André Guiomar leva «Ku Handza» à Casa do Cinema de Coimbra com conversa após a sessão

André Guiomar leva «Ku Handza» à Casa do Cinema de Coimbra com conversa após a sessão, segundo foi revelado.

Documentário é exibido a 1 de julho

A Casa do Cinema de Coimbra recebe, na próxima quarta-feira, 1 de julho, uma sessão especial de «Ku Handza», documentário realizado por André Guiomar.

A projeção está marcada para as 18h30 e contará com a presença do realizador. Depois do filme, haverá uma conversa com André Guiomar e Mário Jaleco, voluntário numa organização não-governamental ligada à causa ambiental.

Em comunicado, a sessão é apresentada como um encontro entre cinema, território e debate social.

“A Casa do Cinema de Coimbra recebe, na próxima quarta-feira, dia 1 de julho, às 18h30, uma sessão especial de «Ku Handza», documentário de André Guiomar.”

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Três histórias em Moçambique

O título do documentário tem origem na língua Changana, falada no sul de Moçambique.

“«Ku Handza» significa «esgravatar» em Changana, língua do sul de Moçambique.”

Segundo o comunicado, o filme acompanha três histórias. Benjamin tenta juntar dinheiro através de trocas informais para organizar uma festa de aniversário para o filho.

Já Eulália, mãe de seis filhos, dá à luz um bebé prematuro e regressa poucos dias depois ao trabalho num aterro sanitário.

Por sua vez, Filimone visita a família entre missões de guerra, numa fronteira marcada por conflitos religiosos e interesses internacionais ligados a terras minerais.

Um olhar português sobre Moçambique

Falado em Changana e português, «Ku Handza» é apresentado como um filme português que observa Moçambique sem distância artificial.

O comunicado sublinha essa intenção de proximidade e respeito pelas vidas filmadas.

“Falado em Changana e Português, «Ku Handza» é um filme português que olha para Moçambique sem condescendência e sem distância: com a atenção demorada de quem percebe que as vidas que filma têm uma dignidade e uma complexidade que a maioria das câmaras ocidentais não sabe ver.”

Antes desta sessão em Coimbra, o documentário passou pelo DocLisboa e pelo Porto/Post/Doc em 2025.

Depois, circulou pelo Festival Internacional de Cinema de Goa, pelo Capri Hollywood International Film Festival, pelo Festival L’Europe autour de l’Europe e pelo Indianapolis Black Documentary Film Festival.

Conversa com Mário Jaleco após o filme

A conversa posterior à projeção contará também com Mário Jaleco. O convidado é voluntário numa ONGA pela causa ambiental.

Segundo o comunicado, a sua experiência cruza-se com os temas levantados pelo filme.

“A conversa pós-sessão conta com Mário Jaleco, voluntário numa ONGA pela Causa Ambiental, cujo trabalho de terreno em contextos de escassez e degradação ambiental dialoga diretamente com as questões levantadas pelo filme sobre vulnerabilidade, recursos e a vida que se tenta construir à margem dos grandes sistemas económicos.”

Bilhetes já disponíveis

Os bilhetes para a sessão de «Ku Handza» estão disponíveis através da BOL da Casa do Cinema de Coimbra.

Além disso, podem ser adquiridos na bilheteira física, que abre 30 minutos antes de cada sessão.

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