Bonnie Tyler morreu aos 75 anos em Portugal: voz de ‘Total Eclipse of the Heart’ estava internada em Faro, com quadro clínico grave.
Bonnie Tyler morreu aos 75 anos no Hospital de Faro, onde estava internada há mais de um mês e meio. A cantora galesa enfrentava um quadro clínico grave, na sequência de uma infeção que obrigou a uma cirurgia de emergência e a uma longa permanência nos cuidados intensivos.
A morte da artista, uma das vozes mais reconhecidas da música internacional, foi comunicada pela família e pela sua equipa. O desaparecimento aconteceu em Portugal, país onde Bonnie Tyler mantinha uma forte ligação pessoal.
“A família e a equipa da Bonnie estão devastadas por anunciar que ela morreu inesperadamente ontem à noite num hospital em Portugal, em consequência da doença que estava a ser tratada”, podia ler-se na mensagem divulgada.
Na mesma publicação, a família pediu tempo e privacidade antes de prestar novas informações sobre a morte da cantora.
“Em breve, divulgaremos um novo comunicado, mas, para já, pedimos privacidade para lidar com esta tragédia”.
Uma hospitalização que se prolongou durante semanas
A situação clínica de Bonnie Tyler começou a preocupar no final de abril. A artista foi internada em Faro devido a uma infeção grave que lhe provocou uma perfuração intestinal.
Perante a gravidade do quadro, foi necessária uma cirurgia de emergência. A operação decorreu com sucesso, mas a evolução posterior acabou por trazer novas complicações.
Cerca de uma semana depois, o agravamento da infeção levou os médicos a colocar a cantora em coma induzido. Durante o internamento, Bonnie Tyler sofreu ainda uma paragem cardiorrespiratória e teve de ser reanimada pela equipa médica.
Já em meados de junho, surgiu uma atualização que trouxe alguma esperança. A cantora tinha despertado do coma, embora continuasse muito debilitada e permanecesse na Unidade de Cuidados Intensivos.
O estado de saúde continuava a exigir vigilância permanente e um acompanhamento clínico apertado. A recuperação apresentava-se lenta, após várias semanas de internamento.
O Algarve era muito mais do que um destino de passagem
A morte de Bonnie Tyler em Portugal acontece num país que fazia parte da sua vida há várias décadas. A cantora era uma presença habitual no Algarve e tinha casa em Albufeira.
Sempre que podia, regressava à região. Foi também no Algarve que procurou assistência médica quando surgiram os primeiros sinais da doença.
Inicialmente, a artista recorreu a uma unidade privada. Porém, a gravidade da situação clínica obrigou à transferência para o Hospital de Faro, onde permaneceu internada até à morte.
Pouco antes da hospitalização, Bonnie Tyler ainda tinha subido a palco no Reino Unido. A agenda artística continuava ativa e este ano estavam previstos vários concertos associados à celebração das cinco décadas desde o lançamento do primeiro álbum.
‘Total Eclipse of the Heart’ levou Bonnie Tyler ao topo do mundo
Nascida no País de Gales, Bonnie Tyler construiu uma carreira que atravessou várias gerações. A voz rouca tornou-se a sua imagem de marca, mas foram as canções que a levaram aos grandes palcos internacionais.
Em 1983, ‘Total Eclipse of the Heart’ mudou definitivamente a dimensão da sua carreira. O tema chegou ao topo das tabelas no Reino Unido e nos Estados Unidos, transformando-se no maior cartão de visita da cantora.
Décadas mais tarde, a música continuava a encontrar novos públicos. O tema ultrapassou a marca de mil milhões de reproduções no Spotify, confirmando uma longevidade pouco comum na indústria musical.
Contudo, a história de Bonnie Tyler não se resume a uma única canção. ‘Lost in France’, lançado em 1976, foi outro dos temas que marcaram o seu percurso e ajudaram a consolidar uma carreira internacional.
Mais tarde, em 2013, representou o Reino Unido no Festival Eurovisão da Canção. Ao longo do percurso artístico, recebeu também o título de MBE pelos serviços prestados à música.
Bonnie Tyler morreu num país que conhecia bem e numa região à qual regressava frequentemente. Fica uma carreira de cinco décadas e uma voz que passou das tabelas de vendas para a memória de várias gerações.
