Big Brother Verão arranca com beijos, tensão entre casas e lágrimas de Sara

Big Brother Verão arranca com beijos, tensão entre casas e lágrimas de Sara, nos primeiros dias de programa.

João Ventura e Diego foram chamados à “banca dos beijos”

Os primeiros dias do Big Brother Verão já deixaram claro que a convivência entre casas não será tranquila.

Na manhã desta quarta-feira, 1 de julho, Mariana Salgueiro assumiu o papel de anfitriã da “banca dos beijos”. Com um disfarce em forma de coração, tentou aproximar alguns concorrentes.

Durante a dinâmica, Mariana juntou João Ventura e Diego, por considerar que os dois perfis se “encaixam”.

João Ventura reagiu com humor, mas também com uma nota directa: “Lá por sermos bichas, não temos que encaixar“.

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Ainda assim, o concorrente aceitou dar um beijo na cara a Diego. Depois, aproveitou o momento para lançar um apelo ao público.

“Se deixarem o Diego ficar, pode ser que haja um beijo para a semana, portugueses“, afirmou.

João Ventura critica escolha de Mariana Salgueiro

Mais tarde, durante um almoço exclusivo oferecido pelo Big Brother após a prova da prancha, João Ventura explicou que não ficou totalmente confortável com a associação feita.

Segundo o concorrente, a escolha de Mariana foi previsível por causa da orientação sexual dos dois.

“Pensava que ela se ia autocentrar na casa dela e até já estava a comentar com o Joana. Aliás, não vai dar nada a ninguém na nossa casa. Porque eu acho que eles são muito centrados na casa deles. Então, eu estava a pensar que ela ia fazer isso. Mas, na verdade, até achei fixe ela começar a integrar-nos na dinâmica. Que é o que você sentiste? Quando se deu a ti, quando se deu a mim. E deu à Ana. Dar-me a mim e ao Diego achei super básico. Porque, pronto, se a senhora já percebeu que somos os dois gays, yeah. Ya, mas está tudo bem“, desabafou.

Depois, João Ventura insistiu que a orientação sexual não deve ser usada como critério automático.

Quando Tatiana interrompeu para dizer “Eu aí entendi porque não faz match.”, o concorrente manteve a posição.

“Ya, tipo, mas é aquela cena, são dois gays, então acho que são dois gays, pumba. Estão sempre a fazer isso na vida. Ya, lá por sermos gays não quer dizer que a gente tem que se envolver assim. Mas pronto, pensei que foi uma brincadeira e sim, eu gosto efetivamente do Diego, é uma das pessoas que eu gostava que não sei se…“, explicou.

Ainda assim, João reconheceu o entusiasmo de Mariana na atividade.

“Mas foi bonito vê-la a fazer aquilo porque eu achei que ela estava realmente contente. Exatamente, ela estava feliz. Ela estava feliz e ela é uma pessoa que eu noto que… Tal como eu também vejo isso em mim, que às vezes tive assim um momento que tive assim, que ninguém me dava atenção. Eu acho que ela é uma mulher que fica feliz quando lhe dão atenção, quando tem algum protagonismo. E é bonito ver isso”, concluiu.

Falta de contacto entre casas gera confronto

Também no almoço, João Ventura confrontou João Gomes sobre a pouca convivência entre a Casa da Avó e a Casa Principal.

Quando João Gomes disse que a Casa da Avó era “mais parado”, João Ventura corrigiu de imediato: “Tu achas que é mais parado“.

Depois, João Gomes tentou justificar a falta de contacto com o facto de Tatiana ter estado mais resguardada por motivos de saúde.

“Ela vivia sempre no casulo. Eu não a via. Eu assim, mas tipo, falavam Tatiana, Tatiana, e eu já não me lembrava“, explicou.

João Ventura não ficou convencido e apontou falta de iniciativa ao outro grupo.

“Eu, por exemplo, contigo não me mal falei“, atirou.

Perante nova justificação, insistiu: “Sim, mas não estás a perceber. Nós não podemos ir ter com vocês e vocês não vêm ter connosco“.

Depois, assumiu que essa distância pode pesar nas nomeações.

“Se eu tivesse que te nomear, a ti e outros, nomeava facilmente porque eu não vos conheço. Alguns nem sei o nome. E acho um bocado mau isso“, confessou.

