Diego quebra silêncio após expulsão: fala da desvantagem de ser brasileiro, explica conflito com Joaquim e revela plano pelos pais

Diego quebra silêncio após expulsão: fala da desvantagem de ser brasileiro, explica conflito com Joaquim e revela plano pelos pais, na TVI.

Diego regressou à realidade depois de uma passagem curta pelo «Big Brother Verão» e encontrou respostas para algumas das dúvidas que levou da casa.

Leia também: «Big Brother Verão»: prémio sobe aos 18.900 euros e Diego reage à primeira expulsão

O primeiro expulso da edição esteve esta segunda-feira, 6 de julho, no «Dois às 10». Em conversa com Cláudio Ramos, falou da saída, de Joaquim e do futuro.

A nacionalidade também entrou na análise. Diego acredita que um concorrente brasileiro pode partir em desvantagem perante o público português, embora rejeite falar em preconceito.

- Publicidade -

Por detrás da inscrição no programa estava ainda um objetivo pessoal. O tarólogo quer regressar ao Brasil e melhorar a qualidade de vida dos pais.

Diego admite ter entrado no jogo em desvantagem

Ao analisar a primeira expulsão do «Big Brother Verão», Diego começou por colocar a questão da nacionalidade em cima da mesa.

Para o concorrente, participar num formato português sendo brasileiro pode representar uma dificuldade acrescida.

“Gente, não faz muito sentido, afinal é o Big Brother Portugal, eu sou só um brasileiro nesse meio“, atirou.

Cláudio Ramos recordou que outros brasileiros já tiveram percursos marcantes no formato. Ainda assim, Diego considera que o contexto mudou.

“Hoje em dia sim, por conta da política, Agora, por conta do aquecimento das conversas em redes sociais, a coisa muda de figura”, explicou.

Na sua leitura, existia uma realidade diferente quando o formato era “só televisionado”, sem a atual dimensão do debate nas plataformas digitais.

Cláudio Ramos colocou a palavra “preconceito” na conversa, mas Diego não concordou com essa definição.

“Eu não diria preconceito, eu diria divergências”, corrigiu.

Depois, explicou a sua posição:

“Eu acho que é mais assertivo falar dessa forma. Onde há divergências de pensamento. Há pessoas que acreditam que é benéfico o imigrante, há pessoas que acreditam que não é benéfico o imigrante.”

Diego acredita que o diálogo pode ajudar a “achar um consenso” e fez questão de lembrar que conhece “muitos portugueses que são pessoas maravilhosas”.

Saída precoce e uma comparação com outro concorrente brasileiro

Apesar das ressalvas, Diego mantém a convicção de que a nacionalidade pode ter peso num programa decidido pelo voto popular.

“Eu já acredito que sim, porque, por exemplo, no ano passado também teve, acho que o Caio, ele foi logo na primeira semana”, exemplificou.

Cláudio Ramos lembrou-lhe que “deu muito à casa” e que os próprios colegas o consideraram o concorrente mais corajoso.

Diego, porém, apontou também para a força das bases de apoio que cada participante leva para o programa.

Na sua perspetiva, muitos espectadores “já tem seus favoritos” quando começa a votação.

“Eu, 2 anos e 8 meses, poucos amigos no Algarve, poucas pessoas para votar, fazendo ali, seguindo a sequência de ficar caladinho”, desabafou.

O brasileiro considera ainda que vários participantes entram mais preparados para a mecânica do programa.

Segundo Diego, alguns “já vão com uma estratégia, já vão sabendo o que é o jogo”. O próprio, pelo contrário, admite ter entrado “cego, mudo e surdo” para a realidade do «Big Brother» português.

Relação com Joaquim deixou Diego sem entender o que aconteceu

A ligação conturbada com Joaquim ocupou uma parte importante da conversa no «Dois às 10».

Diego admitiu não ter compreendido a transformação da relação entre ambos.

“Na realidade, eu não entendi”, afirmou.

Segundo o ex-concorrente, os dois começaram por manter uma relação próxima. Partilhavam a mesma cama e Joaquim fazia-lhe vários elogios.

O ambiente mudou de forma repentina.

