas aparece ligada a uma sensação de pertença que resiste à vida em Lisboa.
“A saudade. Nos últimos três dias estive em Felgueiras. Voltei ao sítio onde cresci, às ruas que me fizeram quem sou, às pessoas que sempre foram casa. E cada vez me custa mais dizer ‘até já’”, começou por escrever.
“Há sempre o outro lado da moeda”
Apesar de viver a profissão que sempre quis, Zé Lopes reconheceu que essa escolha também tem um custo emocional. Lisboa representa o sonho profissional, mas Felgueiras continua a guardar uma parte importante da sua vida.
No desabafo, o apresentador falou da família que envelhece, das conversas que mudam e dos momentos que já não acompanha da mesma forma.
“Às vezes penso até que é ‘injusto’ sentir isto. Porque estou em Lisboa, tenho a sorte de trabalhar na área que sempre quis, de viver a profissão com que sempre sonhei. Foi uma escolha minha. E não me arrependo nem por um segundo dela… mas há sempre o outro lado da moeda. Há uma família que continua a envelhecer sem pedir licença. Há rostos nos quais começam a aparecer mais rugas, conversas que mudam, hábitos que deixam de ser os mesmos… e eu não estou cá para assistir a tudo”, acrescentou.
Os pequenos momentos que deixaram de ser garantidos
Depois, Zé Lopes enumerou situações simples, mas carregadas de significado. São esses instantes do quotidiano que, à distância, ganham outro peso.
“Não estou nos almoços de domingo, nas conversas demoradas à mesa depois do café, nos aniversários que agora parecem mais curtos, nos jantares improvisados em casa de amigos, nas noites aleatórias e caóticas sem destino, nos pequenos momentos que antes pareciam garantidos”, prosseguiu.
A reflexão do apresentador mostra também a contradição de quem está onde quis estar, mas sente falta do lugar de onde partiu. Entre o sonho cumprido e a ausência de certas rotinas, Zé Lopes deixou uma frase que resume esse conflito.
“E é estranho perceber que o tempo continua a passar mesmo quando eu não estou lá. Em determinados momentos sinto-me um emigrante no meu país. Isso dói-me. Mesmo sabendo que estou exatamente onde queria estar. Ainda assim, estes dias foram cheios. Estive com a minha família e com os meus amigos, dancei muito, ri muito e brindei à vida. Porque no meio de todas as incertezas, há uma certeza que levo comigo: tenho muita sorte. Sorte por ter partido para realizar um sonho. E ainda mais sorte por ter um lugar e pessoas que fazem sempre valer a pena voltar”, terminou.
Entre Lisboa e Felgueiras, a certeza do regresso
Ainda assim, a publicação não ficou apenas presa à tristeza da despedida. Zé Lopes também sublinhou a gratidão pelo caminho que escolheu e pelas pessoas que continuam a dar sentido ao regresso.
Entre Felgueiras e Lisboa, o apresentador deixou uma mensagem sobre crescer, partir e continuar ligado ao lugar onde tudo começou.
Veja a publicação AQUI.