Ainda assim, o concorrente deixou a pergunta no ar.

“Nós não podemos ter convocação, percebes? Então, ya… Porque é que vocês não podem bater à porta e «Ó vizinhos, venham cá», percebes? Também nos podem ir buscar e vocês não o fazem“, acrescentou.

Por fim, recorreu à ironia para descrever o ambiente.

“É por isso que eu ando a gozar, a dizer que vocês estão a fazer um episódio dos “Morangos com Açúcar”, porque parece que estão em canais diferentes, estamos em realities diferentes, porque vocês passam reto. Parece que nós somos os colaboradores da piscina. (…) É uma atitude, parece que estamos noutro canal“, rematou.

Comentadores dividem-se sobre João Ventura

No “Diário”, apresentado por Nuno Eiró, João Ventura voltou a ser tema central. O apresentador destacou a presença constante do concorrente nas imagens.

“Estamos a falar muito entre 18 pessoas que estão numa casa, é certo que estamos nos três primeiros dias, já viram a quantidade de vezes que estamos a falar, seja porque vocês decidem falar dele ou porque as imagens nos puxam para falar dele?“, questionou.

Cândido Pereira considerou que isso joga a favor do ator de Guimarães.

“Isso é ótimo, o João entrou muito bem, eu acho que a primeira semana é muito importante na forma como tu entras, porque ou apareces ou passas despercebido. […] Para mim, até agora, está dividido o protagonismo com a Mariana Salgueiro“, afirmou.

Márcia Soares teve uma leitura menos favorável. Para a comentadora, João também tem responsabilidade no isolamento que aponta aos colegas.

“O João muito fala, o João Ventura, sempre o mesmo. Que as pessoas não o procuram, que não vão à cerca, mas se calhar o problema também está um bocadinho nele. Porque não é só os outros que o têm que procurar, ele também tem que procurar e dar abertura aos outros para chegarem a ele“, disse.

Depois, acrescentou: “Ele tem esta atitude que é pouco atraente para alguns, não é? […] As pessoas ao virem isto percebem que é uma pessoa que é bastante conflituosa e não têm interesse em conhecê-lo“.

Ainda assim, Márcia reconheceu-lhe peso no jogo: “Eu adoro bons concorrentes, ele é um candidato forte“.

Cândido Pereira também anteviu impacto no programa: “Acho que é um concorrente que vai dar muito a falar. Não leva nada para a casa da avó, neste caso. Vai dizer tudo o que tiver a dizer na casa“.

Rivalidade com Sara ganha força

A tensão entre João Ventura e Sara também foi analisada no “Diário”. Nuno Eiró classificou a troca de provocações como “uma declaração de guerra”.

Isabel Figueira destacou a incompatibilidade entre os dois concorrentes, ambos ligados a Guimarães.

“Aqui nota-se perfeitamente desde o primeiro momento ali com o João e a Sara, nota-se que há ali uma incompatibilidade de feitios. O João Ventura ou se ama ou se odeia. As pessoas não conseguem encontrar aqui uma imagem consensual nele“, observou.

A comentadora acrescentou ainda que Sara “não se fica e responde-lhe à letra“.

Para Cândido Pereira, João Ventura soube aproveitar o momento desde a estreia.

“O João foi muito inteligente. O João vira isto para ele a partir do primeiro minuto. Ele não perde tempo. Quando a Sara diz que o João Ventura por ela ia embora, ele pega nisto automaticamente para já ter uma narrativa a partir do primeiro minuto“, analisou.

Ainda assim, o comentador apontou uma máscara no comportamento do concorrente.

“um ar de superioridade dele que a meu ver é uma máscara que ele já demonstrou que tem muitas fragilidades“, afirmou.

Já Márcia Soares não vê apenas estratégia.

“Podemos ver como jogada, eu vejo isto como um traço da personalidade dele que não gostou no primeiro minuto, não estava preparado para ser excluído ou para ser escolhido naquela dinâmica. E realmente aquele ressabiamento está presente até agora. Eu não vejo isto que ele esteja a fazer isto de propósito para jogo. Eu acho que ele sente isto realmente“, defendeu.

Depois, resumiu: “A picardia só existe entre eles os dois porque ele a alimenta“.