“Até ao momento em que ele se cruza comigo e diz ‘algo em ti me incomoda, isto já me está a fazer mal’”, recordou.

Diego revelou depois a explicação que Joaquim lhe deu:

“Ele disse ‘está-me a fazer mal tu sorrires sempre’. Isto já não é sobre jogo, é uma característica minha”.

Outro ponto de tensão esteve relacionado com as constantes referências à nomeação de Diego.

“Qual é a necessidade? Se eu estou mesmo a curtir isto aqui, qual é a necessidade de me lembrar que estou nomeado”, questionou.

Já fora da casa, uma amiga contou-lhe que Joaquim o considerava um adversário forte. Diego passou então a admitir uma possível explicação estratégica.

“Talvez por ameaça ele tentou… É uma estratégia”, concluiu.

Apesar disso, garante conseguir separar os conflitos do programa daquilo que poderá acontecer na vida real.

Conflito com Sara começou numa leitura errada do jogo

Diego falou também sobre o atrito inicial com Sara.

Ao vê-la entrar com Pedro, concluiu que os dois poderiam formar uma dupla no jogo. A suspeita aumentou quando ambos o nomearam.

Na tentativa de responder através das nomeações, Diego acabou por se enganar e votou em Vanessa.

O erro provocou um momento imediato de tensão com Sara.

Ao analisar o ambiente geral da casa, Diego considerou ainda que vários concorrentes viviam numa permanente ansiedade perante as surpresas do programa.

O brasileiro, por sua vez, tentou adaptar-se ao jogo de forma mais tranquila e ao seu próprio ritmo.

Tarot entrou na vida de Diego aos 16 anos

A vertente esotérica do primeiro expulso também despertou a curiosidade de Cláudio Ramos.

Diego contou que o interesse pelo tarot começou aos 16 anos, depois de comprar um baralho numa loja ligada ao universo místico.

Uma tia tentou afastá-lo da prática, mas a curiosidade manteve-se. O estudo das cartas acabou por continuar ao longo dos anos.

Depois da experiência televisiva, Diego pretende agora retomar as consultas através da página profissional.

A sua própria intuição diz-lhe que o «Big Brother Verão» foi apenas uma passagem breve. A inscrição, explicou, surgiu de forma espontânea e ligada a um objetivo financeiro.

O verdadeiro objetivo: regressar ao Brasil para cuidar dos pais

Por detrás da entrada no reality show estava uma motivação familiar.

Diego, que divide o tempo entre o trabalho com tarot e a atividade de receção no Algarve, quer criar condições para regressar ao Brasil.

“Eu tenho um propósito que é voltar para o Brasil para cuidar dos meus pais, porque eu acredito que há uma necessidade da gente dar de volta aquilo que a gente recebeu de graça no início”, confessou.

Os pais têm 72 e 68 anos. Cláudio Ramos considerou-os “novos“, mas Diego relativizou.

“São novos, depende do ponto de vista.”

Aos 40 anos, sente necessidade de “conquistar algumas coisas para dar esse retorno para eles”.

O objetivo passa por garantir “mais qualidade de vida para os dois”.

Diego vive em Portugal há quase três anos e reconhece que o percurso não tem sido simples.

Questionado por Cláudio Ramos, respondeu sem hesitar:

“Claro que não, nada é fácil na vida”.

A língua comum “ajuda bastante”, reconheceu, mas não elimina as dificuldades de construir uma vida noutro país.

Depois de uma semana no «Big Brother Verão», Diego regressa agora às consultas de tarot e ao trabalho no Algarve, mantendo o objetivo que levou para o programa: criar condições para ajudar os pais.

Veja este momento AQUI.

- Publicidade -

Destaques

O país arde e nós fazemos scroll

O país arde e nós fazemos scroll, dia-a-dia, hora-a-hora,...

Monção entre a história da Ponte de Mouro e a elegância do Palácio da Brejoeira

Monção entre a história da Ponte de Mouro e...

Recanto de Moulães: uma casa de família, seis suítes e Monção à porta

Recanto de Moulães: uma casa de família, seis suítes...
- Publicidade -

Reportagens

- Publicidade -

Artigos relacionados