Márcia Soares deixa alerta sobre histórias de vida

As partilhas emocionais dos concorrentes também motivaram debate. Márcia Soares falou sobre João Ventura e admitiu não se identificar com ele.

“Eu, por exemplo, não me identifico com o João, meu santo não bateu com o João. […] Eu sinto que ele também se esconde muito atrás do preconceito, em vez de fazer algo para mudar e se sentir melhor“, começou por dizer.

A comentadora comparou depois a postura de João com a de Nuno.

“Sinto que o Nuno se calhar lida de uma forma mais madura, está melhor resolvido e se calhar o João até pode aprender com os colegas que são bem mais novos que ele, porque eu sinto que o João, apesar dos 42 anos, é uma pessoa super imatura, que não está bem resolvida“, afirmou.

Depois, deixou um aviso sobre o uso de histórias pessoais dentro do jogo.

“Eu só espero que o João não seja aquele tipo de pessoa que usa tudo o mau que lhe aconteceu na vida para ser um bocado mais intolerante, ou um bocado mais cobrinha […] usar toda a desgraça que lhe aconteceu para justificar a maldade. E eu sinto que ele é um bocadinho essa pessoa dentro do jogo. […] Eu vou ter empatia para a história, sim, mas não vou ter nenhuma empatia quando ele for mauzinho por causa da história que ele tem. Porque histórias temos todos“, declarou.

Cândido Pereira concordou com a separação entre história pessoal e jogo.

“Para mim, às vezes não me aquece nem me arrefece, e sou muito sincero. Seja eu gostar ou não gostar […] eu tento que isso não influencie a minha opinião depois deles enquanto concorrentes“, explicou.

Depois, concluiu: “Todos iremos passar até ao fim dos nossos dias por dificuldades, umas mais graves que outras, mas depois é uma escolha nossa o caminho que nós escolhemos e o tipo de pessoa que nós queremos ser […] E nada justifica, muitas das vezes, a maldade nisso“.

Sara emociona-se após comentários sobre ressonar

Entretanto, Sara viveu uma manhã difícil na casa. A concorrente chorou depois de ouvir comentários dos colegas sobre o facto de ter ressonado durante a noite.

Depois de desabafar com Mariana Sá, isolou-se no jardim. Joaquim aproximou-se e ouviu a colega.

“Oh Quim, eu tento fazer o que posso para não vos incomodar. É cansativo, eu também não dormi muito.”

Sara explicou que tentou minimizar o incómodo para os restantes concorrentes.

“Meti os pés para fora para não incomodar o Miguel e troquei de cama com o Pedro para o Pedro poder dormir e colei o penso logo. Mas eu não tenho culpa de ressonar e eu estou cansada de acordar todos os dias de manhã e ‘a Sara’, ‘a Sara’, ‘a Sara’. É que eu fico culpada porque ninguém dorme por minha causa.”

Depois de ser tranquilizada por Joaquim, voltou a admitir o desgaste.

“Esquece, estou cansada, é toda a gente a dizer o mesmo. Eu não tenho culpa, é que eu estou a dormir, eu não sinto, eu não consigo.”

Nuno Pereira marcado pela perda dos pais

Também Nuno Pereira emocionou o público logo na estreia. O concorrente, de 28 anos, revelou ter perdido os pais num curto espaço de tempo.

Agora, a irmã, Tatiana, contou à TVI novos detalhes sobre essas perdas familiares.

“Perder os pais até aos 28 anos é uma coisa que impacta muito a nossa vida. Somos muito jovens”, afirmou.

Segundo Tatiana, a mãe morreu de cancro em 2022.

“Ela adoeceu em fevereiro de 2021, depois ficou nove meses doente e depois faleceu. Até ao fim, eu e o meu irmão estivemos lá com ela. Sempre”, recordou.

Depois da morte da mãe, os irmãos aproximaram-se ainda mais do pai.

“Aproveitamos muito mais tempo com o meu pai devido a isso, porque o meu pai tentou fazer muito mais por nós, estar lá connosco, irmos de férias”, acrescentou.

No entanto, a segunda perda chegou sem aviso.

“O meu irmão não conseguia falar com o meu pai, ele não atendia. Supostamente, iam encontrar-se a umas X horas, mas ele não respondia e o meu pai não era assim”, lembrou.

Tatiana revelou depois a causa da morte: “Ele acabou por morrer de morte súbita… Foi do coração”.

Hoje, os irmãos mantêm-se como apoio um do outro.

“Somos conselheiros, não temos pais, mas é como se tivéssemos. Tentamos sempre honrá-los e pensar o que faríamos se eles estivessem cá”, resumiu.

Joaquim vira tema por falar demasiado

Outro momento comentado no “Diário” envolveu Joaquim. Durante a dinâmica sobre o melhor e o pior verão, o concorrente prolongou a intervenção e acabou por provocar risos.

Afonso chegou mesmo a adormecer durante o discurso.

Nuno Eiró abriu a análise com humor: “Eu ainda bem que não almocei, porque senão já tinha adormecido. Ele dita muitas palavras, o Joaquim, não é? Vai dar a volta à Via Grande para contou alguma coisa“.

Márcia Soares não poupou na crítica: “É, ele gosta de falar. Fala, fala, fala e não diz nada“.

Isabel Figueira acrescentou que Joaquim “não tem muita noção do tempo“.

Cândido Pereira tentou defender o concorrente com ironia.

“Não sejam mauzinhos. Só não percebe porque não quer. É que o rapaz, como não tem noção do tempo, acha que está a falar 10 segundos, mas já lá vai meia hora. É só por isso“, disse.

Depois, brincou com o que conseguiu reter do relato.

“Eu percebi que a avó faleceu há 4 anos, mais ou menos, porque eu não tenho noção do tempo. Foi o que eu consegui reter“, afirmou.

Isabel Figueira lamentou a mudança de ambiente: “Não, é que passaram de uma Sara, que eu estava aqui comovida, para um Joaquim“.

Nuno Eiró respondeu com outra piada: “Tu debitas lágrimas, ele debita palavras. Até o Joaquim é bom para ti, que é para não te fazeres chorar“.

A comentadora acabou por admitir que o momento lhe “conseguiu retirar as lágrimas que tinha dos olhos“.

Cândido Pereira, por sua vez, mudou a opinião inicial sobre o concorrente.

“Não, mas eu estou com muito medo porque é assim, o Joaquim diz que é muito opinativo, tem muitas opiniões e eu acho que, quer dizer, eu já estou a engolir uma opinião que disse que eu acho que ele ia ser assertivo. Eu não acho, eu agora já não acho. Eu retiro o que disse“, assumiu.

Márcia Soares analisou depois a confiança de Joaquim.

“Eu acredito que ele acredita que é assertivo, que tem o dom da palavra, e eu acho que ele também tem isso dentro dele, ou acha que tem, que é o espírito de líder. Só que uma coisa é teoria, depois é uma coisa na prática. Eu acho que ele acredita muito, mas depois na prática está um bocadinho ao lado. E é aquele tipo de concorrente que eu estou muito expectante para a gala, porque eu acho que ele está muito confiante, acha que tudo aquilo que ele diz é ouvido e respeitado, e ele vai a ver estas imagens no domingo, ninguém o respeita e ninguém o ouve“, explicou.

No fim, Nuno Eiró brincou com a possível utilidade do discurso de Joaquim.

“Se alguém tiver com insónias, põe o Joaquim na mesa de cabeceira a falar”, sugeriu.

Cândido Pereira concordou: “Não, as pessoas à noite tiverem alguma dificuldade em dormir, é ouvir o Joaquim“.

Joana Rodriguez afirma-se na Casa da Avó

Também Joana Rodriguez tem chamado a atenção nesta fase inicial do Big Brother Verão. A concorrente, de 23 anos, é natural de Aveiro e está na Casa da Avó.

Nas redes sociais, Joana soma várias fotografias em ambiente de verão, mostrando um lado confiante, vaidoso e descontraído.

Dentro da casa, a concorrente já assumiu que quer ter protagonismo. Define-se como extrovertida, explosiva e comunicativa.

No entanto, também admitiu receio sobre a forma como será vista pelo público.

“Eu nunca sei o que as pessoas vão pensar“, desabafou recentemente, em especial sobre a relação com o namorado que deixou fora da casa.

Assim, entre dinâmicas, lágrimas, rivalidades e comentários no “Diário”, o Big Brother Verão começa com vários focos de tensão.

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